mensalão · política · política brasileira · vergonha

Mensalão mineiro

ISTOÉ revela relatório da Polícia Federal com a radiografia do caixa 2 da campanha do PSDB ao governo de Minas Gerais em 1998. Ele compromete um ministro de Lula e um senador. Envolve o governador Aécio Neves, deputados federais e estaduais em um total de 159 políticos de 17 partidos.

Saiba todos os detalhes aqui (clique no ícone com as cartas de baralho, na página inicial). Via Nariz Gelado.

Humor · off-topic

Curiosidades off topic

O nosso querido e tão adorado brigadeiro foi criado na época da primeira campanha presidencial, após Estado Novo, em que concorria o Brigadeiro Eduardo Gomes. Ele tinha um slogan muito engraçado na época e que acabou ficando na boca do povo: “Vote no Brigadeiro que é bonito e é solteiro”.  Algumas senhoras cariocas para homenagear o bonitão, criaram o nosso brigadeiro e coincidentemente foi nessa mesma ocasião que o Nescau chegou ao mercado brasileiro. De qualquer forma o Brigadeiro Eduardo Gomes, perdeu a eleição para o Marechal Eurico Gaspar Dutra, que infelizmente não tem nenhum doce com o seu nome.

Eis aí mais uma contribuição dos militares para o Brasil. O nosso sr. Calheiros e seus amigos, o sr. Mercadante e o sr. da Silva bem que mereciam emprestar seus nomes para certos distúrbios gastro-intestinais.

blogosfera · Freakonomics

Os textos mais lidos neste blog…até o momento

About 79
Abstrações e sua realidade: escolha an 56
Por que damos gorjeta? 46
Elas gostam dos mais ricos e eles das ma 28
iPhone e a discriminação de preços 24
Eis uma boa idéia (atenção blogosfera 21
Tecnologia e a Microeconomia do Orgasmo 20
Lançado o desafio 20
O blog do Tambosi comemora o aniversári 19
Fazer ou não um mestrado? (e uma pergun 15
Fábulas interessantes 15

Note que coloquei apenas os textos com 15 ou mais visualizações (exclui este maníaco que vos escreve). Minha leitura? Toda aplicação “freakonomica” é sucesso de público. ^_^

blogosfera · falhas de governo · vergonha nacional

Incentivos e política

Joel, ao refletir sobre o caso do grande aliado do sr. da Silva e do sr. Mercadante, o sr. Calheiros, lança bons pontos para muito (e)leitor que sempre se arrepende mas não aprende a corrigir seus erros. Eis a dica:

Não é coincidência que a política seja o palco de tantas e tamanhas desonestidades e sem-vergonhices. A própria estrutura da organização política incentiva à desonestidade e à incompetência. O político cuida de um dinheiro que não é seu; foi tirado de seus donos originais, e portanto não pertence, na prática, a ninguém. Ninguém sentiria falta dele se fosse desviado para um fim pessoal do governante. Assim, há o incentivo para a desonestidade e desvio de verbas. Para combater a corrupção, cria-se toda uma estrutura de fiscalização das contas públicas, que demanda uma grande quantidade de recursos; mas essa estrutura também ela incentiva o roubo; se o fiscal aceitar um suborno para fechar os olhos, quem ficará sabendo? Só se o fiscal do fiscal pegá-lo. Mas e se ele também tiver seu preço…?

Além disso, a receita com a qual o político deve trabalhar não depende de seu desempenho. Um empresário só conseguirá o dinheiro para mais investimentos se satisfizer bem os desejos da população. O político não precisa servir a ninguém; seu dinheiro vem por meio dos impostos e da emissão de moeda. Se o orçamento não cobrir todos os gastos, é só pegar mais! E é muito mais fácil gastar mal do que fazer gastos eficientes. Assim, todo político é incentivado a ser incompetente, a gastar mal o dinheiro. No final das contas, seu mandato depende ou de relações internas ou de fazer boa propaganda quatro anos depois.

Muito feliz no comentário, não acha? Observe a análise dos incentivos e dos resultados que o Joel coloca em seu (bom) texto. Mas leia os outros parágrafos do trecho original. Uma pergunta: será que Joel estará em Brasília, no encontro?

metas de inflação

Metas de inflação: faz diferença?

Frederic Mishkin é um sujeito importante quando o assunto são as famosas metas de inflação.  Aí vai um trecho legal:

NBER Research Associate Frederic Mishkin and co-author Klaus Schmidt-Hebbel review the pros and cons of inflation targeting in Does Inflation Targeting Make A Difference? (This work — published in NBER Working Paper No. 12876 – was completed before Mishkin became a member of the Board of Governors of the Federal Reserve System.) Developing – or emerging – nations with high inflation benefit the most from the practice, the study finds. For mature, developed nations like the United States, the benefits are far more subtle.

Many nations are warming to the idea of inflation targeting. By 2005, for example, eight industrial economies and 13 emerging ones had adopted full-fledged inflation targeting. Many others expect to make the move soon. But the case for inflation targeting has not been open and shut.

While studies have generally established a link between the practice and improved economic performance, they haven’t proven that the former causes the latter. Indeed, stable and mature non-targeting nations, including the United States, have often done just as well or better without it. “[T]he ongoing debate on whether inflation targeting matters indicates that open questions remain, particularly on the comparative macroeconomic performance in inflation targeting countries, both over time and relative to nontargeting countries,” write the authors of this study. “[W]hat really matters for successful monetary policy is establishing a strong nominal anchor. While inflation targeting is one way to achieve this, it is not the only way.”

By looking carefully at a broad sample of 21industrial and emerging-economy inflation-targeting countries over time, and comparing them with a control group of 13 industrial non-targeters, the authors conclude that a target does indeed improve economic performance but the effects vary dramatically depending on the type of economy that attempts it.

Se eu fosse interessado no tema não hesitaria…leia logo!

encontro liberal em Brasília · liberalismo · Libertários

Encontro Liberal em Brasília – continuação

Primeiro, leia isto. Há uma discussão estranha no Orkut de um povo do Rio de Janeiro que, após ser informado do encontro, começou uma conversa de se não era melhor fazer no Rio de Janeiro.

Conversamos eu e o Adolfo ontem e, bom, claro, eu e ele gostaríamos de fazer o encontro em Berna, na Suíça. Mas não dá. Ele é quem está organizando o encontro, sem nenhuma grana e somente com a cessão de uma ou duas salas na UCB. Não há, até acho bom, nenhuma organização ou instituição ajudando. Claro, qualquer ajuda é bem-vinda, desde que se respeite a autonomia do Adolfo como organizador do evento (isto é o que eu penso, não sei se ele concorda comigo nisto).

A pauta? Nem pauta temos. Foi uma longa discussão ontem sobre o que poderia vir a ser a pauta. Acho que o mais importante é todos nós nos encontrarmos e nos conhecermos. Ele tem pedido – e eu reforço – que entrem em contato com ele (no blog dele você acha as informações necessárias para contato).

Imagino o encontro como um bem público. Estamos todos tirando do próprio bolso para que as próximas gerações tenham – como bem disse o Adolfo – algumas idéias preservadas. Em um país que louva assassinos como Lamarca e Che Guevara ao mesmo tempo que condena assassinos como Pinochet, é muito bom que alguém bote os devidos pingos nos “i’s”. Não é porque o motivo do assassinato lhe é mais simpático que assassinato deixa de ser o que é.

Eu acho que estarei lá, em Brasília, sem nenhuma ajuda da CAPES, do MEC, da faculdade privada em que trabalho, nem nada. Para mim, inclusive, é uma questão pessoal, que diz respeito às minhas inquietações e aos meus desejos quanto ao que penso ser o melhor para a sociedade. Ninguém tem o direito de exigir que a carga tributária aumente para que eu conheça pessoas interessantes. Claro, contribuições privadas são bem-vindas, mas brincar com o dinheiro dos outros, não.

Aliás, Adolfo, eis minha primeira sugestão: que o encontro, sempre, jamais receba recursos públicos.

humor negro · política brasileira

Largou a amante, a ética e foi ao cinema

Você enfrentou fila no aeroporto de Brasília ontem? Eu enfrentei. Mas isto porque não sou um amigo da Força Aérea Brasileira.

A bordo de um jatinho da Força Aérea Brasileira, para escapar dos saguões dos aeroportos, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deixou ontem Brasília para se afastar da crise. Longe de seu Estado desde que começou a ser julgado por quebra de decoro, o peemedebista saiu da capital federal em direção a Curitiba, segundo sua assessoria. Da capital paranaense, embarcou para São Paulo, segundo relato de amigos, acompanhado da mulher, Verônica.

Não é uma beleza ser político neste país? A reeleição do sr. da Silva, em 2006, não foi apenas uma demonstração de que brasileiro sabe votar, e muito bem. O fato do sr. Calheiros ser um dos principais líderes do sr. da Silva e também ter sido eleito mostra que brasileiro sabe muito bem o que faz quando deposita seu voto na urna. Por isso, se você não anulou seu voto ou se votou nestes dois cavalheiros, não me venha com desculpas.

blogosfera

Engenharias de Minas e seus Matizes Ocultos

Ok, o Philipe vai chiar: “- Ei, são Matizes Escondidos!”

Deixa ele. É só uma provocação bem comportada. O fato é que Philipe é um destes raros casos de gente que não faz Economia, não faz Estatística, mas não tem preconceito contra nenhuma delas (aliás, ele também fala de sushi).

Por algum motivo – ele se parece comigo neste aspecto – seu excelente blog apresenta uma diversidade insana de temas. Não apenas há a tal diversidade como, na hora da análise quantitativa, verás que o filho teu não foge à luta, como é o caso nesta sua interessante análise da evolução da relação candidato/vaga na UFMG, para alguns cursos.

Eu aposto que ninguém na reitoria fez algo assim. Também aposto que alguém tentará utilizar o texto do Philipe sem sua autorização (plágio), mas torço para que a honestidade daqueles que criticam nossa vergonha nacional prevaleça na hora “H” e o texto seja devidamente citado.

Academia · blogosfera

Pesando o vento: eis uma profissão fácil

Fábio Pesavento está trabalhando um bocado em sua tese. Pediu licença deste blog – o que é compreensível, mas lamentável – e nós, democraticamente, pensando no futuro da história econômica do Brasil, matéria tão mal-tratada pelo grosso dos professores da área, concordamos.

Fábio, você está licenciado sem remuneração. ^_^

Agora, se você quiser colocar textos aqui, ocasionalmente, durante este período de “sangue, suor e lágrimas”, fique à vontade, ok?

economia da economia · economia dos economistas · falhas de governo · Humor · irracionalidade racional · pterodoxia

Irracionalidade Racional, o Mito da Eficiência da Democracia e uma Observação sobre a UCB

I. Overture

Quando eu li o “Mito do Fracasso da Democracia” (numa tradução algo sofrível), anos atrás, eu o fiz por causa do Byran Caplan. Depois, Caplan prosseguiu no desenvolvimento de sua tese da irracionalidade racional e eu fui ler outras coisas.

Pois aí eu abro meu computador, passeio pelo Google Reader e encontro isto. Nada mais interessante. Aliás, os textos do debate parecem estar disponíveis para leitura (UPDATE: veja isto também).

II. Andante ma no troppo (ou algo assim)

Mudando um pouco de assunto, ontem eu apresentei um artigo escrito com o Ari e o Jocka lá na UCB. Eu não conhecia a UCB, nunca havia visto o Adolfo Sachsida pessoalmente e, em resumo, eu digo o seguinte: os professores da pós são muito simpáticos e o debate que tivemos foi muito bacana. No meio da discussão, claro, tentei jogar uma piada mas, como sempre, ninguém me entendeu (o que nos leva a pensar sobre dois erros: “erro tipo I”- meu humor é muito sofisticado, mas ninguém entende; e “erro tipo II” – meu humor é muito ruim, mas todo mundo gosta).

O artigo, para quem (ainda) não sabe, tem lá um ranking de produtividade dos departamentos de economia brasileiros (não todos, apenas os que têm pós-graduação strictu sensu). A UCB ficou bem no ranking e, após as bem-humoradas colocações do Adolfo sobre meu potencial de criar inimigos com este artigo, concluí que há uma hipótese testável adicional: somente seremos convidados para expor o artigo nos departamentos melhores colocados. ^_^

Ah sim, a piada. A piadinha me foi dita pela primeira vez pelo meu ex-orientador, o Ronald Hillbrecht. Trata-se de uma paródia, por assim dizer, de um antigo texto inacreditavelmente celebrado pela pterodoxia nacional, o “Produção de Mercadorias por Meio de Mercadorias”, de um tal Sraffa. A piada, no contexto da produção acadêmica de artigos, é falar que existe uma função de produção de artigos que é a “Produção de Artigos por Meio de Artigos”. Claro, só entende a piada quem foi aluno de gente pterodoxa (aqueles que passam metade de suas aulas dizendo que o que ensinam não presta para nada, exceto quando a tonalidade política do item exposto lhes é favorável), o que, creio, não é o caso da S.W.A.T. que leciona na UCB.

Por falar no Adolfo e por falar em pterodoxia, eis um teste simples para você saber se existe ou não doutrinação pterodoxa em seu curso: cheque o que é efetivamente lecionado no total das cadeiras que normalmente tratam da História do Pensamento Econômico. Se elas não ultrapassam Marx, então há apenas as seguintes possibilidades: (i) seu professor é um ignorante e nunca estudou nada além do século XIX (e olhe lá), (ii) seu professor conseguiu transformar um curso de 60 horas em algo incrivelmente monótono, (iii) seu professor é, sim, um pterodoxo doutrinador.

Na verdade, eu acho que são somente duas possibilidades, mas eu concedo o benefício da preguiça (a hipótese (ii)) como opção entre a ignorância e a doutrinação deslavada.