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Se você fosse um aluno que quer fazer uma monografia sobre alocação de órgãos para transplantes…você seguiria com este tema?

Se você gosta do tema e se tem literatura econômica para sustentar sua hipótese, você deve persistir.

Persistir no tema que gosta é poupar dor de cabeça para você mesmo. É como ser seu próprio patrão: não é necessário criar sistemas de incentivo para que você mesmo cumpra sua meta (exceto se você for, sei lá, esquizofrênico).

Particularmente, gosto deste tema desde o “A Hora do Café”, ou seja, desde 1996/7, logo, sou suspeito para falar da idéia. Mas eu queria destacar o seguinte: cara, você tem que gostar do que faz. Se você gosta, não há nada melhor. Parece lição da vovó, mas é maluco isto: funciona.

Economia dos órgãos para transplante, aliás, é algo que se encontra bem disseminado por aí. Vou dar algumas dicas para uma certa aluna (vejamos se ela e/ou sua amiga ou amigo lê isto aqui):

a) o livro “Increasing Supply of Transplant Organs” de Llyod R. Cohen
b) o livro “Organ Transplantation Policy” editado por Blumstein & Sloan
c) o blog “Organomics” (link fixo aqui desde a época em que a aluna já pensava no tema…o blog parece abandonado, mas há citações de autores…)
d) David Kaserman (por exemplo, este texto, mas há vários, sempre com A.H. Barnett). Aliás, em outro livro que tenho, o “Entrepreneurial Economics”, há algo lá sobre o tema com seu co-autor habitual, Andy Barnett. Também é bom ler o Tabarrok.

É, vejamos se alguém chega até aqui em tempo…

Claudio

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Número de leitores deste blog aumenta absurdamente

Hoje fiquei sabendo que o meu ex-aluno Lucas lê este blog de vez em quando.

Isto prova que o número de leitores deste blog tem aumentado muito nos últimos anos. É o espetáculo do crescimento!

Claudio

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Mais listas de livros

O Renato Drumond pediu, eu fiz, e ele leu. Falo da lista dos 10 (que viraram 12) livros que mais me influenciou em economia. Nenhum dos meus alunos viu (ainda bem?). Agora é a vez do Márcio Laurini.

Note o viés do Laurini (um doce para quem não acertar…)

1. Monte Carlo Statistical Methods – Robert e Casella
2. Monte Carlo Methods in Financial Enginerring – Glasserman
3. Applied Bayesian Modelling – Peter Congdon
4. Optimization By Vector Space Methods – Luenberger
5. Real Analysis and Probability – Dudley
6. Interest Rate Models – Theory and Practice: With Smile, Inflation and Credit – Damiano Brigo, Fabio Mercurio
7. Mathematical Techniques in Finance: Tools for Incomplete Markets, Ales Cerny
8. Applied Nonparametric Regression by Wolfgang Härdle
9. An Introduction to the Bootstrap Bradley Efron , R.J. Tibshirani
10. Time Series Analysis. James Douglas Hamilton

Claudio

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O Plano Marshall foi aquilo tudo?

100 entre 100 não-economistas (e, diria eu, uns 90 entre 100 economistas) falam muito bem do Plano Marshall sem se preocupar com os dados econômicos. Nos anos 80, por exemplo, havia aquela lenda de que o desenvolvimento japonês era fruto da “política industrial” (e o capital humano, pesadamente investido era relegado ao terceiro plano…).

Questões assim são sempre polêmicas. Quando você desafia a verdade estabelecida pelos intelectuais bem vistos pela mídia, cara, começam a te chamar de “economista frio”, “cara que só sabe econometria”, etc.

Tenho aqui na minha frente o livro do Paul Bairoch (é, o cara que arrumou quase todos os dados do clássico artigo de Acemoglu, Johnson e Robinson…), o “Mitos e Paradoxos da História Económica” (sim, comprei em Portugal, num passado não tão distante) que já comentei aqui, se não me falha a memória.

Mas agora há outra vítima dos estudos: o Plano Marshall. Quem viver, verá.

Claudio
p.s. Bairoch é meio chato, mas temos que reconhecer: o cara quer desfazer mitos. É preciso ter iconoclastas na academia. Talvez o bom seja não ter ninguém que não seja iconoclasta. O difícil é não admirar os iconoclastas (se é que você entende a ironia aqui…:))

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Você tem medo do Banco Central?

Faça este curso e seja feliz.

Eis o programa:

PROGRAMA

Questões relevantes sobre a política monetária

* Por que os governos inflacionam? Política discricionária e inconsistência dinâmica
* Moeda e produto: evidência empírica
* Estabilidade de preços e compromissos de política
* Política monetária sem o controle de um agregado monetário
* Regras para a taxa de juros e metas de inflação

Estrutura analítica básica

* Moeda em um modelo de equilíbrio geral
* Otimização com rigidez nominal
* O viés inflacionário da política monetária

Independência do Banco Central, determinação do nível de preços e inflação

* Medidas de independência do Banco Central
* Evidência sobre independência do Banco Central e inflação
* A dívida pública faz diferença?

Metas de inflação

* Revisão da experiência internacional
* Metas ótimas
* Metas de inflação em economias em transição e em economias emergentes

Desenvolvimentos recentes sobre política monetária ótima

Eis as informações para inscrição:

Período de Inscrição

20 de agosto a 12 de setembro de 2007

Local

Fundação João Pinheiro
Secretaria de Ensino da Escola de Governo
Alameda das Acácias, 70
São Luiz / Pampulha

Horário

09h00 às 17h00

Telefones

(31) 3448-9532 / 3448 – 9595

Valor

Estudantes: R$ 100, 00
Profissionais: R$ 200,00

Documentação

Ficha de inscrição

Documento de Arrecadação Estadual (DAE) pago
(Observação: A DAE deverá ser recolhida na Unidade Financeira da Fundação João Pinheiro (dcf@fjp.mg.gov.br, 31-3448-9583) e paga em uma agência bancária).

No caso de estudantes, deverá ser apresentado, no ato da inscrição, documento oficial de identidade e comprovante de matrícula.

Claudio

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Reaction papers

Meu patrão anterior, VanDyck, sempre me falava dos tais “reactions papers” que aplicava em sala. Só que ele nunca me deu detalhes (regras escritas e/ou exemplos de trabalhos do tipo). Por minha conta, procurei e resolvi aplicar a metodologia em uma turma pequena e apropriada.

Interessantes os resultados. Mas estou ainda desenvolvendo as especificidades da minha própria metodologia. O que mais gosto é o lado hayekiano disto tudo.

Ao final do semestre eu terei uma idéia melhor da utilidade deste tipo de atividade e, aí, eu conto algo para você. Por enquanto, encontre um pouco do que tenho feito aqui.

Claudio
p.s. a faculdade tem um “firewall” tão bom que nem minha página posso atualizar. Então, leitor, com licença, mas tenho que deixar uns recados aqui, para os meus alunos.

Pessoal, sobre “reaction papers”, falarei mais hoje. Mas eis os links: este e este (procure por “The Idea Trap”). Finalmente, há também isto aqui.

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