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A economia política das ONGs (e o papel da imprensa)

Eis os movimentos sociais em ação:

O que levou o governo a dispensar os professores leigos foi a constatação de que, além de não terem competência técnica para atuar como alfabetizadores, muitos eram ligados a organizações não-governamentais (ONGs) que haviam sido criadas só para abocanhar verbas públicas. Entre 2003 e 2006, o Brasil Alfabetizado consumiu R$ 750 milhões – a maior parte repassada para ONGs. Contudo, a maioria do público-alvo do programa – 7,3 milhões de pessoas com idade acima de 15 anos – continuou sem saber ler e escrever.

Reportagem do Jornal da Tarde mostrou algumas das fraudes praticadas pelas ONGs contratadas pelo Brasil Alfabetizado na cidade de São Paulo. Entre as irregularidades mais graves, os repórteres do JT descobriram a existência de classes fantasmas, duplicidade de turmas, docentes cadastrados para atuar em três lugares diferentes no mesmo horário e professores leigos que estão há meses sem receber salários, embora as ONGs que os contrataram tenham recebido repasses do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

Moral da história: movimentos “sociais” são iguais a qualquer outro grupo de interesse. Há honestos, desonestos e todo mundo é humano. Não há fórmula mágica. Nem quando o sujeito diz que é ético. Fica difícil entender quando alguém me fala das supostas virtudes do “terceiro setor”. Calma lá, cara. Calma lá…

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