Economia do Setor Público

Choque de Gestão.

Como é que o governo pode fazer para que alguém que gasta um dinheiro que não é seu se preocupe com a forma com que esse dinheiro é gasto? Não tem como. Eu sei, vocês sabem, e o governo sabe. Ao dizer que ao contratar mais funcionários públicos o governo está realizando um choque de gestão, ele deve estar se referindo ao fato dos funcionários ficarem se batendo, dentro de um inchado escritório de serviços públicos. Nem o multiplicador keynesiano é capaz de explicar esse choque.

Choque de gestão aqui e aqui.

André

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O molusco só fala asneira mesmo!

Notícia completa.

“Qualquer empresa privada pagaria o dobro que a gente paga”, disse. “Não temos como manter pessoas com alta competência técnica se não tivermos um salário à altura.”

É verdade, mas uma empresa privada não contrataria um monte de incompetentes que não fazem nada. Me desculpem meus amigos funcionários públicos produtivos (tenho vários).  Contrataria de acordo com o produto marginal, certo?

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Como sair da pobreza?

Eis um bom texto do Erik. Tão bom que vai na íntegra:

O filme “À procura da felicidade” (Gabriele Muccino) retrata bem uma situação de mobilidade social. Em resumo, Chris Gardner (Will Smith) sai da extrema pobreza, para o topo da distribuição de renda. Como? A partir da superação das dificuldades. Usando quais armas? A capacidade INDIVIDUAL de superar as dificuldades impostas pelo “meio social”.

Fico imaginando se este roteiro fosse escrito por um brasileiro. Teríamos, sem dúvida, todo um apelo social e a mensagem de ausência do governo. No filme de Muccino o governo aparece como um causador de “mal-estar social” (vide as multas e o imposto de renda). Deixando o sarcasmo de lado, é fato que a mobilidade social nos EUA é superior à brasileira. Ou seja, lá o indivíduo pobre tem maior capacidade de ascender socialmente. Estudos recentes classificam o Brasil como um país de baixa mobilidade, mesmo quando comparado com nações com o mesmo nível de desenvolvimento. Motivo? Um deles é a baixa escolaridade dos indivíduos e a transmissão deste “status” para os descendentes.

Confesso, não sou um fã de finais felizes, mas foi muito prazeroso ouvir a fala final:

“This part of my life…
…This little part …
Is called ‘happiness’”.

Ela é uma prova da capacidade individual de superar os limites.