Academia

Existe trade-off entre bem-estar e desigualdade?

Saiu o último número da Revista de Economia e Administração. Eu, Ari e Rodrigo (nosso ex-aluno) estamos lá.

Existe trade-off entre bem-estar e desigualdade? Um estudo de caso com municípios mineiros

Claudio D. Shikida
Rodrigo Silésio de Araújo Milton
Ari Francisco Araujo Jr.

Resumo
O artigo busca verificar a existência de trade-off entre políticas municipais voltadas para o bem-estar e desigualdade através do uso de programação linear, método conhecido como DEA (Data Envelopment Analysis) ou “Análise por Envoltória de Dados”. A análise foi feita num corte transversal com dados de 2000 e, para levar em conta especificidades regionais, foram consideradas as diferentes regiões de planejamento do estado, resultando na construção de dez fronteiras estocásticas de bem-estar (cuja proxy foi o IDHm) e dez fronteiras para a igualdade (cuja proxy foi construída a partir do índice de Gini). Os resultados sugerem a existência de trade-off.

Muitos leitores talvez não saibam o que é um periódico científico, mas acho que a melhor forma de aprender a respeito é prestar mais atenção ao que é ou não “científico”. É engraçado como muitos alunos de graduação não fazem idéia do que seja uma revista como esta (tem gente que só falta chamar Valor Econômico de Revista Brasileira de Econometria), são apresentadas às mesmas e…continuam sem entender. De qualquer forma, o importante é que o artigo foi publicado e temos algo a dizer sobre um ponto bem relevante da economia política brasileira. Que venham as críticas, sugestões e comentários, claro.

Um bom exercício para um aluno de Economia é replicar o que foi feito para amostras de outros estados (ou meso/micro-regiões).

Cultura · internet · lei dos rendimentos decrescentes

A lei dos rendimentos decrescentes dos “emoticons” e o fator “neurocultural”

Eis uma notícia que me trouxe uma informação nova: o autor do primeiro “emoticon” é um sujeito cuja identidade se conhece.

Smilies are so 1990s. Emoticons have evolved to another level in Taiwan after users started making their own animated GIF files and swapping them through chat programs such as the popular MSN Messenger.

Emoticons have an extra twist in this country — instead of a parenthetical aside, emoticons are now replacing Chinese characters as a part of the sentence.

And while Chinese language academics see this trend, along with the “martian language” (火星文) phenomenon — in which letters and numbers are used to create the sounds of words — as another sign of the fallen state of the Chinese language among the young, users can’t seem to get enough of the elaborate emoticons for every occasion.

Indeed, it’s been more than 25 years since US computer scientist Scott Elliot Fahlman came up with the idea of stringing together a colon, a dash and a parenthesis sign to make a “smiley face.”

According to Fahlman’s original post on the Carnegie Mellon online bulletin board on Sept. 19, 1982, he thought the sequence of characters could function as a “joke marker” for online conversations that get too heated.

“Read it sideways,” advised Fahlman in the original post, retrieved after a massive verification effort digging through old archives.

A notícia prossegue citando o novo “onionhead”.

When Annie types the Chinese character for “no” her friends see a GIF animation of a man shaking his head.

Each sentence she types in IM might automatically bring up three or four such “picture language” icons.

“Friends have complained that I use too many icons when I chat on MSN,” Annie said. “However, I don’t think it’s that hard to guess what I’m saying given the context. If they still can’t figure it out, they can always right click to find out what the picture is meant to say.”

“That’s exactly what I find the most obnoxious about picture language users,” Nokimi said. “Their desire to try something novel wastes my time.”

O quanto e como passar uma informação, em uma conversa de “chat” é uma decisão individual, claro. Mas há que se lembrar do óbvio: exagero pode causar mais danos do que benefícios. O legal é saber que o tal Fahlman é quem começou tudo.

Ah sim, há uma notícia sobre a diferença de “emoticons” no Japão e no Ocidente, neste blog (originalmente, aqui). Um trecho:

Across two studies, using computerized icons and human images, the researchers compared how Japanese and American cultures interpreted images, which conveyed a range of emotions.

“These findings go against the popular theory that the facial expressions of basic emotions can be universally recognized,” said University of Alberta researcher Dr. Takahiko Masuda. “A person’s culture plays a very strong role in determining how they will perceive emotions and needs to be considered when interpreting facial expression”

Para mim, a pergunta interessante é: o que, no cérebro, faz com que esta “cultura” sobre percepções de linguagem corporal, seja diferente entre os povos.

Política monetária

Excelente FAQ sobre o FED

O mais legal é a última pergunta:

14) Did a secret meeting of Wall Street bankers produce the Fed?

The Fed is often the subject of elaborate, fanciful conspiracy theories. This one, however, has some truth. In 1910, Senator Nelson Aldrich of Rhode Island met off the coast of Georgia to discuss banking reform and plans for a new central bank. Wary that, if word got out, they would appear to be manipulative masterminds, participants kept the meeting secret. The Aldrich Plan that they devised was defeated in the House, but it served as a foundation for the Federal Reserve Act.