Blogs de economia

Novo membro do blog

Pedro, o Homo Econometricum, agora também é membro desta equipe. Aceitou o convite.

Isto não significa que o convidamos com segundas intenções. Particularmente eu quero convidar mais gente para dividir conosco e com os leitores suas opiniões semanalmente, sem que isso resulte, necessariamente, em aumento da equipe deste blog.

Mas, no caso do Pedro, creio, o convite foi uma consequência natural.

Bem-vindo, Pedro.

brasil · comércio mundial · iraque

O Iraque e nós

A participação das empresas nacionais na reconstrução do Iraque tem feito com que o Brasil aumente suas exportações aos demais países do Oriente Médio. De janeiro a julho de 2007, as exportações ao Kuait, Turquia, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Líbano e Síria beiraram os US$ 67 milhões. No mesmo período do ano anterior, o valor tinha sido de US$ 15,6 milhões.

Todas essas vendas foram feitas ao mercado iraquiano, mas trianguladas nos países vizinhos por falta de segurança e de infra-estrutura para armazenamento.

Aqui está o texto original.

Humor

M1, M2, M3, conte tudo outra vez

You can take it with you There was a man who had worked all of his life, had saved all of his money, and was a real miser when it came to his money. He told his wife, “When I die, I want you to take all my money and put it in the casket with me. I want to take my money to the afterlife with me.” And so he got his wife to promise him with all of her heart that when he died, she would put all of the money in the casket with him.

Well, he died. He was stretched out in the casket, his wife was sitting there in black, and her friend was sitting next to her.

When they finished the ceremony, just before the undertakers got ready to close the casket, the wife said, “Wait just a minute!”

She had a box with her, she came over with the box and put it in the casket. Then the undertakers locked the casket down, and they rolled it away.

So her friend said, “Girl, I know you weren’t fool enough to put all that money in there with your husband.” The loyal wife replied,

“Listen, I’m a Christian, I can’t go back on my word. I promised him that I was going to put that money in that casket with him.”

“You mean to tell me you put that money in the casket with him!!!!?”

“I sure did,” said the wife. “I got it all together, put it into my account and wrote him a check. If he can cash it, he can spend it.”

Ótima.

Agora a pergunta do professor: “o ato da esposa modifica a base monetária”?

carga tributária · sonegação

Sugestões que eu gostaria de ver implementadas

O secretário da Fazenda de São Paulo, que implanta a Nota Fiscal Paulista a partir de 1º de outubro – projeto para reduzir a sonegação e aumentar o número de contribuintes baseado na devolução, para o consumidor, de parte do imposto pago, desde que exija a nota fiscal -, tem uma idéia parcialmente semelhante a de Montoro Filho do que poderia ser a reforma tributária na prática. Para Costa, a reforma tributária poderia começar estabelecendo um limite da carga tributária total em relação ao PIB. Quando atingisse esse teto, as alíquotas das contribuições começariam a ser reduzidas, o que diminuiria a carga tributária individual do cidadão. “Isso não precisaria de emenda constitucional e poderia ser resolvido por meio de decisões administrativas.”

Pegou o bonde andando, né? Ok, leia tudo aqui. Sem querer ser chato, mas se você leu este livro, sabe que este é um problema que já tem várias sugestões de mini-ajustes (que poderiam ajudar a diminuir a obesidade estatal).

blogosfera

Alguém no DEM gosta de nós

Uma pergunta que fizemos aqui outro dia foi parar no blog do DEM: “Se os gastos aumentam, como você consegue ter superávit primário? Ou você privatiza, ou aumenta a carga tributária. Tem outra opção?”

Provavelmente as visitas a este blog aumentarão…ou não? Vejamos se existe “efeito-DEM” e qual o seu sinal. 🙂

Capital Humano · Desenvolvimento econômico · escolha pública · falha de governo · falhas de governo · grupos de interesse

Ainda a Lei de Gresham

No texto anterior, muito brevemente, citei a Lei de Gresham. Embora venha da Wikipedia, o verbete para este termo está bem razoável.

Agora, vejamos como um governo que adora regular todos os aspectos de sua vida, pode destruir uma economia através de leis que favoreçam o predomínio da “moeda ruim”:

A case in education where Gresham’s Law generally does not apply is with “diploma mills,” schools that offer diplomas even to those with very low qualifications for a price. It may seem that according to Gresham’s law these “bad” diplomas ought to drive out the “good” diplomas. However, unlike money, most countries have no law requiring employers to accept all diplomas as being of equal value. Each employer is free to assess the value of qualifications as they see fit. In those nations or governmental organizations where the law does require blindness, this effect does occur.

Já pensou se você mora em um país no qual o governo exige para toda (ou parte da) economia que todo diploma tenha o mesmo valor para o empregador?

Academia · economia da economia · falhas de governo · pterodoxia

Há PhD’s e PhBos…

Dani Rodrik, Princeton: “call me naive, but I also think that Mugabe would not have pursued his policies for this long if he had a better grasp of debt dynamics.”

Anil Hira: Simon Fraser University: “This article examines more carefully the oft-made hypotheses that (1) “technocrats” or politicians with an economics background are increasingly common and (2) that this “improvement” in qualifications will lead to improvements in economic policy….Using statistical analysis, the article finds that we cannot conclude that leadership training in economics leads to better economic outcomes.”

So I ask you ladies and gentlemen, who ya got??

O trecho acima é do Mungowitz/Angus. E o que podemos concluir do que foi dito acima? Basicamente, que em processos decisórios que não envolvem o mercado (como é o caso da burocracia), incentivos políticos são importantes. Enquanto no setor privado, o incentivo econômico seja o mais atuante (o incentivo político atua, mas uma perspectiva de prejuízo já muda um bocado a opinião do chefe), no setor público sua competência não é tão importante assim.

Agora, às qualificações.

Primeiro, é claro que muita gente insegura, cheia de medos, adora fazer concurso público porque não confia no diploma que acaba de adquirir e prefere um emprego estável com algum salário. Neste sentido, a estatização da economia também funciona como uma fonte de perpetuação dos problemas psicológicos de alguns carinhas.

Segundo, vamos admitir que a expertise de um economista seja sinônimo de bons conhecimentos técnicos (muito economista tem um diploma, mas não tem nada na cabeça). Suponhamos, para simplificar, que todos os economistas com diploma sejam, realmente, melhores do que os sem diploma. Dado que os incentivos políticos atuam, prejudicando o bom andamento da política econômica, o que seria melhor? Deixá-los no setor privado ou colocá-los no governo?

A resposta passa, provavelmente, pela vantagem comparativa dos economistas em relação às falhas de governo. Se as falhas forem tão fortes que não adianta colocar no governo um economista bom, a sociedade ganha mais com este economista no setor privado.

E isto nos leva à última observação que alguém provavelmente resumiria, após ler o último parágrafo, na seguinte e indignada frase: “- Mas, Claudio, isto é maldade com o povo”.

De fato, é maldade. Mas o povo elege representantes que, por sua vez, escolhem tanto burocratas como também o tamanho do governo. No exemplo simples acima, o povo poderia até desconfiar (já que todo economista inteligente diria que o tamanho do governo além do ponto ótimo não seria recomendável), mas no mundo real, no qual existem pterodoxos e economistas, as recomendações sérias podem ser expulsas do mercado das idéias pelas recomendações populistas (alguém poderia batizar isto, ironicamente, de Lei de Gresham da política econômica).

Na verdade, o que Mungowitz e Angus dizem não é algo tão novo assim. Os estudiosos de Escolha Pública se dedicam a isto desde, pelo menos, 1953, quando Arrow falou daquela incômoda impossibilidade…