economia · interesses · marketing eficiente

Marketing

Este vai na íntegra:

Mac-bobos

Este artigo faz uma crítica ao protecionismo da Apple em relação ao seu novo produto, o iPhone e toda a questão envolvendo o bloqueio do equipamento, etc.

É engraçado ver a ingenuidade com que certos assuntos são encarados. Um conhecido Mac-maníaco disse que a Apple era uma empresa que tinha certos princípios e que agora ela se transformou numa Microsoft da vida.

Tolinho.

A Apple (assim como a Google) adotou uma campanha de marketing eficiente que fez com que sua marca fosse automaticamente associada a sofisticação e gosto apurado (basta ver que geralmente filmes que se pretendem descolados, quando precisam colocar um computador na cena, geralmente usam Apple). A idéia – e nisto reside todo o conceito de Marketing – é justamente fazer as pessoas acreditarem que são especiais apenas pelo fato de possuírem um produto Apple, que pertencem a um grupo seleto.

Só que chega uma hora em que a empresa tem que defender seus interesses (“We do no evil”, rá!) de um modo conflitante com a imagem que ela sempre vendeu. Quem sabe que tudo isso faz parte do jogo encara numa boa, mas os ingênuos batem pézinho e fazem becinho…

auto-promoção · economia · off-topic

Bem-estar

Joaquim foi um orientando, muito bom, que tive, em 1999, de transferir para outro professor pois estava de malas prontas para o doutorado.

Hoje eu estava na biblioteca e descobri que ele ganhou, com sua monografia, uma boa colocação no Prêmio Minas de Economia de 2001. E encontrei lá a singela frase: “o autor agradece ao prof. Cláudio Djissey Shikida”.

Pois é, Joaquim. A gente não se viu mais. Mas eu fico feliz de saber que à formação do bom profissional anexou-se a lembrança de que o início de tudo foi com aquelas leituras sobre federalismo fiscal e fronteira estocástica. E que, ok, tudo começou com um professor que mereceu ser lembrado por você.

De nada, Joaquim. Foi um prazer.

Humor · pterodoxia

Países periféricos exploram países centrais

Para a série “falácias econômicas, pterodoxos felizes”, observe a notícia cujo trecho reproduzo abaixo.

Após captar R$ 453 milhões em abril deste ano com uma oferta de ações (IPO, na sigla em inglês), a empresa de refrigeração comercial Metalfrio anunciou ontem que está prestes a concluir sua segunda aquisição no exterior. O alvo da vez é a turca Senocak, líder na fabricação de aparelhos de refrigeração na Turquia, Ucrânia e Europa Oriental. Em maio, a Metalfrio comprou a mexicana Nieto por US$ 4,7 milhões.

Ok, a Turquia não é a Alemanha, mas vale o argumento: cadê a patota fanaticamente hipnotizada pelo “dualismo” entre “países centrais e periféricos” nestas horas?

É divertido ser sério com os conceitos. Você ri um bocado de quem acha que ciência é pura e simples criação de jargões para fins políticos (ou para se obter um cargo público).

economia política da academia · Humor

A Economia Política da Academia (versão bem-humorada)

Esta figura (clique no link ao lado para ver a versão ampliada da tirinha acima) ilustra bem um dos maiores problemas da Academia. Paradoxalmente, falamos de falta de criatividade. Mas, por que isto acontece? Seria porque o mestrando/doutorando é um estúpido? Ou seria um problema de uso político da coerção em detrimento do avanço de novas hipóteses?

Muita gente (muito melhor do que eu) já discutiu isto. Mas eu nunca vi uma síntese tão boa quanto a do pessoal do PhD Comics. Resumiram tudo. ^_^

bolivarianismo · brasil · falha de governo · liberalismo · libertarianismo

Super-burocratas e a Pretensão Doutrinadora dos Nossos Pseudo-Educadores

Tem gente que parece realmente acreditar na supremacia do curso de Direito sobre as leis da Física ou sobre a humanidade. Só gente assim é capaz de prestar um concurso (ou concorrer a um cargo público) e, ao final, elaborar uma “lei” como esta.

Gente assim delira. Acha que pode controlar o mercado e torná-lo eficiente apenas com o seu “bom senso” (neste caso, bem pouco razoável, mesmo para os padrões humanos), que, pensa, é o bom senso que deveria prevalecer na sociedade.

Como é que podemos confiar na regulação política da vida? Aliás, quem não gosta dos mercados vive dizendo que o bom é o “controle social” ou o “controle político”, “democrático” de todos os aspectos da sua vida, leitor. É gente assim que faz doutrinação nas escolas e tenta ensinar que passeatas contra o governo só são legítimas quando o governo não é de gente que torce pelo mesmo time que o dele (onde está o pluralismo?).

Enquanto você, (e)leitor que também é pai, ignora as reuniões do colégio ou não acompanha o aprendizado do seu filho ou de sua filha, estes caras ensinam que a sociedade só não é melhor porque existem caras no mundo que não sabem escrever (os burgueses). Esta é a conclusão inevitável que tiro do link acima. Afinal, só um sujeito com preocupações sociais, na visão destes caras, é capaz de salvar o mundo.

Tenho amigos protestantes que alfabetizam seus filhos para que leiam a Bíblia e tenham uma vida pacífica. Outros, pelo que vejo, querem alfabetizar as pessoas para que repitam jargões “sociais”, “democráticos” ou “políticos” de forma a, cada vez mais, tirar a liberdade individual das pessoas. Os fanáticos religiosos estão no último grupo. Os sensatos – protestantes ou não – compartilham da visão que eu chamaria de benigna da alfabetização.

Ah sim, como bom liberal (na tradição clássica), eu gostei de muita gente neste poster. Mas, ei, eu não quero te doutrinar. Eu gostaria mesmo é que todos deixassem a preguiça inercial de lado e lessem mais sobre as idéias que, digamos, Hayek tinha sobre o funcionamento da sociedade. É doutrinação? Na verdade, não. O fato de você estranhar o nome ou pensar que estou radicalizando sem nunca ter lido nada de Hayek mostra que você, de alguma forma, incorporou um preconceito de que Hayek é um “malvado aristocrata neoliberal e burguês”, mesmo sem nunca ter tido contato com nada do que ele escreveu.

Como isto é possível se não através da doutrinação? Pense nisto.

off-topic

Ultraeconomista

A foto acima é do Ultramanworld. Este portal me deixa nostálgico: foram muitos anos em frente à TV. Agora, tem uma coisa importante: a hora de estudar era hora de estudar. Não tinha este papo de preguiça não. A única época em que fiquei preguiçoso foi quando a crise econômica se fez sentir na casa dos meus pais. Curioso este efeito, mas é um exemplo (por enquanto vivo) dos efeitos ruins que a política econômica e a perspectiva de pobreza traz às pessoas.

É por isto que: (i) todos devem estudar muito e (ii) mais mercado é melhor que mais governo (política econômica é formulada por ninguém mais, ninguém menos que o governo, este monstro que cresce a cada dia no Brasil).