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Em 1950…

“Um banco central criado nesse clima, com diretores nomeados por critérios políticos, incapazes de resistir à pressão inflacionária do Govêrno só serve para desmoralizar a instituição”. [p.273]

Sabe quem disse isto, em 1950? Gudin, em seus “Princípios de Economia Monetária”, editora Agir (5a edição, 1965).

Não é incrível como muita gente ainda não aprendeu o óbvio?

Claudio

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Sem noção

Ludovico Carvalho, pai de Rubens Arruda, 19, disse anteontem que considera o filho uma criança. “Eu queria dizer pra sociedade que nós, pais, não temos culpa disso. Eles cometeram erro? Cometeram. Mas não vai ser justo manter crianças que estão na faculdade, estão estudando, trabalham, presas”, disse.

Diz a especialista:

Na avaliação de Márcia Stengel, psicóloga e especialista em adolescência, através da afirmação Ludovico acaba dizendo para o filho que, de uma certa forma, o que ele fez não é problemático e que ele é um sujeito sem responsabilidades. “Ele está destituindo a responsabilidade do filho pelos atos que cometeu”, afirmou. Para Maria José, se o rapaz não encontrar punição nas instâncias próximas a ele, na família, vai encontrar na lei. Ela afirmou que ainda há tempo para que esse pai imponha limite ao filho.

É a falta de valores liberais que leva a isto. Liberalismo significa que cada qual colhe os frutos de suas ações, boas ou más. Mas, como sabemos, a elite brasileira acha liberalismo coisa feia, “do Bush”, e prefere abordagens, digamos, alternativas…

Claudio

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Coelhinho pterodoxo que trazes para mim, uma economia socialista que funciona, inflação com crescimento exponencial, …

O debate sobre a possível (mas não adotada) redução da meta de inflação para 2009, mantida ontem em 4,5%, teve ao menos um mérito: mostrou que ainda há economistas no mundo que acreditam ser possível acelerar o crescimento à custa de inflação mais alta (ou, de forma equivalente, que perseguir inflação mais baixa implica menos crescimento). Tal feito só será superado quando antropólogos localizarem a tribo há muito perdida que ainda idolatra o Coelhinho da Páscoa, mas acho que, por enquanto, uma bizarrice só é suficiente.

Leia tudo (e Feliz Páscoa, se for o caso).

Claudio

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Irracionalidade racional e os “experts”

TM: You make a strong case in your book to give experts the benefit of the doubt unless there is evidence to the contrary. But there are certainly current and historical examples of experts getting things very wrong. From where you sit, are there specific conditions that predispose to expert error?

BC: A lot of expert error stems from experts’ desire to not stray too far from the conventional beliefs of their society. No one – even an expert – likes being a pariah. For example, I suspect that those economists who oppose a free market in organs would change their minds if non-economists weren’t horrified by the idea.

The other big problem is that experts, like other people, often get very attached to particular conclusions, and then compound the problem with social pressure. If things get bad enough, the field “turns into a religion.” Religion itself is the most obvious example – the world’s foremost experts on e.g. Catholicism are devout Catholics who feel strong psychological and social pressure to avoid hard questions.

At this point, I suspect someone is saying: “Aha! That’s just what economics is like.” All I can say to this person is: Come in and see for yourself. You may not like what you see, but you will find that economists are exceptionally reasonable people. When you disagree with the typical economist, you can expect measured argument, not hostility – even though economists address the kinds of questions that people really care about. You can have a civil conversation with most economists about practically anything; what other profession can you say that about?

O resto da entrevista está aqui.

Claudio

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Imagine…

Imagine uma empresa agrícola que consiga aumentar a quantidade de sua terra através de métodos políticos incluindo, se necessário, o confrontamento direto com os concorrentes. Imagine que esta empresa receba subsídios do governo ou alguma espécie de tratamento diferenciado por parte deste.

Agora, você pode não concordar com os subsídios e tal. Mas o resto é perfeitamente condizente com a lógica capitalista da economia de mercado (êta jargão grande!).

“Por que”, você pode perguntar, “estes caras fazem o discurso anti=capitalista”? Simples: é guerra de marketing para conquistar o mercado alheio. Se dá ou não processo no CADE, por concorrência desleal é outra história. Mas que a essência econômica é esta, eu não tenho muita dúvida.

Claudio

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Desenvolvimento econômico

Humm…

A secretária de Estado para Ibero-américa da Espanha, Trinidad Jiménez, visitou na segunda-feira (25/6) o presidente da Bolívia, Evo Morales. Na audiência, a ministra espanhola comentou que é imprescindível ao país andino a definição de um “marco jurídico estável” para que haja investimentos nacionais e estrangeiros.

Morales expressou sua preocupação na demora para a execução de investimentos das petroleiras Repsol YPF (de origem hispanoargentina) e Petrobras depois da nacionalização dos hidrocarbonetos em maio de 2006. Jiménez lembrou que o parlamento demorou a ratificar os acordos e que não existe uma segurança jurídica no país. A informação é da EFE.

Embora eu esperasse ouvir isto de alguma autoridade brasileira, vejo que nossa lentidão em tratar do assunto não se deve a alguma “cultura ibérica”. Mesmo porque, como se sabe, “cultura” é algo dinâmico, que muda com o tempo e que sofre influências as mais diversas.

A propósito, ou melhor, mudando de assunto, o xará nos fez um baita elogio aqui, embora eu ache que sou mais homo economicus do que ele pensa, he , he, he. Pensando melhor, hetero economicus.

Claudio

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Democratismo versus Gestão

Você acha que um empresário tem aquele tempo que um deputado tem para ficar ouvindo lobistas de tudo quanto é interesse? Não. E é por isto que a economia ainda funciona.

Quem sabe, em algum momento, criamos a “Frente pelo cidadão”, chamamos de “assembléia legislativa” e elegemos deputados que realmente tenham tempo para pensar nos cidadãos do seu estado?

Fica aí a sugestão.

Claudio

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Lição de economia brasileira: o poder moderador

Como se sabe, vivemos num país diferente do resto do mundo em tudo, exceto quando se trata de importar políticas baseadas em ideologias de fundo marxista.

Dito isto, as leis da física, química ou mesmo da economia não funcionam aqui, o que nos leva à necessidade de elaboração de leis brasileiras próprias para fenômenos científicos.

A primeira delas é a lei da “oferta, demanda e do Poder Moderador”. Como (não) funciona? Bem, como se sabe, a oferta e a demanda causam muita “volatilidade” (principalmente quando o preço cai, né, sugadores de recursos públicos?) e isto nos leva à necessidade de um Poder Moderador imperial e absoluto.

Para exemplificar, basta pensar no modelo econômico defendido (principal, mas não unicamente) pelo atual governo que mantém uma ou duas políticas parecidas com a do resto do univer..digo, mundo e algumas centenas de outras bem estranhas.

Eu pensaria, por exemplo, nisto.

Claudio
p.s. se você acha que isto tudo é uma estupidez, então leia algo sobre “rent-seeking”, uma teoria “alienígena”, “imperialista” e “não-nacional-desenvolvimentista” que “nos foi imposta pelo grande capital sem rosto, alma, braços…peraí, ele existe?”

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