Economia Brasileira · falácias econômicas · macroeconomia

Desmistificando as falácias econômicas

Alex Schwartzman é o melhor na arte de destroçar as falácias econômicas da grande mídia (e de alguns blogs, claro). Veja-se este novo exemplo:

An argument that has been floated recently, to the point of meriting the dubious honor of being officially dismissed in the Copom minutes, is that the increase in foodstuff prices would have an effect on Brazilian consumption similar to the increase in oil prices in US consumption, namely that it would work as a “tax” on consumers, reducing demand, hence inflation. Whereas, as I said, committee members downplayed (correctly) the argument, the minutes did not bother to explain why the argument does not make much sense (and, mind you, I am attempting to be polite here). In light of that, I believe that going into more detail might be helpful.

Gostou? Leia o resto então.

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bolivarianismo

Ideologização do vestibular

Esta questão do Reinaldo Azevedo é estranhamente ignorada por muita gente na mídia e na blogosfera (que ficou bem nervosinha com a campanha publicitária do “Estadão”). Eu tenho muita curiosidade: como foi o vestibular que você fez? Tinha perguntas deste tipo? Espaço aberto nos comentários.

Veja também isto e isto. É preciso ser muito mesquinho e/ou ingênuo para achar que não há um problema aqui? Repito a pergunta: como foi seu vestibular? E os livros de história e/ou geografia? Eram tais como estes exemplos citados por Ali Kamel (no último link acima)?

Academia · CADE · falhas de governo

Conheça mais sobre os nomes que você vê nos jornais

No mestrado da USP, lá pelos idos dos anos 90, eu fiz um curso interessante de Organização Industrial. A professora era a Elizabeth Farina. Quase fiz minha dissertação na área por conta dela, mas ela tinha muitos orientandos (ou isto foi uma boa desculpa para dispensar este que chato que vos escreve, he he he).

De onde você se lembra deste nome? Ora, ela é a atual presidente do CADE. Agora, eis um teste fácil de se fazer. O CADE é uma das agências reguladoras do governo, certo? Há várias como ela: a ANAC, a ANEEL, a ANP, etc. Vejamos o expertise técnico dos respectivos presidentes. Eu, com muito orgulho por ter sido seu aluno, apresento o dela.

Não é que isto seja um bom teste para se verificar o quanto a administração do sr. da Silva privilegia competência técnica em detrimento dos interesses partidários, mas, como disse alguém, “onde há fumaça, há fogo”.

bolivarianismo · demagogia · Humor

Atravessando o Atlântico (norte-sul, cara, norte-sul)…e uma pergunta

Lula explicou que pretende aproveitar o encontro com Bush, no âmbito da Assembléia Geral das Nações Unidas, em Nova York, para cobrar pessoalmente a resolução da crise financeira iniciada há cerca de um mês. “Eu vou encontrar meu amigo Bush agora no dia 24 e vou dizer: ‘Bush, resolva o problema da crise porque não deixaremos ela atravessar o Atlântico e chegar ao território brasileiro’”, afirmou.

Por que ele não fala isto naquelas visitas que faz à Casa Branca?

Será que dá para pedir ao Bush para solucionar o problema do sr. Calheiros? Afinal, o sr. da Silva faz que não é com ele e nenhum destes revoltadinhos com a “ética na política” falam nada.

Blogs de economia · e-book

Mais sobre o(s) novo(s) e-book(s)

Primeiro, reproduzo:

Já em fase de coleta de colaborações. A proposta é do Adolfo Sachsida. Alguns dos textos:

Isto sem falar que há mais propostas como a do Alex Castro.

Ah sim, você não entendeu errado: são dois e-books a caminho! O dos ditados populares (Sachsida) e o outro, mais geral, proposto pelo Alex (e editado por mim, Ari, André e Leo Monasterio). Contribuições são bem-vindas.

Agora, complemento:

Agora é aguardar os alunos e colegas. Ah sim, o prof. Sachsida já está no blog. Notaram?

pterodoxos

Pterodoxia e a ignorância científica

Hoje eu tive que ouvir em sala de aula(sobre o modelo de Solow) que os economistas neoclássicos(foi o termo usado, seria mais adequado “ortodoxos” ou “convencionais”) são “otimistas, pois em seu modelo a economia sempre está em pleno emprego”. Não é a primeira vez, nem será a última, que se critica a teoria econômica convencional por ter pressupostos irrealistas.

O bom é que o próprio aluno, muito mais informado, arrematou:

Se os heterodoxos quiserem fazer teorias como se conhecessem toda a realidade, com hipóteses que acreditam que descrevem-na com perfeição, que façam. Agora, quando quiserem criticar a teoria ortodoxa, que façam direito, criticando as previsões feitas a partir dos modelos, e não os modelos em si.

Tem gente que realmente não aprende. Mas, claro, será um prazer ver o modelo completo, de toda a realidade relacionada com tudo e com todos, talvez um Novíssimo Testamento, criar discípulos fiéis, ao invés de cientistas. Ah, repare que, no caso citado, o pterodoxo é também um heterodoxo. O conjunto dos pterodoxos não abrange apenas heterodoxos, mas muitos deles são fanáticos adoradores do modo de pensar pterodoxo.

Humor · off-topic

Humorista para Al-Qaeda: danem-se!

I have not been following the latest controversy closely but Swedish cartoonist Lars Vilks pissed off al-Qaeda by drawing Mohammed as a dog. Hey, change it to a cross, put it in a urinal and you can get a grant from the U.S. government.

This week’s No. 1 in al-Qaeda in Iraq placed a £50,000 bounty on his head. The offer is £75,000 if his throat is cut. Vilks told the Times of London: “I suppose that this makes my art project a bit more serious. It is also good to know how much one is worth.”

Vilks also said: “We must not give in. I’m starting to grow old. I could die at any time — it’s not a catastrophe.”

Vilks é o cara!

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Fidel absolvido e redução da maioridade penal não é solução

Pois é…. esse é o resultado de uma eleição realizada entre os presentes na Bienal do Livro (a noticia esta no O Globo).

 Gostaria de aproveitar minha semana como convidado nesse blog para discutir esse resultado absurdo. Por que é tão difícil admitir que Fidel é um ASSASSINO? Para essas mentes deturpadas e doentes matar 300 pessoas é um crime hediondo (ditadura brasileira), mas matar 50.000 é um elogio à racionalidade humana (ditadura cubana). Aos comunistas que por ventura saibam ler, gostaria de fazer uma pergunta simples: Por que?

Qual é o número de assassinatos que separa ideais humanos de genocídio? A resposta é simples: ZERO!!! ZERO homicídios = ideais humanos; qualquer coisa acima disso tem outro nome.

Blogs de economia · ditados populares

Atirou no que viu, matou o que não viu

Este provérbio ecoa em minha cabeça toda vez que tomo conhecimento de alguma nova tentativa de se alterar algum aspecto da realidade através de políticas públicas. Política pública é coisa séria demais para ser feita sem a devida atenção ao óbvio fato de que – aí vai meu mantra – pessoas respondem a incentivos.

Parece bobagem dizer algo assim. Não seria óbvio que todos os formuladores de tais políticas são sujeitos inteligentes e bem-intencionados? Nem sempre. E, independente disto, o potencial destrutivo de políticas públicas mal-desenhadas continua elevado. Como assim?

Pense no exemplo de uma política protecionista, freqüente e pomposamente chamada de “política industrial”. Imagine que se resolva proteger um setor da economia, digamos, os fabricantes de lâmpadas. O burocrata, por algum motivo que não vem ao caso, diagnosticou este setor como uma indústria infante, um setor tão jovem que merece proteção de seus crescidos e musculosos primos chineses, japoneses, norte-americanos ou ingleses.

Ao fazer isto, o burocrata literalmente segue o dito popular: atirou no que viu, matou o que não viu. Por que? O que ele viu? Ele viu um setor da economia que, segundo ele, segue alguma forma de crescimento análoga à que vemos nos livros de biologia. Assim, ele “atira” criando uma proteção para este setor.

Ocorre que nossos fabricantes de lâmpadas não são como os carvalhos ou os girassóis. Ao perceberem que o governo deseja protegê-los da concorrência externa, seu esforço para a produção de lâmpadas melhores, mais duradouras ou econômicas são substituídos por maior empenho na eternização de sua proteção. Afinal, que empresário não deseja ser o único do seu ramo?

A política de nosso amigo burocrata matou o que não viu. Consumidores que, de outra forma, poderiam pagar preços mais baixos para obter uma lâmpada similar à nacional (ou até melhor), são prejudicados. Pagam mais. Têm sua vida piorada de forma não-intencional pelo burocrata.

Note que a análise acima supõe que burocratas (iluminados?) e nossos (iluminadores?) fabricantes de lâmpadas não praticam (obscuras?) transações ilícitas. Não houve corrupção no exemplo. Se houvesse, claro, o tamanho do problema seria maior ainda.

O que você acabou de ler é conhecido desde a exposição inicial de Frédéric Bastiat (1801-1850), como as conseqüências não-intencionais de ações intencionais (na verdade, Bastiat, originalmente, chamou isto de o que é visto e o que é não visto).

A mensagem central deste texto talvez seja a de que é preciso muito cuidado e sagacidade para se entender todas as dimensões das ações humanas afetadas por uma mudança de incentivo (o que chamamos de design dos incentivos). Mais ainda, mesmo com toda nossa inteligência, somos limitados e, portanto, o risco de se atirar no que se vê e se atingir o que não se vê não é, de forma alguma, algo desprezível.

A história da intervenção estatal é pródiga em atirou no que viu… e o mais importante é perceber que, conquanto seja óbvio que incentivos importam, muito mais importante é entender todas as conseqüências de diferentes arranjos (designs) de incentivos que encontramos nas propostas de nosso “faroeste político”. Lembre-se: estes sujeitos usam o seu dinheiro para atirar no que vêem…e nem sempre parecem ter o mesmo cuidado na hora do disparo, matando o que nem sempre vêem: o seu bem-estar.

direitos de propriedade · discriminação racial · falhas de governo

Direitos de propriedade, por Walter Williams

There’s a completely ignored aspect of the effect of restrictions on private property rights and that’s restrictions on profits. Pretend that you’re an owner of a firm. There are two equally capable secretaries that you might hire. The pretty secretary demands $300 a week while the homely secretary is willing to work for $200. If you hired the homely secretary, your profits would be $100 greater. But what if there were a 50 percent profit tax? The profit tax reduces your rights to profit and reduces your cost of discriminating against the homely secretary. Instead of foregoing $100 without the profit tax, you’d forego only $50 by hiring the pretty secretary. The more the cost of doing something goes down, predictably, the more people will do of it. Wherever private property rights to profits are attenuated, we expect more choices to be made by noneconomic factors such as race and other physical attributes. That’s especially the case in nonprofit entities like government and universities.You say, “Hold it, Williams, government and universities have preferential hiring policies in favor of racial minorities; so you’re wrong.” No. When it was politically expedient, government and universities were the leaders in racial discrimination against racial minorities. Now that it’s politically expedient to discriminate in favor of racial minorities, government and universities are in the forefront. For example, in 1936, there were only three black Ph.D. chemists employed by all of the white universities in the U.S., whereas 300 black chemists alone were employed by private industry. In government, blacks were only 1 percent of non-Postal Civil Service workers in 1930. By the way, where did blacks make their entry into white universities? If you said in sports, the moneymaking part of the university, go to the head of the class.

O texto todo está aqui.