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Uma aula de história econômica

Procurando mais informações sobre os contratos da pesca da baleia esbarro na excelente revista do Arquivo Público Mineiro e com as seguintes palavras:

“Eu acredito que, de uma maneira geral, o interesse desses arquivos decorre da história documentada […], a história que possa ser rigorosamente comprovada através de documentação.” Continue lendo

Grande Maria Yedda Linhares!!!

Fábio

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Ainda a economia austríaca

O Joel comentou sobre o texto do Caplan que citei. Mas aí eu fico com aquela impressão de que a economia austríaca é um campo pouco consolidado. Falo isto porque uma das críticas consiste em diferenças de abordagem de Rothbard e Mises.

Veja, um manual de microeconomia não tem proposições que dependem deste ou daquele economista. Se a crítica à economia austríaca depender de que autor austríaco eu leio, caramba, isto é que é individualismo metodológico 🙂 .

Ok, eu li rapidamente o que ele disse, mas esta é uma impressão geral que eu tenho dos meus amigos austríacos. De qualquer forma, Joel, eu não concordo que a academia é “predominantemente ortodoxa”. De onde eu vim, o consenso é o oposto (mas, claro, austríacos são vistos como simples ideologia e Marx é vendido como ciência, veja só…) e continua por mais de 10 anos (isto sim, é path-dependence).

Bom, minha TA (Teaching Assistant) me fez uma pergunta interessantíssima sobre economia (algo freakonômica) e, por enquanto, eu não consigo pensar em outra coisa. Portanto, recesso.

Claudio

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economia da economia

Mais um artigo sobre a pesquisa na selva

Você já sabe que eu, Ari e João R. Faria temos um artigo sobre a pesquisa dos economistas acadêmicos publicado (e outro a ser publicado em breve).

O Laurini (Marcio Laurini, um dos maiores econometristas que conheço, até porque é meio gordinho, he he he) acaba de me avisar da existência deste outro:

A pesquisa em economia no Brasil: Uma avaliação empírica dos conflitos entre quantidade e qualidade

Walter Novaes

Departamento de Economia, PUC-Rio – 19 de Julho de 2007

Resumo

Como em várias outras atividades, a pesquisa em economia internaliza um conflito entre qualidade e quantidade. Para avaliar tal conflito, este artigo documenta as publicações de 94 pesquisadores do CNPq e 1.149 pesquisadores de 54 centros americanos de referência em economia (44 ortodoxos e 10 heterodoxos). Os dados mostram que, entre 1999 e 2004, a média de publicações internacionais dos pesquisadores do CNPq é extremamente pequena, quando comparada com a de seus pares americanos com mesma orientação metodológica. Ainda assim, o número médio total das publicações dos pesquisadores no Brasil é estatisticamente maior, sugerindo um sacrifício de qualidade para aumentar o número de publicações.

Eu não li o artigo ainda, mas pense no que disse meu orientador de mestrado e doutorado, o Ronald, uma vez: “você pode dizer absolutamente nada em economia só com matemática ou só com verborragia”. O artigo do Walter, creio, mostra evidências disto.

Bom, vamos parar que eu quero ler isto agora!

UPDATE – olhe só isto:

A tabela 5 caracteriza o padrão de publicação dos pesquisadores do CNPq. Logo na segunda coluna do painel A da tabela, vê-se uma diferença marcante relativamente aos pesquisadores nos EUA: a média de publicação dos pesquisadores do CNPq é bem maior. Enquanto que a publicação média dos centros americanos ortodoxos é de 4,2 artigos nos seis anos, ela chega a 5,2 para os ortodoxos brasileiros; uma diferença estatisticamente significativa com p-valor de 0,068 (vide o painel B da tabela). E a diferença de publicação é ainda maior para os heterodoxos brasileiros, que, nos seis anos da amostra, publicaram uma média de 5,1 artigos contra 1,9 dos heterodoxos americanos.

Hum….

Claudio

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Ao invés de um crítico literário macacal, prefira o Filisteu

O Cisco Costa, do “Filisteu”, indicou o livro em um singelo e pequeno “post” muito bem escrito. Que livro? “The Master Plan – Himmler’s Scholars and the Holocaust”.

Ao contrário dos críticos macaquinhos dos jornais, o pequeno texto do Cisco me chamou a atenção. Compulsivamente, comprei o livro. Acabo de buscá-lo e li a contra-capa. Jamais poderia ter deixado de comprá-lo (ao preço indicado).

Mais uma leitura para meus finais de semana e/ou finais de noite (sem falar na hora mágica do banheiro…). Só de pensar no que o livro vai me narrar sobre o uso político da ciência (sim, os nazistas também tinham seus cientistas pterodoxos), fico feliz da vida.

Cisco, você é meu novo guru para livros (o cara já havia feito longos “posts” sobre plágio na UFRGS, não podia ser um cara cujos conselhos literários a gente despreza, né?)

Claudio
p.s. nem pensem: não vou criticar o “Estadão”. Daniel Piza pode se engasgar de vez em quando, mas é muito bom de se ler. É o único que leio no caderno 2 de domingo (o João Ubaldo também é bom, mas sou preguiçoso).

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