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Propaganda gratuita

Eu não conheço o Biajoni, mas o Alex Castro é (ou era) visitante deste blog e é gente boa. Então…

Claudio

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Humor

Shochu

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Note o shochu do meio, de fabricação nacional (Paraná), feito de mandioca orgânica. Comprei em São Paulo, mas acho que o povo da Japan Style já está a providenciar algo para Belo Horizonte.

O Thomas Kang chamaria isto de soju (aliás, as garrafinhas verdes são do maravilhoso soju da marca Jinro). Os japoneses chamam a mesma bebida de Shochu. Qual a diferença para o Sakê? Sakê é como um vinho, Shochu é como um whiskey. Além disso, Sakê é feito apenas de arroz. Shochu pode ser feito com batata doce, mandioca, arroz, cevada…

Claudio
p.s. Note como manipulei a foto para esnobar parte ínfima de minha biblioteca. 🙂

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Velharias (off-topic, pero no mucho)

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Eis o livrinho e o ingresso para o show beneficente do sensacional Saburo Kitajima, em 1984, em São Paulo. O engraçado é ler a mensagem de boas-vindas do então prefeito Mário Covas…

Sim, note o preço do ingresso, você, leitor que nasceu sob o abençoado Plano Real e hoje ouve uns discursos estranhos sobre como o crescimento pode ser alcançado às custas de uma inflaçãozinha…

Claudio

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O que uma entidade sem fins lucrativos maximiza?

Conflicting theories of the nonprofit firm have existed for several decades yet empirical research has not resolved these debates, partly because the theories are not easily testable but also because empirical research generally considers organizations in isolation rather than in markets. Here we examine three types of hospitals — nonprofit, for-profit, and government — and their spillover effects. We look at the effect of for-profit ownership share within markets in two ways, on the provision of medical services and on operating margins at the three types of hospitals. We find that nonprofit hospitals’ medical service provision systematically varies by market mix. We find no significant effect of for-profit market share on the operating margins of nonprofit hospitals. These results fit best with theories in which hospitals maximize their own output.

Claudio

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A lógica

1. Quem vaia o presidente não é pobre.
2. Quem viaja de avião não é pobre.
3. O governo gosta de dizer que combate a pobreza.
4. Quanto menos pobres, mais vaias ou mais mortos em acidentes.

Logo, o governo não combate a pobreza e/ou desincentiva a liberdade individual (aquela que você conquista com dinheiro, sabe?). Os dados e notícias sobre carga tributária, burocratização, tentativa de controle da mídia (controle “social”, claro…), mensalão, incapacidade de punição de peixes (políticos) grandes (a despeito dos “shows” da PF)…dizem algo a você?

Claudio

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Pergunta fácil, resposta idem.

Quem vai para a cadeia?

Mais duas centenas de mortos na dívida do governo federal com a população do país. Verbas são desviadas pelo executivo. Fato aprovado pelo legislativo. Quem vai para a cadeia? O servente de obras que assentou o concreto na pista incompleta, aberta insegura, ainda mais do que antes? A violência e a eliminação da vida são as características marcantes do estado/governos em um país abandonado, justificadamente, por Deus, pois, povo que não vela por si, aceitando toda e qualquer indecência não Lhe merece. Quem vai para a cadeia? Quem? Tais mortes não podem passar em branco, em vão. Enquanto isso, o presidente submergiu, sumiu. Imagine-o de improviso, na TV, falando sobre o produto da incúria de seu governo. Seriam bobagens indecentes e ofensivas aos mortos e a seus familiares, que pagam à força para ter segurança. A mercadoria não é entregue e nada acontece aos culpados. Quem vai para a cadeia????? Quem?

Claudio

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Amante do risco

Tenho que estar em uma banca do mestrado profissional lá em São Paulo, no IBMEC-SP, na última semana de julho. Desnecessário dizer que pedi passagem para o aeroporto de Congonhas. Para minhas milhagens, seria bom também ir de TAM.

E, sim, eu estou louco para estar em um avião recheado de políticos governistas. Quero ver todos amarelando de medo.

Eu amo a vida, mas tenho meus acessos de loucura.

Claudio

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Fábio está bem!

Primeiro, Fábio, junto-me aos seus: “ufa!”

Agora, vejamos a tal ANDEP:

Cláudio Candiota lembrou que somente na mudança da cúpula do DAC para a Agência Nacional de Aviação Civil, ocorrida em 2006, cinco profissionais do DAC, cada um com mais de 40 anos de experiência em aviação, segurança de vôo, transporte aéreo, controle de trafego e outras áreas afins, foram trocados por militantes partidários sem conhecimento técnico do setor.

Não há como discordar: má gestão em prol da velha política que o citado partido pratica com seus sindicatos de funcionários públicos é algo que só não é coibido porque os responsáveis pela Justiça não querem. Mas eu não sei se a solução é re-estatizar o que não foi privatizado (estranho, mas é isto). O importante é combinar a eficiência do setor privado (não do setor sindical, que é o que o rapaz aí acima critica, com razão) com a regulação (honesta e transparente) do setor público.

Mas, para tal, um pré-requisito básico é que o governo acredite, realmente, na regulação, coisa que não vemos (não com a sinceridade esperada) desde o governo LULA, além do atual governo LLUULLAA.

Claudio

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Júlio Redecker

Júlio Redecker era meu representante na câmara federal. Aqui no RS o ambiente é de profunda consternação. Estou indo a Unisinos tentar apresentar meu trabalho! Ontem minha mãe me ligou de BH e quando disse que iria num congresso imaginou que poderia ter viajado. Quando eu disse alô só escutei um suspiro. Vários amigos e familiares me ligaram pois quase sempre estou viajando pois estudo na UFF.

O que penso sobre esta situação está exposto na nota da ANDEP abaixo.

Loteamento de cargos faz mais vítimas inocentes

Fábio

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Xiii

O Brasil está numa situação politicamente delicada com o texto para a área industrial. Trata-se de uma proposta quase idêntica a que foi feita após o fiasco de Potsdam pelo México, Chile e outros seis países em desenvolvimento e que o Itamaraty qualificou de “ilegítima”.

O mediador, embaixador canadense Don Stephenson, propõe que os países em desenvolvimento aceitem coeficiente entre 19 e 23 na fórmula suíça, enquanto os países ricos aceitariam coeficiente entre 8 e 9. Significa que, enquanto Brasil e Argentina defendem reduzir as tarifas em 50%, a proposta defende algo entre 57% e 62%. Quando proposta mexicano-chilena surgiu, a diplomacia brasileira bombardeou o texto alegando que provocaria desindustrialização nas nações em desenvolvimento e não cortava as tarifas dos proponentes, que já têm alíquotas baixas.

Claudio

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Sobre a Infraero (isto é que é papel do estado na economia!)

Sobre os DOIS outros acidentes (menores) que haviam ocorrido antes da tragédia, diziam alguns “opositores-que-certamente-vaiaram-LLUULLAA”:

Pilotos ouvidos pelo Estadão criticaram a falta do grooving. “O avião ‘vazou’ a pista por falta de aderência do concreto com a roda da aeronave”, disse um piloto acostumado a operar em Congonhas.

Outro piloto disse que a aeronave deslizou justamente pela ausência das ranhuras de escoamento d’água. “Sem a borracha dos pneus na pista, não há aderência. É como se um carro de corrida fizesse a curva fora do traçado dos outros carros. Provavelmente vai escapar.”

Difícil vai ser ouvir a lenga-lenga: “mas, fulano, só porque o presidente é um operário você fica a cobrar tanta perfeição”. Não, meu jovem. É porque ele governa o país que todos nós lhe cobramos perfeição. Pode ser operário, bancário, sem-terra ou empresário. Não importa nem sua sexualidade ou crença religiosa. Mas não vale ser arrogante.

Parece que a gestão pública – exacerbada no governo atual – dos aeroportos mostrou seus resultados: i. liberou a pista na hora errada e ii. passa a maior parte do tempo culpando a prosperidade do setor privado por problemas….que lhe [ao setor público] dizem respeito.

Lamentável.

Claudio

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Teorema da Impossibilidade de Arrow e o Caos Aéreo – um mini-texto algo técnico…

O meu xará sempre fala sobre a qualidade sofrível dos comentários em blogs de jornais. E foi só eu conferir um deles…leia você mesmo. O blog do Estadão falava de como o consumidor poderia se defender do caos aéreo. Aí, nosso amigo, solta esta:

Acho que esse problema do “caos aereo” é muito comentado porque atinge a classe média/média alta. Porque não se comenta mais outros assuntos como a qualidade da educação pública fundamental? Creio que há muito outros problemas que são mais prioritários.

É a velha história. Sujeito acha que as preferências dele são melhores que as dos outros. Comentário feito em 17.07.2007, ontem mesmo, às 08:50.

Por isto é que eu gosto de estudar Economia. Não foi da boca de sociólogos ou de cientistas políticos que ouvi falar, pela primeira vez na minha vida, do teorema da impossibilidade de Arrow. Sim, foi o professor Décio Kadota, em sua aula no mestrado de economia (não-pterodoxa) da USP que me expôs a este sensacional resultado científico.

O que o teorema diz, em resumo, é que é possível, sob exigências teóricas não tão fortes, mostrar que a democracia é um sistema falho de tomada de decisões e que, perigosamente, a ditadura é a única forma de solucionar o problema (no ambiente específico das hipóteses do teorema). Em resumo, é como se o comentarista acima impor sua vontade à toda sociedade fosse a única maneira de resolver o dilema social que ele mesmo coloca.

Uma vez que você aprende a importância do teorema, é difícil dar crédito a esta suposta superioridade de alguns iluminados sobre o restante da sociedade. Na época do referendo das armas, um colega meu viu um (ou uma, sei lá) sociológo que discursava a favor do desarmamento, invocando a sabedoria do povo, mudar subitamente de discurso quando o resultado final foi divulgado. A partir dali, claro, o povo “havia sido manipulado”. Resumindo: as preferências do sabichão eram “melhores” do que a efetivamente mostrada nas urnas (difícil é encarar a verdade de que a reeleição do presidente dos dois acidentes aéreos também foi fruto da decisão dos mesmos eleitores..).

É importante que se ensine mais sobre este teorema, ao invés de tentar inculcar ideologias na cabeça de alunos de filosofia no 2o grau, ou nas pseudo-aulas de sociologia que imperam nos cursos superiores. Como seria bom se os doutrinadores lembrassem do que dizem no primeiro dia de aula: “queremos formar pessoas críticas”.

Como formar pessoas críticas se você quer que ele chegue no SEU gabarito normativo-ideológico?

Claudio

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Economia do Setor Público

O papel do governo

Uma reportagem publicada nesta quarta-feira no jornal argentino La Nación avalia que as autoridades brasileiras podem ter autorizado a “utilização até as últimas consequências” da pista de Congonhas para evitar o custo político dos atrasos e do caos aéreo brasileiro.

Sob o título “Uma catástrofe anunciada após vários meses de caos”, o jornal é um dos raros que se aventuram a especular sobre razões políticas capazes de interferir na decisão técnica da Infraero de permitir pousos e decolagens no mais movimentado aeroporto do país.

Outros jornais mundiais – entre eles os americanos New York Times e Washington Post, o espanhol El Pais e o britânico The Independent – noticiaram o acidente com o vôo 3054 da TAM apenas notando que a tragédia se desenrola em meio a um clima de tensão que já minava a confiança no setor aéreo do país.

Mas, para o La Nación, “o pior acidente na história do Brasil não é um fato isolado, mas um novo capítulo, o mais trágico, da crise”.

Claudio

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Relaxe e vote, a culpa é da TAM, do Bush ou do César Maia (off-topic)

O que me deixa mais nervoso com este governo estúpido é que boa parte dos meus amigos (amigos mesmo, com A, M, I, G e O em maiúsculas) estão no RS ou em SP. Ainda bem que nenhum deles está na lista divulgada.

Só de imaginar que a pista incompleta (thanks, Infraero, com a força do povo) poderia ter matado um único amigo meu já me ferve o sangue.

“Relaxe e goze”, disse a ministra do Turismo. Eu até já ouço o discurso: i. quem vaiou o LLUULLAA é “classe média, ii. “classe média” é que pode viajar de avião no Brasil (lembra deste sutil discurso no início do discurso “não-houve-apagão-aéreo-a-culpa-não-é-nossa”?), iii. o número de mortos representa, portanto, menos de 10% da população brasileira e, claro, é a que “menos precisa” do governo.

Relaxe e vote, eleitor.

Claudio

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