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A crise, os bancos centrais e nós

O Aplia Econ Blog fez um “post” sobre o tema da intervenção dos bancos centrais na turbulência da semana passada. É verdade que há uma aula de macroeconomia lá, mas está incompleta. Por que? Faltou falar do risco moral.

Claudio

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Emancipação de municípios

Abandonei este tema há anos, mas ele ainda é alvo de estudos para pesquisadores. Aparentemente, este é um deles.

Ser citado, neste caso, lembra-me das palavras do meu orientador, mais ou menos assim: “dissertação sobre um tema irrelevante não faz muito sentido”. Não foi bem isto que ele me disse, mas o ponto era dizer que o tema tinha que ter alguma relevância empírica.

Claudio

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O individualismo egoísta

Eu sempre ouvi este mantra – principalmente vindo de (s)ociólogos – sobre o economista malvado, frio e, claro, egoísta. Mas quando leio uma notícia destas, eu fico a me perguntar se eles não estavam falando com a pessoa errada.

Algo mais ou menos assim:

– Você sabe com quem está falando?
– Não, com quem?
– Com um economista. Quem não abre mão da CPMF e aquele sujeito ali, no trono real que você me dizia ser o exemplo de iluminação dialética após 500 anos de escravidão, lembra?
– Ah? Não, como assim? Eu disse isto? Não, não lembro. Por favor, não, eu não me lembro…

Claudio
p.s. mais uma demonstração de insensibilidade.

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ANAC e os palhaços (ou seja: você e eu)

A recomendação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para que os pilotos usem ‘o máximo reverso assim que possível’ após o pouso em pistas molhadas, editada no dia 31 de janeiro deste ano, nunca passou de uma intenção e jamais foi transformada em norma a ser cumprida pelas empresas aéreas. A Anac informou ontem à CPI e confirmou por meio de nota que o documento IS-RBHA (Informação Suplementar do Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica)121-189 ‘não foi imposta pela Anac às empresas aéreas’.

Parem as rotativas um pouco. A culpa não era dos pilotos que não estavam cumprindo normas da lei brasileira? O governo não tinha sido eficiente nas obras da Infraero e na fiscalização – olhométrica – dos três milímetros de ranhura? A culpa não era da TAM?

Como é que agora a lei não era lei?

Claudio

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Triste notícia

O Conselho Deliberativo da Transparência Brasil decidiu em 31/7 retirar-se da Transparency International, organização à qual a
entidade era associada.

A difícil decisão de nos separarmos da Transparency International
decorreu da constatação de que, embora ambas organizações compartilhem o mesmo objetivo de combater a corrupção, as estratégias empregadas para essa finalidade são diferentes ao ponto de impedir que continuemos associados à TI.

As intervenções da Transparência Brasil na cena brasileira, sua constante atividade de pesquisa sobre a corrupção e as diversas iniciativas mantidas pela organização, voltadas para o monitoramento
do Estado (como os projetos Excelências, Às Claras, Deu no Jornal e
de acompanhamento de contratações públicas), são conduzidas de forma
a buscar a satisfação do interesse público numa perspectiva impessoal e voltada à reforma das instituições.

O que interessa à Transparência Brasil é o progresso da sociedade brasileira. A Transparency international, por outro lado, tem como fulcro principal o comércio internacional.

Divergências entre entidades são normais. Seria possível relevar as diferenças conceituais que se avolumaram entre a Transparência Brasil e a Transparency International caso esta última não tivesse adotado uma política organizacional de tipo hierárquico, a qual não se coaduna com a independência e a autonomia da Transparência Brasil.

Não obstante afastar-se da Transparency International, a Transparência Brasil considera que existem diversas áreas de colaboração possível entre as duas entidades, que poderão ser exploradas conforme se apresentem.

Bom, não é mais para levar em conta a Transparência Brasil quanto aos índices oficiais de corrupção. Não vejo o comércio separado da corrupção, em termos analíticos, mas a decisão não me diz respeito e o pessoal sabe o que faz. Boa sorte à Transparência Brasil.

Claudio

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Federalismo e a economia

Eu sou simpático ao federalismo como instituição pró-desenvolvimento e tenho muitos amigos que pensam de forma mais ou menos parecida.

Por isto esta noticia do blog do Banco Mundial não me assusta. Basicamente ela contrapõe a descentralização com a facilidade de se abrir empresas. Nada mais natural, acredito, quando se pensa em descentralização apenas do ponto de vista político.

Uma abordagem “market preserving federalism”, contudo, seria mais cuidadosa quanto a este ponto. Daí que não se pode pensar em federalismo como uma panacéia em si, mas apenas como um dos aspectos que podem garantir o bom funcionamento de uma economia livre.

Claudio

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Cândida ética

O deputado Cândido Vacarezza (PT-SP) trabalha nos bastidores da CPI do Apagão Aéreo na Câmara para evitar o depoimento de Denise Abreu, da Agência Nacional de Aviação Civil. Quinta ela depõe no Senado, mas é seu depoimento na CPI da Câmara que preocupa. Jeitoso, simpático até com opositores, Vacarezza suplica aos colegas para poupar Denise, e segreda “razões pessoais” no seu esforço: eles são mais ligados do que se imagina.” (Claudio Humberto)

A tia reproduziu e eu não resisti ao trocadilho com a esquerda anaeróbica.

Claudio

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A política da esquerda como ela sempre foi, é e será

Pelo menos numa coisa os petistas são extremamente competentes: ninguém bate eles na “marquetagem”. Exemplo, na Folha de hoje:

Na hora de aparecer com o presidente da República para fotos, 21 crianças da rede pública do Distrito Federal estavam dentro de um ônibus último modelo, bancos confortáveis, lixeira, cheiro de novo. Mas no trajeto de ida e volta de sua escola, no Cruzeiro (bairro de Brasília), até as proximidades do Palácio do Planalto, o veículo foi mesmo um ônibus usado, com lanterna trincada e “o banco todo duro”.”Viemos em um outro ônibus até o Congresso. E trocamos por esse, mais bonito”, disse Dandara, 11. “O outro é duro, ruim, esse é melhor”, disse Rayssa, 10.

Nunca antes etc….

Marketing político de esquerda é exatamente igual ao de direita.

Claudio

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Se o ministro do planejamento não sabe os custos, eu é que vou saber?

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou ontem que a proposta para efetivar 260 mil servidores contratados em regime temporário abre um “hiperprecedente” na administração pública. Segundo ele, a preocupação com a proposta ocorre porque passa ao largo de dispositivos que regulamentam a contratação dos servidores por concurso público. O ministro disse também que não há previsão no governo de quanto custará aos cofre públicos a efetivação desses servidores.

Com tantos economistas no governo, desde 2002, trabalhando de forma estável, mesmo com mensalões, denúncias, etc, e não há uma única boa alma que possa calcular um custo destes?

É, a administração pública pode até inchar, mas a qualidade…

Claudio

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Mais sobre a desonestidade dos acadêmicos

Ontem, acompanhando o economista Adolfo Sachsida, falei sobre a distorção criada pela CAPES no seu “Qualis” e sobre como isto pode ter sido causado por motivações individuais.

Hoje quero relatar outro caso, bem menos abrangente em seus efeitos, mas não menos curioso. Nos anos 80, na UFMG, eu e meus colegas fazíamos a graduação em Ciências Econômicas. Muitos queriam participar da vida acadêmica, não como militantes profissionais de grupelhos de esquerda, mas como assistentes de pesquisa.

Havia, então, um tal de PET, que reunia alunos que ganhavam para pesquisar e ficar à tarde na faculdade só para isto. Desnecessário dizer que era o sonho de muitos.

Um de três amigos meus – não sei exatamente qual deles, mas é um dos meus amigos que se deu bem e hoje leciona fora do Brasil – resolveu participar do processo de seleção. Diante de um professor supostamente sério, ele ouviu a seguinte pergunta:

“- Você lê revista em quadrinhos?”

Não, você não leu errado. E nem é um algum daqueles truques de gente mal treinada em RH. Esta foi mesmo a pergunta. O sujeito que a fez, até hoje, leciona por aí. O meu amigo não foi aprovado, mas fez seu doutorado fora e hoje publica onde o dito professor sequer imaginou em publicar. Não faz diferença eu estar na dúvida entre qual dos três amigos era o palhaço nesta história porque todos eles publicam em periódicos que, só no delírio da CAPES, podem ser considerados tão bons quanto a Gazeta de Pindorama…

Bom, eu lia história em quadrinhos a beça. Olha o que aconteceu. 🙂

Claudio

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