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Coisas estranhas que leio

Mantega afirma que rumo dos juros não depende de crise externa

Então, como nos bons tempos do II PND, o que vem do resto do mundo não me atinge, certo? Mantega, em 1978, estaria no governo militar, a julgar por este discurso. Ou então faltou algo no título da matéria.

Vejamos. Seja uma crise externa. Seja um aumento no diferencial dos juros domésticos e norte-americanos (por exemplo). Vai dizer que isto não impacta no Balanço de Pagamentos? Impacta. Quanto? A depender dos pterodoxos, que acham econometria uma heresia, jamais saberemos. Mas vamos supor que haja algum impacto. A história poderia seguir em frente com eventuais efeitos…na inflação.

Ok, eu não acho que a crise seja séria a este ponto (puro palpite). Mas também não acho que o setor externo não entre nas considerações do COPOM.

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Claudio

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STF

Adolfo Sachsida, novamente, com um bom ponto (que normalmente incomoda a esquerda anaeróbica): por que tudo o que o Bush faz é extensamente analisado pelos jornalistas e cronistas/analistas de cordel da selva, enquanto que as mesmas ações, feitas pelo sr. da Silva, não recebem a mesma atenção crítica?

Brasileiro adora meter o dedo na ferida alheia. Soprou um furacão nos EUA? Vamos falar mal do Bush. Há uma passeata contra o sr. da Silva? Milhares de artigos lamentando o golpismo iminente e a força inelutável das elites (que, milagrosamente, não consegue tira or sr. da Silva e os mensaleiros do poder…realmente é um poder imenso…devo viver numa “matrix” mesmo…).

Vá você mostrar as inconsistências – e não são poucas – de Michael Moore num bar cheio de universitários engomadinhos. Cara, é um tal de olharem para você com aquele ar arrogante. Se pudessem, pegariam um revólver e me assassinariam, tal como fez o criminoso do Lamarca ou o aprendiz de ditador, Che Guevara.

Fale mal destes ícones e você é um “conservador católico”. Fale mal de Pinochet e tudo bem. O brasileiro não tem nenhuma deformação na massa cerebral não, leitor. O que lhe falta é vergonha. Se encarasse o contra-cheque visando uma prática profissional honesta, sem a menor intenção de burlar o governo, ficaria louco com a carga tributária. Se sentisse mais o peso dos impostos ao invés de ser adulado com bolsas-esmola mesmo na informalidade (“não é culpa dele não, tadinho, é da sociedade, do ACM, dos 500 anos, etc, etc”), talvez ele fosse mais crítico dos seus políticos e de seus amigos.

É fácil jogar pedra nos outros com a desculpa de que “eles são poderosos”. Chega a ser cansativo ouvir este discurso. É possível, sim, como diz Caplan, cair numa armadilha das idéias (vá ao google e busque por “The Idea Trap”).

Eu sei que é difícil explicar isto. Mas ajudaria se o pessoal deixasse este estranho ufanismo xenófobo de lado.

Claudio

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