carga tributária · escolha pública · falhas de governo · tamanho do governo

Superávit Primário = G – T (e G vai aumentar)

Eis a notícia:

A estratégia traçada pelo governo e pelos 11 partidos da coalizão que o apóia para aprovar a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) será premiar os votos favoráveis com a nomeação de indicados para cargos nas estatais e no segundo escalão e com a liberação de verbas para as emendas parlamentares.

Em reunião ontem à noite no Planalto entre os representantes dos partidos e os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e das Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, ficou claro que a base aliada votará a prorrogação na Câmara, mas espera retribuição.

Além da CPMF, a emenda que o Planalto tem pressa em aprovar prorroga também a Desvinculação das Receitas da União (DRU). Esse instrumento possibilita ao governo movimentar mais de R$ 80 bilhões sem que o dinheiro seja vinculado a qualquer programa.

Alguma dúvida sobre como funciona a Economia Política ou o que são Falhas de Governo?

brasil · educação

Má educação é gerada por…

Os dados nos permitem questionar a idéia de que o baixo nível educacional dos jovens é apenas produto das suas condições socioeconômicas, que explicaria a entrada prematura ao mercado de trabalho de milhões de jovens brasileiros, provocando por sua vez desemprego e baixas remunerações. Ao contrário, o que argumentamos é que o problema principal se encontra no interior do sistema educacional e, que este problema incide, principalmente, nos jovens pobres e, em conseqüência, nas suas oportunidades de encontrar melhores empregos. É devido à educação deficiente que as crianças pobres enfrentam maiores dificuldades e altas taxas de repetência desde os primeiros anos da escola, o que incide, posteriormente, no alto grau de evasão escolar, fazendo com que ingressem ao mercado de trabalho sem condições adequadas. Se isto é verdade, então o trabalho fundamental para romper o círculo vicioso da má educação e trabalho precário e mal remunerado precisa ser feito junto ao sistema escolar, e não no mercado de trabalho, e nem por subsídios à demanda por educação, embora políticas específicas nestas áreas possam também ter seu lugar.

Academia

Fatos da vida…como ela realmente é

Sabedoria do Philipe Berman:

Os alunos que ingressaram em cursos superiores com a modalidade de educação a distância têm mostrado melhor desempenho do que os estudantes que fazem o mesmo curso da maneira tradicional, segundo os primeiros resultados do Enade… Levantamento feito pelo Inep (órgão de avaliação e pesquisa do MEC) aponta que os alunos de cursos a distância se saíram melhor em 7 das 13 áreas onde essa comparação é possível.

 

Um dos melhores professores que eu tive, Luiz Paulo Ferreira Nogueról, costuma dizer que o único requisito para qualquer cadeira era ter horas disponíveis para gastar na biblioteca. De fato, quase a totalidade do que eu entendo hoje foi devido à horas de estudo solitárias, e não por causa do professor. Claro que os mestres são importantes, mas sua função acaba quando eles mostram o caminho a ser seguido. Já percurso a ser percorrido depende dos alunos.

 

O Philipe falou um bocado aqui, embora não pareça. Sim, é importante ter horas de estudo na biblioteca. Agora, eu conheço gente que leciona em cursos à distância e devo dizer que o resultado desta pesquisa deve ser visto, no mínimo, com muito cuidado. Há várias pedaBOBAS (não estamos a falar das boas pedagogas) que pensam sempre de forma unilateral (embora se digam pluralistas): “professor = malvado, aluno que não estuda = coitadinho”. Assim, pressionam para uma grade inflation entre os alunos, às custas do verdadeiro aprendizado.

 

Então, sim, Philipe tem razão ao enfatizar as horas individuais de estudo – sei disto porque vejo a diferença no desempenho dos caras que estudam ANTES de ir à aula (do professor ou do(a) monitor(a)) – mas eu não seria tão otimista quanto ao resultado deste levantamento.

Finalmente, sim, Nogueról é um grande sujeito. ^_^

blogosfera · economia

Idéia bacana!

Gostaria de fazer um convite aos leitores desse blog: que tal escrevermos um livro sobre economia e ditados populares? A idéia desse livro foi COPIADA da idéia do Shikida de escrever um livro com aplicações práticas de teoria econômica (para obter uma cópia gratuita do livro acesse: http://shikida.net).Muitas pessoas leram o post do Shikida e perguntaram se eu não toparia fazer o mesmo. Então eu topei a parada. A idéia é simples: cada um escolhe um ditado popular e usa o instrumental econômico para explicar o ditado. Você não precisa ser economista para participar, basta ser capaz de usar a lógica econômica para conseguir explicar algum ditado popular. Não há problema algum caso duas ou mais pessoas escolham explicar o mesmo ditado. Neste caso teríamos duas ou mais explicações concorrente para explicar o mesmo ditado. Caberia ao leitor escolher qual considerou mais ou menos interessante.

Eu pensei no seguinte título para o livro: “Quem gosta de homem é gay, mulher gosta é de dinheiro: Usando Teoria Econômica para explicar Ditados Populares”. Claro que podemos repensar o titulo. Aqueles que quiserem participar do livro, por favor envie um e-mail para esse blog. Lembre-se de incluir no seu e-mail as seguintes observações: seu nome, seu e-mail, e o ditado que você irá explicar. Essas informações irão ser disponibilizadas nesse blog.

Por fim, eu irei editar o livro e tentarei que alguma editora o publique. Se não der certo, publicamos de graça na internet mesmo.

Aguardo o contato de vocês.

Eu gostei! Entre em contato com o Adolfo. Aliás, a página da UCB não dizia (até hoje à tarde), mas estarei lá na sexta-feira para um seminário. Conhecerei o Adolfo pessoalmente e falarei sobre um artigo escrito com o Jocka, o Ari e com a inestimável ajuda da ex-estagiária Cristiane e do ex-estagiário (e co-blogueiro), Pedro.