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Deus já ressuscitou, cara!

O líder venezuelano defendeu a “construção da grande pátria sul-americana através de redes de projetos de diferente magnitude” e prometeu ter ido a La Paz para “cooperar, não (se) apossar das riquezas da Bolívia”. Inspirado pela Bíblia, o presidente venezuelano chamou seus opositores de “fariseus” e “hipócritas” e comparou os investimentos na área de petróleo à ação de Jesus Cristo. “Meu país explora e exporta petróleo há um século e durante esses 100 anos deu petróleo aos borbotões para os Estados Unidos. Agora não estamos presenteando ninguém. Estamos compartilhando o petróleo como Cristo compartilhou o pão, para vivermos juntos como irmãos e sairmos da miséria”, afirmou. Morales foi enfático no agradecimento: “Ele nos orienta. Muito obrigado, companheiro Chávez”.

Ainda bem que os celulares do Itamaraty estão desligados. Senão ia ter muito diplomata recebendo ligações de colegas latino-americanos pedindo o protetorado venezuelano para Aparecida do Norte!

Depois, eu é que sou maluco…

Claudio
p.s. ao menos dois blogs gostaram da minha campanha para doações de celulares para o Itamaraty. Divertido isto.

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Idéia para apoiadores do presidente Da Silva

Vem aí o movimento “Não sei”

O Leite de Pato pegou na jugular:

Inspirado no movimento “Cansei”, Lula vai lançar outro, que tem tudo a ver com ele: é o “Não Sei”. E se encherem muito o saco, ele lançará outros dois: o “Não quero saber” e o “Tenho raiva de quem sabe”…

Boa, Persegonha. Nas ruas, o movimento certamente será puxado pelos pelegos e bate-paus da CUT, UNE et caterva.

Claudio

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Análise rapidinha de notícias

Eis o clipping, com um trecho reproduzido:

O Iedi divulga, na segunda-feira, um estudo que mostra uma queda significativa na participação dos produtos de maior industrialização nas exportações do primeiro semestre. O trabalho, de 40 páginas, já conta com a colaboração de Júlio Gomes de Almeida, cuja quarentena expira nesse mesmo dia. “Eu me surpreendi com a velocidade com que essa redução se deu. Uma queda era esperada, mas não do tamanho em que se deu”, avalia o ex-secretário de Política Econômica da Fazenda, que questiona: “Será que o governo tem consciência do que está fazendo com a política cambial?”

Vamos aos fatos. Primeiro, caramba, o cara conseguiu trabalhar em um dia!!! Só no Brasil temos esta super-velocidade! O Selva Brasilis (ums dos blogs nos links fixos ao lado) sempre me encheu os ouvidos com esta observação sobre este mercado de consultores que é a carreira pública. Melhor dizendo, quatro anos de governo correspondem a um diploma de “consultor para arrombar portas para minha (ou alheia) empresa privada.

Mas nem é isso que me incomoda mais. É a leitura que alguns fazem apressadamente. Veja, o IEDI, órgão que faz lobby (nada ilegal nisto, claro) pelo setor industrial…publica um estudo sobre o “sofrimento” do setor industrial. Estão eles certos, são pagos para isto. Mas cuidado para não ler sobre o sofrimento de um grupo de empresários e transformá-los em sua dor. Você já sofre muito pagando impostos mais altos para o governo, eventualmente, subsidiar setores da indústria que, aliás, apóiam o IEDI.

Lobby tem seu direito, mas é lobby. Só isto. Não chore pela dor alheia.

Claudio

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Blogosfera x Estadão (de outro ângulo)

O Alex Castro, ex-libertário e excelente escritor, tem um post muito interessante sobre seu livro (e outros) aqui.

Repare na reclamação dele: o problema é com o editor de um “site” (não é um jornalzão impresso). E eu sei o que ele quer dizer. Após conversar com alguns amigos meus jornalistas, pude constatar que existem dois tipos de editores de jornal: os iluminados e os humanos. Ambos têm pouco tempo, mas os primeiros acham que entendem melhor do tema do que o entrevistado. Os outros, claro, também erram, mas procuram esclarecer tudo com você antes.

Não sei qual é o caso do editor do Digestivo, mas eu (quase) sempre acho que o sujeito é bacana até prova em contrário. Agora, note que toda esta briga com o Estadão perde sentido quando se vê blogs se queixando de blogs que se pretendem (e o são) imprensa.

E agora? O Estadão e o Alex estão do mesmo lado? Ou recaímos no que eu já disse: há blogs e blogs, há jornais e jornais. Ambos usam a propaganda para te persuadir, mas cabe a você, leitor, escolher o que quer ler. Não tem jeito, gente. Nunca conseguiremos salvar 100% da humanidade. Mesmo porque, um militante do partido do presidente da Silva, um sujeito que admira Che Guevara e um talibã estão todos, todos mesmo, contra mim. Vou eu salvar alguém com tanto sujeito “bacana” com “ideologias” bacanas?

Eu quero mais é ensinar um pouco de economia e falar das coisas que gosto ou o que penso sobre aspectos do mundo. Só isto. Se você prefere o Estadão ou o blog do vizinho, vá em frente.

Claudio

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de volta ao 2° grau

Quais foram as capitanias hereditárias que obtiveram resultados positivos?

Professora do 2° Grau responde: São Vicente e Pernambuco.

Aluno pergunta: Por que professora?

Professora do 2° Grau responde: Produziram açúcar meu filho.

A professora do 2° Grau não leu este excelente artigo ou “A eficiência colonial: uma aplicação da análise de envoltória de dados (DEA) às capitanias hereditárias brasileiras” do Shikida.

No Rio de Janeiro a história é diferente pois o capital inicial não é holandês e a crise em fins do XVII não foi lá estas coisas. O que permite afirmar isto?

1. Novas evidências empíricas, ou seja, documentos de época.
2. Análise quantitativa sobre dados existentes (e confiáveis).

Fábio

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Cartinha aos talebãs

Caros talebãs (ou talibãs, talibans, ninguém sabe),

Eu sou contrário a tudo o que vocês fazem. E eu sei que dificilmente vocês lêem português. Mas eu sei que vários militontos brasileiros terão o maior prazer em traduzir minha carta e enviá-la a vocês.

Sei que sou um chato, incômodo para vocês, por não gostar, simplesmente de vocês. Embora eu não use dos mesmos meios canalhas de vocês (eu só escrevo, e incito o uso da inteligência, não da violência), tenho uma boa notícia para lhes dar.

Meu governo – governo brasileiro, conhecido no mundo como “administração da Silva” ou “administração Lula da Silva” – é, atualmente, um governo popular e democrático (alguns, atrás das persianas, fazem um “top-top” e prefeririam uma bandeira bolivariana, mas isto é outra história). Isto é, ele não se importa em brandir aos sete mares que o partido do presidente fez um acordo com o Partido Baath, ele não se importa em levar quase três anos para dizer (ou ser desmentido) sobre sua coragem e empenho nas investigações sobre um engenheiro sequestrado no Iraque e, bem, não é preciso dizer muito mais. O governo até resolveu dar seu quinhão para a paz mundial promovendo um encontro com governos árabes e, claramente, excluindo Israel do mesmo. Eu sei que vocês não curtem muito o governo da Arábia Saudita, mas vejam isto como um ato de boa vontade.

Bom, eu estou escrevendo esta carta porque agora vocês têm a oportunidade de me calar. Meu governo, além de ser muito vago na sua definição e condenação do terrorismo (talvez mais no segundo do que no primeiro, embora não consiga se desvencilhar de seus amores ideológicos nestas horas…), agora resolveu colaborar explicitamente com seviços secretos de ditaduras como a do Fidel Castro. Não é segredo para ninguém que vários ex-integrantes (foram acusados de corrupção e aí já viu, né?) já trabalharam para estes serviços.

O Itamaraty, órgão responsável pela nossa política externa, eu sei, poderia ser uma pedra no sapato. Mas eu não sei como é que as coisas funcionam aqui. O ministro interino disse que não sabia de nada o que me faz pensar que apreensão e caça de seres humanos é algo que está fora de nosso tão citado apoio aos direitos humanos ou está sob a alçada do IBAMA, o mesmo que prende brasileiro que põe jacarés na gaiola.

O risco é baixo, além disso, porque um outro militante, um sujeito da FARC, outra entidade parecida com a de vocês, está aqui no Brasil há anos e conseguir deportá-lo é mais difícil do que conseguir fechar uma empresa em menos de 10 dias.

Assim, meus caros, fica o convite. Venham me pegar. Se eu morrer em suas mãos, o melhor de tudo, é que a culpa será exclusivamente do governo brasileiro, de sua ineficiência, confusão, falta de comunicação, aparelhamento, tudo isto com o beneplácito de políticos de oposição, jornalistas e blogueiros de duvidosa reputação quando o assunto é lidar com gente da esquerda, seja ela violenta, fanática (mas anti-americana) ou, claro, dos próprios quadros.

Grande abraço

Claudio

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O maravilhoso mundo democrático e popular dos muçulmanos (islâmicos?)

I. Talibãs homossexuais?

Quando os americanos, com todo o direito, foram caçar Bin Laden, o fascínora, no Afeganistão, eu me lembro de ter lido uma hilária declaração do ditador Kadafi, aquele da Líbia, que, aliás, também não curte estes talibãs. Ele disse algo como: “não passam de um bando de homossexuais que se escondem em cavernas”.

Algo assim, meio agressivo, meio irônico e, bem, é um ditador como Fidel Castro, mas eu ri à beça. “Alguns ditadores sabem, pelo menos, contar piadas”, pensei.

Mas, piada? Religiosos católicos não saem por aí jogando pedras em muçulmanos ou em judeus. Não no grau que se faz em alguns dos países de maioria muçulmana, o que é algo que deveria nos fazer pensar um pouco antes de reclamar do Bento XVI. Em miúdos: alguém aí conhece a estrutura da religião muçulmana? Sua relação com xiitas, sunitas e etc? Alguém já parou para pensar que a maior parte dos libaneses emigrados para o Brasil era de católicos (já me disseram isto uma vez)?

Bem, isto tudo para dizer que realmente eu começo a achar que Kadafi tem razão. Além de fascínoras, alguns muçulmanos também são bem esquisitões quando se trata de mulheres.

No Brasil, eu entendo, há uma boa parte de gente que acha que a Miss Brasil nunca pode perder e tem uma ponta de inveja quando qualquer outra mulher ganha. Mas é uma reação normal, quando não exagerada. Nem os católicos mais radicais (esta tal de “direita” que alguns blogueiros – e, também, alguns jornalistas – enxerga embaixo do sofá) fazem um protesto como este hoje em dia. Por que? Porque as pessoas aprenderam a ser mais tolerantes.

II. Intolerância Religiosa e Instituições: alguns pensamentos irresponsavelmente soltos

É verdade que ainda há intolerância no Brasil, com gente endeusando assassinos como Lamarca e condenando assassinos como muitos torturadores do antigo DOPS. Mas nada se compara à falta de tolerância de certas multidões muçulmanas.

Episódios como este são educativos: paz no mundo? Com estes caras? Como é que faremos? Teremos que criar um “apartheid” (que é a expressão máxima, para mim, da utopia do politicamente correto)? Ou estas religiões, aos poucos, vão se tornar menos radicais?

Mais ainda, e agora pensando em Max Weber e em todos meus amigos não-católicos e/ou ateus: será que a estrutura hierárquica de certas religiões como o catolicismo e o islamismo (será que, incorretamente, chamei muçulmano de islâmico? Já peço desculpas pelo engano..) com suas interpretações de textos sagrados (semi)unificadas é que gera tantas dificuldades ao aumento da tolerância?

Ah, claro, há um viés. Eu só tenho amigos assim, mas de nível superior (conheci quase todos na universidade). Será que o que estou falando vale para tudo?

III. Economia, Religião e tudo o mais

Acho que, na verdade, estou sob influência da tal Economia da Religião. O Ari gosta deste tema e já há dois alunos, este semestre, que desejam fazer projeto de monografia sobre o tema. Não tenho certeza se ambos farão isto, mas há uma forte evidência a favor de pelo menos um deles (que já estudou isto antes e, adicionalmente, achou alguns textos novos bem interessantes).

Claudio
p.s. imagine estas mulheres em combate com os talibãs. Bastaria usar o mesmo uniforme que eles se esconderiam rapidinho.

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Blogosfera x Jornalismo

Leo não pensou no título deste “post” quando escreveu sobre o erro do jornalista da Times sobre a antropometria.

Como eu disse, este é o tipo de reação positiva que gosto de ver à campanha do Estadão (repito, o único jornal que consigo ler nesta selva). Nada de reclamar de campanha alheia, nada de chorar pelo direito de escrever algo de pior qualidade e ser reconhecido como gênio da raça. Não, não.

Charles Pilger, o meu xará e Leo são bons exemplos do que eu acho ser uma atitude positiva da blogosfera.

É engraçado, mas os blogueiros que estão bravos com o jornal nunca param para pensar que, há anos, fazem exatamente o oposto, criticando jornais ou mesmo, em alguns casos, arrogando-se o direito de estarem mais certos do que os mesmos, sempre.

A campanha que o xará divulgou foi ao ponto: jornalista marrom, comprado e picareta não faltam. Mas isto não quer dizer que a blogosfera é feita de santos (sem falar dos ex-empregados de jornal que criam seus blogs e continuam a falar asneiras).

Gostei do que o Leo fez (mostrou que o conhecimento científico pode, sim, ser mal interpretado e divulgado por jornalistas) e também do que o Charles e o xará fizeram (mostraram que não somos perfeitos, mas eles também não). E, reitero: não comecem com esta choradeira. Blogueiros falam mal de jornal há anos e, portanto, não têm o direito de, subitamente, irritarem-se com uma campanha de um jornal. Lembre-se: algum jornalista sério, algum dia, já entrou pelo cano por causa de textos errados escritos por algum blogueiro.

Claudio

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O outro lado do pobre brasileiro

Reproduzo este do xará, na íntegra, com destaques em negrito por minha conta.

A coisa mais curiosa é aquele que analisa o comportamento dos “pobrinho” usando um conceito de “pobre” típico de quem acredita no conceito de castas. Ele diz que Lula está bem na fita, apesar dos escândalos sucessivos do seu governo, porque a vida dos pobres está melhor.

Trocando em miúdos: o pobre, se pintar dinheiro na jogada, vende até a mãe, certo?

Esqueçamos que os meios de comunicação de massa, praticamente sem exceção, jamais fazem um ataque direto ao Lula e jamais tentam desfazer a imagem de homem humilde e trabalhador.

Os pobres não apóiam Lula apenas porque ele lhes dá um bolsa-família. São declarações como essa que fazem uma certa classe média, que se acha uma raça superior, merecer ser governada pelo Supremo Apedeuta. Como se o pobre – vale lembrar que pobreza e riqueza não são fatores genéticos ou culturais, mas apenas condições financeiras – tivesse uma moral diferente e que estivesse disposto a abrir mão de qualquer princípio por uns trocados.

Isso é praticamente endossar o ideário que sustenta a luta de classes.

Os pobres apóiam Lula porque este sempre dá um jeito de sair ileso dos escândalos, com ajudinha dos meios de comunicação. Os mesmos meios de comunicação que o Estadão acredita ter mais credibilidade que um blogueiro.

Existe um motivo para os candidatos a tirano voarem em cima dos meios de comunicação de massa: para muita gente, o Jornal Nacional e o jornal Extra é a única fonte de informação do dia a dia.

No dia em que os meios de comunicação de massa – sonha Cláudio! – mostrarem a verdadeira face de Lula e seus comparsas ele não se elege nem mesmo para síndico de prédio novamente. Com bolsa família e tudo mais…

Disse tudo, xará. Acontece que os “educadores” (doutrinadores) desta teoria furada que é a luta de classes adoram ensinar aos filhos da classe média que os mesmos são individualistas e egoístas e que deveriam “doar mais”.

Em compensação, ensinam aos pobres que devem ignorar o mercado de trabalho, exigir o que “lhe fora roubado” com ações violentas (invasões de propriedades), coletivas (greves com direito a agregar gente que nem faz parte do movimento) e que, quando um presidente que carrega esta ou aquela bandeira lhe der esmolas, aceite e o reeleja, independente de tudo. Claro, há alguns que enfatizam o mercado de trabalho, mas não são pregadores da luta de classes.

Em resumo: se pobre enriquecer, também bate em empregada se a confunde com prostituta. Por que? Porque o que vale é a luta de classes.

Claudio

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