O primeiro e-book de economia feito por blogueiros

Ei, olha, e-book gratuito. Não, não. Este não é o de Economia. Aliás, sobre este último, o Philipe me informa que foi o primeiro e-book de economia feito por blogueiros neste país (sim, o do sushi).

É bem óbvio para mim que inovamos e que deixamos os tios Hayek e Schumpeter bem orgulhosos (além de termos dado um nó na cabeça dos pterodoxos que não gostam de economia, mas dizem, alguns, serem os legítimos herdeiros de Schumpeter, Keynes ou Marx). Por que? Porque este e-book inovou, a despeito da incerteza, e revolucionou a blogosfera.

Agora, será que fomos os primeiros?

Claudio

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Cadê a crise dos mercados?

Após os ganhos na bolsa e as choradeiras em busca de subsídios, a vida volta à normalidade. Afinal, a indústria ignora a crise ou o impacto da crise nas expectativas desta moçada é que é, estruturalmente, tão baixo quanto os impactos da corrupção na popularidade do sr. da Silva e auxiliares?

Claudio

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Três bons “posts” acadêmicos

* Pena de morte: é eficiente no sentido econômico?

* Simon Schwartzman, voz (que me parece) solitária entre os cientistas sociais não-economistas, fala sobre problemas do Bolsa Família.

* David Friedman fala da picaretagem dos “pontos de participação”. Cada vez mais me convenço de que ele tem razão. Principalmente quando fala da diferença entre o que o professor diz fazer e o que faz quanto a estes pontos.

Claudio

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Dois pesos e duas medidas: observando, realmente, a imprensa

Qualquer partido brasileiro que pertencesse a uma rede que congregasse militantes de extrema direita seria massacrado pela imprensa em três dias. E com razão. Tanto pior se essa rede abrigasse grupos terroristas e tivesse uma agenda internacionalista. Mais grave ainda se, com tudo isso, tal partido chegasse ao poder. Pois o PT chegou e é membro do Foro de São Paulo, junto com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), dedicada à guerrilha comunista e ao narcotráfico. E o silêncio a respeito é ensurdecedor.

Independente do que se queira pensar do Reinaldo Azevedo ou da imprensa, o fato é que ele está certo: se houvesse um partido brasileiro vinculado a uma organização nazista, a imprensa não deixaria passar. Mas, e os que se aliam a gente que promoveu carnificina numericamente superior à dos nazistas? Esta não merece críticas? Quer dizer que “Che Guevara teve uma vida de lutas e ideais” e “Heinrich Himmler (que também teve sua “vida de lutas e ideais”) é um crápula”?

Quer dizer que matar por “um futuro melhor (socialista)” é “mais justificável” do que matar por “futuro melhor (nazista)”?

O silêncio da crítica é, realmente, revelador.

Claudio

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História do Inflacionismo Brasileiro

A expressão correção monetária provinha da Lei n.3.470/58, do governo Kubitschek, a qual automatizara a reavaliação anual do ativo imobilizado das empresas de acordo com coeficientes publicados pelo Conselho Nacional de Economia. [Simonsen, M.H. “30 Anos de Indexação, FGV Editora, 1995, p.3]

O governo militar usou um bocado o mecanismo. Mas quem inventou… 🙂

E a genialidade de Simonsen, na p.5:

“Entusiasmado com o milagre brasileiro, Milton Friedman chegou a propor uma tese ousada: a indexação salarial, ao contrário do que se pensava, facilitaria o combate à inflação. A tese continha um erro de especificação, mas conquistou inúmeros adeptos por causa do prestígio de seu autor”.

Veja como é importante para um economista reconhecido ter cuidado com o que fala, ao invés de sair por aí dando entrevistas sobre tudo e todos. Um erro de especificação e muita gente começa a fazer aquelas críticas pterodoxas do tipo: “se errou um, errou todos (menos se for pterodoxo)”.

Claudio

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Este governo será lembrado por renovar o assistencialismo populista e a centralização anti-federalista?

Acho que estas perguntas têm gabarito…

Senado aprova aumento de Fundo de Participação dos Municípios

Lula assina decretos que reativam Sudam e Sudene

E olha que ainda há 40 ladrões condenados, embora Ali-Babá esteja solto (ou não está?).

Ali-Babá ou não, o fato é que o papo furado de que este governo é igual ao anterior não se sustenta. Ambos podem ter sido não-liberais, mas este ganha.

Claudio

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Observações vindas da UFPel

Português não gosta de sushi, mas tenho as seguintes respostas recebidas hoje.

De Martin Dietrich Braun: “Professor… da próxima vez que forem escrever sobre sushi, por favor me chamem!!!!!!! Hehehe…

Amanhã pretendo devorar o texto.”

De Ubirajara Ribas:”Que beleza, adorei, parabéns pela ideia, bira.”

Amanhã irei no restaurante “chinês” saber a opinião do proprietário.

André

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Os empresários burros

Guilherme é um bom economista. Eu me queixei aqui da teoria austríaca dos ciclos e ele, com muita educação e conhecimento de causa, respondeu.

Meu problema não é tanto com a possibilidade de um empresário pisar na poça d’água. As expectativas racionais dão conta deste recado: o sujeito não pode cometer erros sistemáticos.

Mas o que dizer de um empresário que percebe o que o governo faz o tempo todo? Ele não incorpora isto em seu cálculo? Eu acho a teoria austríaca dos ciclos simpática, apesar disto. Tenho, sim, o livro do Roger Garrison. Apesar dos pterodoxos brasileiros ignorarem este bom austríaco, eu, o ortodoxo canibal, o tenho na estante (Não é notável?).

Gosto muito da nova geração de austríacos que tenta incorporar testes estatísticos às suas hipóteses teóricas. Algo me diz que o Guilherme não irá parar tão cedo.

Aliás, aí vai outra pergunta para ele: “Guilherme, como você começou com esta história de austríacos na graduação? Seu professor de HPE fez o que eu nunca vi algum desta raça fazer? Ele te indicou um Mises para leitura? Ou um Hayek? Mais ainda: como é que você chegou até a teoria austríaca dos ciclos (algo bem mais específico)?”

Lá vou eu tentar entender a história do pensamento econômico nascente…

Claudio
p.s. quer ver outro bom austríaco? Fernando Zanella. Este anda sumido…

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O maravilhoso e-book do Sushi ainda gera entusiasmo

O nosso famoso (exceto para meu chefe) e-book sobre o sushi gerou mais curiosidade hoje, na faculdade. Dos 909.213.564,98 alunos, dois deles (o já citado Igor e o Bob (este, em breve, com fotos reveladoras aqui)) interessaram-se pelas perguntas que o Alex Castro pariu (e, agora, tenta fugir desesperadamente delas, apesar das investidas do Leo :)).

Mais à noite, após um dia bem cansativo, muito cansativo, ainda mostrei o livro para três alunos e, bem, pelo menos não tentaram me queimar em uma fogueira. Acabei fazendo mais umas das minhas preleções sobre a maravilha da economia (coisa de gente apaixonada, reconheço).

Alex e Leo, acho que há, nisto tudo, um pouco de um possível novo…será?

Não sei como foi a repercussão na UFPel e na UFRGS (os co-autores mandaram algumas notícias esparsas, o que confirma minha tese de que Freakonomics ainda é um artigo de luxo no Brasil, embora seja algo comum na vida dos estudantes de economia norte-americanos). Ou talvez eu seja apenas um cara ansioso.

Ou ambos.

Vai saber.

Claudio
p.s. até minha prima, que não é economista, já leu, entendeu e gostou. Você não leu ainda?
p.s.2. outro dia eu conto como foi feito o e-book. A dica: eu acho que funcionou porque ninguém leu a colaboração de ninguém. Mesmo eu, o editor, fiz papel apenas de corretor ortográfico-gramatical. Não é à toa que ainda acho erros (corrijo e faço novo “upload” a toda hora…). Mas um novo e-book, coordenado por mim, Alex e Leo, talvez funcione de outra forma…

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Um sistema sócio-econômico ideal seria….

Segue a construção teórica revolucionária do sistema sócio-econômico ideal. Preservo o nome do autor que insistentemente tem procurado um professor para ler suas notas de pensamento. O cara é aluno da medicina e quer discutir sistema econômico ideal.

PS) Se eu desaparecer misteriosamente ele é um forte suspeito.

“Um sistema sócio-econômico ideal, formado por vários países membros, deve levar em conta a ampliação da capacidade produtiva com responsabilidade ambiental e geração de empregos bem remunerados, além da qualidade de vida do trabalhador dentro e fora do local de trabalho. Desta forma, parto do pressuposto de que o trabalho deva ser considerado uma forma de energia, capaz de agregar valor em si, como serviço, ou em um produto. Dependendo da qualidade desta energia, ou seja, do tipo de trabalho gerado, este receberá uma decodificação numérico-eletrônica que o representará, criada por um Banco Central Mundial (BCM) integrado aos Bancos Centrais e periféricos de cada país membro deste sistema econômico. Esta moeda eletrônica é depositada diretamente no banco de cada funcionário, sendo as transações comerciais e financeiras realizadas através de um cartão magnético. Na medida em que houver certa energia-trabalho sendo realmente produzida, através da fiscalização dos governos, o BCM assumirá gradualmente a mão de obra dos setores públicos e privados, sendo esta remunerada com o mínimo ideal que garanta a dignidade do trabalhador como Ser Humano. Às esferas públicas e privadas caberá a posse e administração de suas instituições, bem como os meios de estimular a produção dos empregados. Em contrapartida, estes setores econômicos deverão, obrigatoriamente, investir em responsabilidade ambiental e qualidade de vida do trabalhador no local de trabalho, pois haverá dinheiro excedente nestas instituições pela diminuição dos gastos com funcionalismo e pela elevação da demanda de produtos e serviços conforme aumenta o poder aquisitivo da população. Um processo inflacionário ou deflacionário é evitado na medida em que a representação numérica da energia-trabalho é emitida gradualmente e de forma a estimular a produção com responsabilidade social e ambiental, garantindo o crescimento econômico sustentável.”

André

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Sumô

O polêmico campeão Asashoryu, um dos melhores lutadores de sumô da atualidade, voltará para sua terra natal (Mongólia) para tratamento.

A depressão veio com a punição que lhe deram recentemente. Entretanto, nesta semana, surgiu a denúncia de que ele também teria deixado de declarar alguns itens em seu imposto de renda.

Dado o que li no Freakonomics (que, aliás, deu origem a este e-book), não sei se isto não seria uma forma de encobrir maiores problemas fiscais com alguns outros lutadores. Ou talvez seja apenas um problema de saúde de Asashoryu.

De qualquer forma, eu sempre torço para o outro mongol, o Hakuhou.

Claudio

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Utilidade pública

Reproduzo a dica para os alunos que necessitam pesquisar artigos de periódicos científicos:

Prezado(a)s,

A Estudos Econômicos tem a satisfação de comunicar que acaba de disponibilizar na internet uma série de seus números anteriores. Desde o segundo semestre de 1995 até o nosso último número, praticamente todo o conteúdo publicado está agora disponível on line, no site http://www.estecon.fea.usp.br.

A Estudos Econômicos é uma publicação trimestral do Instituto de Pesquisas Econômicas da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo.

A revista se caracteriza pela diversidade acadêmica, privilegiando artigos de diferentes linhas de pensamento, tendo como únicas exigências qualidade e originalidade. Inclui-se entre os periódicos nacionais mais respeitados e tradicionais, sendo publicada regularmente desde 1970. Artigos aceitos na Estudos Econômicos recebem pontuação máxima na avaliação da Capes.

Claudio

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