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Fui convidado para um chopp (ou seria convidado para…)

Eu aqui, sob antibióticos, morto, e meu amigo blogueiro (que não conheço pessoalmente) me tortura:

6 – Diga cinco blogueiros que você convidaria para tomar umas geladas

Fácil. Morróida pra contar histórias, o Cláudio, do DeGustibus pra não deixar o garçon roubar no chopp e dividir a conta no final, o Reverendo Ibrahim, do 1001 Gatos, pra garantir as altas elocubrações filosóficas de uma boa mesa de bar, o Moardib, do MeioBit, afinal ele mora no Rio e nunca nos encontramos, sendo que até o Leo Faoro, que é de Chicago, já conheci, e finalizando o Nick Ellis, do Digital Drops. Motivo? Ele está prometeu me pagar uns chopps e está enrolando 😉

Claudio
p.s. ah….é o Cardoso…menos desconhecido do que eu pensava…

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Tem gente que não sabe usar as funções do blog

Um comentarista desavisado nos confunde com alguém e pergunta se “ainda achamos Wolfowitz um gênio”. Deve ser um engano ou má fé. Basta usar o “search” (busca) deste blog para ver que os únicos três comentários sobre Wolfowitz não lhe são nada elogiosos.

Também há uma maldade no comentário, querendo enquadrar todos os blogueiros em certa opinião única. Isto acontece somente quando há um único blogueiro, meu caro. Aqui há várias. Há subsolos e subsolos, cada qual com direito às suas opiniões.

Use o “search” ou venha nos ler com mais freqüência que você tira estas suas dúvidas estranhas sobre mídia x Lula = mídia x Bush (por que não Castro? Putin? Chavez? Tony Blair? Etc?).

Claudio

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Amanhã será um longo dia

Sexta-feira eu tirei dois sisos. Desde ontem, tenho crises periódicas de soluço. Nem eu me levo mais a sério. Elas vem e vão e eu ainda não descobri o que funciona: o susto, a água engolida com a respiração presa, o ponto de do-in nos dedos, o pseudo-sufocamento com o saco de papel respirando o mesmo gás carbônico, a comida, o chá, etc.

E amanhã eu leciono Microeconomia cedo. Acho que será uma aula peculiar. Vamos ver quantos alunos chegam cedo já cientes do fato (o velho teste de ibope deste blog).

Se o Homo Econometricum estivesse por aqui, isto seria terrível…

Claudio

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Robert Frank e sua eterna proposta de ensino (interessante, inclusive!)

Mankiw ecoa Frank. Eu acho interessante. E explico. No Brasil, ao contrário do resto do mundo não-bolivariano – aquele no qual ensino é, realmente, ensino, e não doutrinação (com o beneplácito “silêncio dos intelectuais”, no caso brasileiro) – há muito economista pterodoxo (já falei sobre eles aqui: não acreditam em custo-benefício) que é obrigado, por força das circunstâncias do mercado de trabalho, a ensinar Microeconomia.

Bem, minha metáfora – que o Fábio (Gomes) adorava (e ainda ri um bocado quando lhe a repito (ai, ai, ai meu português…) – é que a situação é como a de um homem homossexual beijar uma mulher na boca. Até rola língua com língua, mas é algo meio estranho. A mulher sente, percebe (nem que seja após algum tempo) que há algo muito errado naquilo. Se nunca beijar um homem heterossexual, passará a vida pensando em como o sexo é algo meio, digamos, estranho.

Em resumo: é o tal ensino meia-boca (ou como diria a Fernanda Torres naquele célebre episódio de “Os Normais”: meia-bomba). Há os raivosos que iniciam seu curso com uma frase como “isto aqui não serve para nada, mas vou ensinar para vocês saberem que está errado”. Outros, sem muita intuição, resignados porque não aprenderam matemática (e olha que não sou nenhum craque em matemática) dizem coisas como “isto é apenas uma questão de igualar oferta e demanda, mas não existe isto no mundo real”.

Estes são os exemplos de professores que não se preocupam nem um pouco com o que devem ensinar. O Afonso, uma vez disse, sabiamente (sim, ele é sábio de vez em quando, he he he) que o sujeito tem que, pelo menos, ler o livro-texto do início ao fim antes de começar a regurgitar aquele líquido esverdeado que, por algum motivo, ele chama de ensino crítico.

Neste sentido, primeiro, é óbvio que quem leu McCloskey só para falar que retórica é importante perdeu a lição mais importante da grande economista: matemática é, sim, essencial. Esta é a parte sempre omitida pelos pterodoxos, que não querem nos dar o privilégio de colaborarem com as editoras para traduzirem mais livros da tia McCloskey.

Em segundo lugar, a matemática sem a intuição econômica é, realmente, ridícula. Ou ficamos com a verborragia pura, ou com uma matemática sem sentido como o caso que o Fábio me contava de um cara que juntava a equação 34 de fulano, com a dinâmica 23 do ciclano e, sem equilíbrio algum, agrega a equação 2.1 do beltrano de tal, jogava no Excel (ou no Matlab), simulava e, dizia-se, ganhava “respeitabilidade” porque teria usado a linguagem dos “neoclássicos” e, portanto, estava no mesmo degrau, de pé, para um diálogo…difícil, né?

Menos, menos. Um pouco mais de humildade, gente.

Ler mais Robert Frank, pensar mais na intuição, buscar entender o que, de fato, ocorre quando se tem uma equação de Slutsky nas mãos, gente, isto é mais importante do que tudo. Bem, na verdade há algo mais importante sim. Você tem que amar o que faz. Não precisa acreditar que a ciência é perfeita porque ela não o é. Nunca foi. Mas tem que amar a imperfeição que ela é. É como a relação humana: tá cheia de gente maluca, mas algumas se amam (por incrível que pareça, né?).

Ok, mensagem transmitida.

Claudio
p.s. sim, você jamais escapará da Matemática em Economia. Tal como nunca escapará do oxigênio na vida. Mas experimente respirar pelas orelhas para ver o que acontece. Sacou?

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A tal “pouco poderosa” esquerda anaeróbica

Finalmente alguém mostra o ridículo que é a tese da “pobre e oprimida esquerda anaeróbica, ainda longe do poder”, sempre disfarçada com o poderio inacreditável de um ou outro blogueiro “conservador” (nem liberal usam, para gerar confusão mesmo).

O Selva foi ao ponto.

Aí uma passeata de 10 pessoas é promovida e o povo da esquerdinha anaeróbica (e simpatizantes) cai matando como se fosse um golpe militar.

Incrível.

Claudio

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A propósito…

Eis um bom artido do craque da antropometria, John Komlos, no último número da Cliometrica:

John Komlos1 Contact Information
(1) Department of Economics, University of Munich, Ludwigstraße 33/IV, 80539 Munich, Germany

Received: 28 November 2006 Accepted: 27 December 2006 Published online: 3 April 2007
Abstract We examine secular trends in biological well-being in the Habsburg Monarchy circa 1850–1910 on the basis of evidence on the physical stature of recruits disaggregated at the regional level. We find that heights stagnated generally among the 1850s birth cohorts. The secular increase in heights that lasted until the twenty-first century began among the 1860s birth cohorts. Men born in the more developed Czech and Austria areas were as tall as many populations in Western Europe, whereas the men born in the Polish/Ukrainian provinces were about as tall as the Mediterranean populations. There was a 3.3 cm gap between the heights of men living in the core versus periphery of the Monarchy, which reflects a substantial gap in biological living standards. We also consider spatial convergence of biological living standards. Heights did not converge across the different provinces of the Monarchy at all in the 1850s, diverged in the 1860s, and began to converge subsequently. Convergence was more rapid among those born in the 1880s than among the cohorts of the 1870s, even though the average rate of increase in heights was greater in the 1870s than in the 1880s. The convergence was limited to the peripheral regions (Polish/Ukrainian, Romanian, and Slovakian). No convergence was evident among the Austrian, Czech, Hungarian or Croatian areas. By the end of the period under consideration the gap between Austrian and Polish/Ukrainian heights was reduced to 1.5 cm. The evidence on heights is quite similar to the evidence on GDP growth insofar as it points to some positive elements but is by no means uniformly favorable. The Monarchy was not stagnating, or about to collapse on the eve of World War I on account of economic considerations as the Soviet Union did, but it was also not among the high-achievers of the era as the Scandinavian countries or Germany.

Keywords Biological standard of living – Regional convergence – Habsburg Monarchy – Physical stature – Anthropometric history – Economic growth

Já estudou isto? Eu comecei a gostar do tema por culpa do Leo Monasterio.

Claudio

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Índios debilóides ou interesses privados?

A Folha de São Paulo de hoje nos traz mais uma destas aberrações jurídicas. Refere-se ao massacre de 29 garimpeiros pelos índios cinta-largas, em Rondônia, em 2004. A investigação emperrou por falta de laudo antropológico que ateste se os índios tinham ou não discernimento de que cometiam crime. A Polícia Federal não conseguiu antropólogos que se dispusessem a fazer o trabalho. Os antropólogos se recusam a fazer parecer que ateste se cintas-largas sabiam que cometiam crime no caso do massacre de garimpeiros. Em um relatório ao Ministério Público, delegada Alessandra Borba, da PF, diz que, após dois anos, desiste de obter a avaliação. Ou seja, os índios criminosos, ao mesmo estilo de ministros, deputados e senadores, não responderão por seus crimes. Índio se civiliza.

Segundo a delegada, o principal empecilho à investigação foi a resistência do antropólogo Antonio Dal Poz Neto, apontado por seus pares como o maior especialista na etnia cinta-larga do país. Ele negou-se a fazer o laudo e a orientar outros antropólogos que se dispuseram a fazê-lo, sob sua coordenação. O antropólogo alega que tem uma filha adolescente para cuidar e não pode se afastar de Juiz de Fora, onde é professor na universidade federal.

Segundo a reportagem, o problema é outro. Se o laudo concluir que os cintas-largas não têm consciência do crime praticado, eles dificilmente irão a júri. Neste caso, os profissionais enfrentariam as críticas das famílias da vítimas. Se o parecer for no sentido contrário, haveria reação negativa das organizações não-governamentais defensoras dos índios. “Seja qual for o resultado, o laudo trará descontentamento. Não ignoro que é uma missão de grande responsabilidade, passível de inúmeras críticas”, afirma o procurador da República em Ji-Paraná, Svamer Adriano Cordeiro, responsável pelo inquérito sobre o massacre.

Leia tudo aqui. É cômodo ser minoria, né? Pior é que tem gente que acha isso bonito. Qual a diferença da defesa destes índios para aquela do pai do menininho da classe média que espancou a doméstica? Nenhuma.

Claudio

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Algumas excelentes leituras do último “Digesto Econômico”

Minha seleção dos textos deste último número é a que se segue.

1. Pequeno Manual Prático da Decadência (Paulo Roberto Almeida)

2. Na Economia, ainda mais do mesmo (Roberto Fendt)

3. Empreendedorismo, Instituições e Desenvolvimento (Marcel Domingos Solimeo)

4. O Futuro da Tributação Brasileira (Gilberto Luiz do Amaral)

5. Aspectos Econômicos do Brasil que Saiu das Urnas (Michal Gartenkraut)

6. Ensino para Enfrentar as Desigualdades – 01 (Cláudio Moura Castro)

Já vi alguns dos autores e o Michal Gartenkraut, da ACSP, muito simpático, sempre me pareceu um sósia do William Shatner :).

Cada autor aí em cima tem um texto pequeno/médio com observações interessantes que valem algum tempo de nossa reflexão. Recomendo uma leitura crítica seguida de uma boa discussão, ainda que consigo mesmo).

Claudio

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