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O primeiro economista brasileiro

Disse o sábio Leo Monasterio em 2004:

O Novo Dia do Economista

No blog economiaeverywhere, chegamos à conclusão que comemorar o dia do economista em 13 de Agosto não está muito de acordo com a nossa profissão. Afinal, essa foi apenas a data que a profissão foi regulamentada no Brasil.

Surgiu, então, a idéia de uma outra data: 9 de Março. Foi nesse dia, em 1776, que saiu a primeira edição da Riqueza das Nações do Adam Smith.

Eu não sei vocês, mas, a partir de agora, eu vou comemorar a data em março. O cardápio do jantar de comemoração será fruto do interesse próprio e não da benevolência: sanduíches de pernil e cerveja na hora do jantar. 😉

(Outra coisa: chegamos ao centésimo post do blog)

Bem, eu procurei este “post” do Leo por muito tempo porque queria reter a data. Mas eis que o marxista Heitor Ferreira Lima, que acabo de citar, em outro livro da coleção Brasiliana (História do Pensamento Econômico no Brasil, 1976), nos dá outras opções.

Segundo ele, José Joaquim da Cunha de Azeredo Coutinho teria sido nosso primeiro economista. Heitor diz que nasceu em 1743 e morreu em 1821. Na Wikipedia fala-se de 08.11.1742/12.11.1821.

Alguém tem outra sugestão para uma data que não seja poluída pelo oficialismo burocrático?

Claudio

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Quem chegou primeiro?

Para a reforma do Arsenal da Marinha imperial brasileira, em 1815, o que os portugueses fizeram? Bem, você já viu aqueles filmes em que os britânicos aparecem em qualquer lugar do mundo com seus criados indianos? Pois é:

Constituía-se de grande variedade individual o pessoal que trabalhava no Arsenal de Marinha, pois, além dos operários pròpriamente ditos, compostos geralmente de homens brancos, portuguêses, que traziam seus escravos para trabalharem como ajudantes (e cujos salários embolsavam), havia os escravos da Coroa e tôda espécie de presos ou simplesmente detidos, que por vêzes atingiam a muitas centenas. Em 1815 foram também contratados chineses, vindos de Macau.[História Político-Econômica e Industrial do Brasil, Heitor Ferreira Lima, Brasiliana, 1970, p.153]

Bom, se eu fosse o Fábio Pesavento, eu me perguntaria sobre o destino destes chineses. Os caras certamente sabiam rudimentos de português. Mas eles se casaram? Foram enviados de volta? Que fim tiveram os chineses de Macau daquela época neste país?

Ah sim, há gente muito estúpida que diz que marxismo “deforma a mente do indivíduo” (eu e o Rodrigo Constantino, creio, já ouvimos isto antes em uma lista de discussão).

Pois bem, Heitor Ferreira Lima era do velho PCB e era marxista. É claro que sua análise sofre deste apego ideológico, mas, sem dúvida, sua obra é pioneira em vários aspectos (logo falarei mais sobre isto) e, obviamente, só um asno acreditaria que a mente dele foi deformada…Aliás, eu já fui marxista, hoje sou bem liberal. Minha mente foi deformada?

Mas, voltando ao ponto interessante: Fabio, você sabe algo sobre isto? Ou o leitor?

Claudio

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