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Imperialismo brasileiro rouba empregos de argentinos

É isto mesmo, leitor. O governo precisa logo aumentar a carga tributária ou os empresários capitalistas brasileiros logo criarão uma massa de miseráveis na Argentina com sua ganância pelo lucro. Onde está Chapolin Colorado quando precisamos dele? Provavelmente vendendo petróleo para os EUA nas costas do povo enquanto faz de conta que odeia Bush.

Humor · off-topic

Dias de trovão

Ahá! Você achou que eu iria falar do filme antigo com Tom Cruise, né? Não, não. É só esta minha mania de colocar um título e escrever sobre outra coisa. Na verdade, queria só mostrar a vocês alguns de nossos estagiários e monitores. No primeiro caso, temos:

Note a alegria dos escraviários. Nem parece que trabalham. Mas, na hora desta foto, nenhum raciocínio lógico ou computador foi destruído pelos escraviários (como de hábito…).

Quanto aos monitores, um deles resolveu fazer uma homenagem aos atleticanos e aí temos…

Há quem diga que um de nossos estagiários (acima) seja o alter-ego de um famoso personagem de desenho animado dos anos 80:

Há controvérsias quanto a isto, para ser justo. Por falar nisto (ou melhor, “mudando de assunto”), alguns dos nossos estagiários fazem parte do subconjunto quase-nulo de alunos que conversam comigo…e dão risada (nunca foi bom contador de piadas). Adicionalmente, fazem parte de outro subconjunto, os dos meus alunos de Teoria dos Preços. Neste último caso, terão que fazer um trabalho que deixará o Leo Monasterio e o Adolfo Sachsida mortos de inveja: este aqui. Acho que o Philipe também morrerá de inveja, embora ele esteja, atualmente, repensando o papel social da comadre de sua mãe, vizinha, que sempre fica na janela a fofocar.

Para fechar o início dos dias de trovão deste feriado prolongado, fica aí um Tanka de Takuboku Ishikawa.

今日もまた酒のめるかな!

酒のめば

胸のむかつぐ癖を知りつつ

Ainda que o hábito de beber sakê/cause indisposição/fui ao copo hoje outra vez.

Retirado de “Takuboku Ishikawa – Tankas”, tradução de Masuo Yamaki e Paulo Colina, Massao Ohno Editor/Aliança Cultural Brasil-Japão, 4a edição, 1991.

economia · liberalismo · libertarianismo

O sempre brilhante Milton Friedman

I’ve been very fortunate in being part of two communities of scholars: the community of economists on the one hand, and the community of libertarians on the other. And that combination has been very productive so far as I’m concerned, but I can’t really tell you why. One thing is that it’s very hard for somebody on his own to be sure that he’s thought of all the angles. Discussion among people helps an enormous amount. And particularly able, good people. If you have a person isolated in an environment unfriendly to his ideas and thoughts, he tends to turn bitter and self-directed. But the same person with three or four other people around–it doesn’t have to be a lot of people–will be in a wholly different position since he will receive support from the others.

You remind me of one incident where in a sense the two worlds interacted. Back in the 1960s, my daughter was an undergraduate at Bryn Mawr, and I was invited by Haverford, I think it was, to spend three days giving talks on mathematical economics. Absolutely no policy involved, pure mathematical economics. And because my daughter was at Bryn Mawr, I agreed.

After I had agreed, they asked if I would also be willing to give a chapel talk on political matters. I said sure and I gave a title, something having to do with freedom. Then I discovered that chapel at Haverford was compulsory. I wrote to the president and said that I was very much disturbed at giving a talk on freedom to a compulsory audience.

When it was time to go to the chapel, I asked the president, “How do they count attendance?” And he said, “At the beginning of the hour there are people going around in the balcony and looking down. Everybody has an assigned seat, and they count.”

When I got up to talk, I spoke up to the people in the balcony and said that those who were counting attendance, please let me know when they’re through because I don’t like the idea of speaking about freedom to a compulsory audience. I’m going to sit down and give the people who want to leave the chance to leave. And I did. Now, the students hadn’t really thought that I was going to do it and when I did, about one or two people got up to leave and the rest of them booed them because obviously, I was talking on their level. As a result, I’ve seldom had a student audience who were so completely on my side as that group, even though the political atmosphere at Haverford was very much to the left. That’s one of the greatest coups I’ve ever had as a public speaker.

Friedman era, realmente, o cara. O resto da entrevista está aqui.

economia da alocação de órgãos para transplantes

Transplantes Ótimos e a Perda de Bem-Estar

O Cisco me deu a dica e eu fui lá conferir. Eis alguns trechos:

Human kidneys are among the world’s rarest commodities, and the process for allocating them, here in the United States at least, is generally considered to be straightforward and highly efficient. But that’s not exactly true. Every year since 1998, more than 1,000 kidneys have been thrown into America’s trash.

E aí? Por que isto ocorre?

Why are so many kidneys being thrown out? Professor Juanjuan Zhang, a 28-year-old wunderkind on the faculty of MIT’s Sloan School of Management, is about to release a study suggesting that the problem lies not in technology, or medical expertise, or even bureaucratic red tape, but an economic theory known as “herding.” This theory holds that human beings, from a very early age, learn that the best commodities are the ones that everyone wants. This is why we are persuaded by ads boasting claims like “America’s Favorite Peanut Butter” or the “Most Popular Brand of Air Conditioner in the World.” Either by evolution or social learning, our brains are partial to this line of thought: If someone else doesn’t want it, then neither do I, because it can’t be that good. Often, this serves us well, but Zhang claims that it is backfiring in the world of kidney transplants.

Humm, então um pouco de Teoria Econômica não faz mal à sua inteligência. Eu já sabia disto mas os pterodoxos e os outros cientistas sociais da linha “eu-não-gosto-de-economista-porque-os-acho-chatos” sempre fazem o mesmo discurso na porta do museu, da galeria de arte e dos botecos “da elite cultural”.

Claro que a questão é polêmica e merece discussão. E é por isto mesmo que coloco estes trechos aqui. Enquanto lá a discussão se dá sem preconceitos, aqui, na selva, tudo sempre começa com um “você é um economista, o que você entende disto”? A tradução disto é a seguinte: “já sou famoso como especialista no assunto, por que você veio aqui tentar tirar um pouco da minha fama apontando erros que cometi e/ou falhas em minha análise porque, apesar do meu discurso, sou muito pouco pluralista na formulação de minhas hipóteses. Logo, detesto concorrência e quero ser monopolista na minha área do conhecimento embora papagaie para os quatro cantos do mundo que sou um modernoso pluralista e multidisciplinar”.

Tem dias que eu acordo muito cedo. Dá nisto.

Mas esqueça – temporariamente – meu mau humor. Leia o texto e pense no problema interessante que está a se discutir.