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História do Pensamento Econômico Brasileiro

A inflação pode, como dissemos, ser encarada como uma tentativa perpetrada por um grupo econômico qualquer (govêrno ou empreendedores ou sindicatos trabalhistas) de se apoderar de uma parte da renda real pertencente a outros grupos. [Eugênio Gudin, “Princípios de Economia Monetária”, Editora Agir, 5a edição, vol.I, 1975, p.178]

Note, leitor, como Gudin, ao incluir o “governo” entre os grupos que ganham com a inflação, já deixava claro que, alguma hora, alguém, no Brasil, teria de encontrar a teoria da Escolha Pública.

Vá lá, não é uma evidência assim tão forte, tomada isoladamente, de que o velho mestre era um visionário. Nada disto. Mas é contrastante com visões de outros economistas que, na mesma época, achavam que a inflação não era um problema tão importante e/ou que o governo era um agente neutro e que basta profissionalizar a burocracia e tudo estaria resolvido.

De forma um pouco mais objetiva, a diferença de pensamento está na velha questão: você prefere criar incentivos que sejam eficazes (no sentido de serem cumpridos) ou acha que é fácil fabricar políticos e burocratas angelicais? Claro que é mais garantido pensar em incentivos.

A moderna teoria econômica mostrou que, independente do que você gosta (neo-isto, novo-aquilo, pós-aquilo outro, etc), há convergência para a crença de que é mais fácil mudar incentivos do que criar anjos (além, claro, da complicada questão ética de se manipular geneticamente seres humanos…).

Claudio

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