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Os empresários burros

Guilherme é um bom economista. Eu me queixei aqui da teoria austríaca dos ciclos e ele, com muita educação e conhecimento de causa, respondeu.

Meu problema não é tanto com a possibilidade de um empresário pisar na poça d’água. As expectativas racionais dão conta deste recado: o sujeito não pode cometer erros sistemáticos.

Mas o que dizer de um empresário que percebe o que o governo faz o tempo todo? Ele não incorpora isto em seu cálculo? Eu acho a teoria austríaca dos ciclos simpática, apesar disto. Tenho, sim, o livro do Roger Garrison. Apesar dos pterodoxos brasileiros ignorarem este bom austríaco, eu, o ortodoxo canibal, o tenho na estante (Não é notável?).

Gosto muito da nova geração de austríacos que tenta incorporar testes estatísticos às suas hipóteses teóricas. Algo me diz que o Guilherme não irá parar tão cedo.

Aliás, aí vai outra pergunta para ele: “Guilherme, como você começou com esta história de austríacos na graduação? Seu professor de HPE fez o que eu nunca vi algum desta raça fazer? Ele te indicou um Mises para leitura? Ou um Hayek? Mais ainda: como é que você chegou até a teoria austríaca dos ciclos (algo bem mais específico)?”

Lá vou eu tentar entender a história do pensamento econômico nascente…

Claudio
p.s. quer ver outro bom austríaco? Fernando Zanella. Este anda sumido…

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O maravilhoso e-book do Sushi ainda gera entusiasmo

O nosso famoso (exceto para meu chefe) e-book sobre o sushi gerou mais curiosidade hoje, na faculdade. Dos 909.213.564,98 alunos, dois deles (o já citado Igor e o Bob (este, em breve, com fotos reveladoras aqui)) interessaram-se pelas perguntas que o Alex Castro pariu (e, agora, tenta fugir desesperadamente delas, apesar das investidas do Leo :)).

Mais à noite, após um dia bem cansativo, muito cansativo, ainda mostrei o livro para três alunos e, bem, pelo menos não tentaram me queimar em uma fogueira. Acabei fazendo mais umas das minhas preleções sobre a maravilha da economia (coisa de gente apaixonada, reconheço).

Alex e Leo, acho que há, nisto tudo, um pouco de um possível novo…será?

Não sei como foi a repercussão na UFPel e na UFRGS (os co-autores mandaram algumas notícias esparsas, o que confirma minha tese de que Freakonomics ainda é um artigo de luxo no Brasil, embora seja algo comum na vida dos estudantes de economia norte-americanos). Ou talvez eu seja apenas um cara ansioso.

Ou ambos.

Vai saber.

Claudio
p.s. até minha prima, que não é economista, já leu, entendeu e gostou. Você não leu ainda?
p.s.2. outro dia eu conto como foi feito o e-book. A dica: eu acho que funcionou porque ninguém leu a colaboração de ninguém. Mesmo eu, o editor, fiz papel apenas de corretor ortográfico-gramatical. Não é à toa que ainda acho erros (corrijo e faço novo “upload” a toda hora…). Mas um novo e-book, coordenado por mim, Alex e Leo, talvez funcione de outra forma…

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Um sistema sócio-econômico ideal seria….

Segue a construção teórica revolucionária do sistema sócio-econômico ideal. Preservo o nome do autor que insistentemente tem procurado um professor para ler suas notas de pensamento. O cara é aluno da medicina e quer discutir sistema econômico ideal.

PS) Se eu desaparecer misteriosamente ele é um forte suspeito.

“Um sistema sócio-econômico ideal, formado por vários países membros, deve levar em conta a ampliação da capacidade produtiva com responsabilidade ambiental e geração de empregos bem remunerados, além da qualidade de vida do trabalhador dentro e fora do local de trabalho. Desta forma, parto do pressuposto de que o trabalho deva ser considerado uma forma de energia, capaz de agregar valor em si, como serviço, ou em um produto. Dependendo da qualidade desta energia, ou seja, do tipo de trabalho gerado, este receberá uma decodificação numérico-eletrônica que o representará, criada por um Banco Central Mundial (BCM) integrado aos Bancos Centrais e periféricos de cada país membro deste sistema econômico. Esta moeda eletrônica é depositada diretamente no banco de cada funcionário, sendo as transações comerciais e financeiras realizadas através de um cartão magnético. Na medida em que houver certa energia-trabalho sendo realmente produzida, através da fiscalização dos governos, o BCM assumirá gradualmente a mão de obra dos setores públicos e privados, sendo esta remunerada com o mínimo ideal que garanta a dignidade do trabalhador como Ser Humano. Às esferas públicas e privadas caberá a posse e administração de suas instituições, bem como os meios de estimular a produção dos empregados. Em contrapartida, estes setores econômicos deverão, obrigatoriamente, investir em responsabilidade ambiental e qualidade de vida do trabalhador no local de trabalho, pois haverá dinheiro excedente nestas instituições pela diminuição dos gastos com funcionalismo e pela elevação da demanda de produtos e serviços conforme aumenta o poder aquisitivo da população. Um processo inflacionário ou deflacionário é evitado na medida em que a representação numérica da energia-trabalho é emitida gradualmente e de forma a estimular a produção com responsabilidade social e ambiental, garantindo o crescimento econômico sustentável.”

André

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Sumô

O polêmico campeão Asashoryu, um dos melhores lutadores de sumô da atualidade, voltará para sua terra natal (Mongólia) para tratamento.

A depressão veio com a punição que lhe deram recentemente. Entretanto, nesta semana, surgiu a denúncia de que ele também teria deixado de declarar alguns itens em seu imposto de renda.

Dado o que li no Freakonomics (que, aliás, deu origem a este e-book), não sei se isto não seria uma forma de encobrir maiores problemas fiscais com alguns outros lutadores. Ou talvez seja apenas um problema de saúde de Asashoryu.

De qualquer forma, eu sempre torço para o outro mongol, o Hakuhou.

Claudio

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