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Piadinha que está rolando entre o pessoal da Antropometria

Eis o video.

Claudio

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Scilab

Eu ainda uso pouco e o conheci graças a um amigo meu entusiasta do DYNARE. Trata-se do Scilab, que é uma versão free do Matlab.

Agora eu descobri que há um toolbox para econometria muito bom aqui. Talvez o Laurini conheça melhor as limitações do programa.

De qualquer forma, há também o EasyReg, cujo mirror brasileiro é de responsabilidade deste que vos escreve.

Eu gosto de divulgar estas coisas porque sei que muitos estudantes de Economia perdidos em faculdades sem recursos gostariam de, ao menos uma vez na vida, estimar uma regressão ou computar certos modelos de expectativas racionais. Já não bastasse o preconceito bobo de alguns doutrinadores, há professores muito competentes que enfrentam uma escassez de recursos imensa que lhes impossibilita mostrar aos alunos as ferramentas disponíveis que podem usar para uma carreira bem-sucedida no futuro.

Meu recado a estes estudantes? Dêem o máximo de si e aproveitem muito estas dicas!

Como já disse antes, eis aqui mais um bem público privadamente ofertado.

Claudio

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Teste seu viés

Quem disse:

Em países sérios, os estudantes não ousariam ocupar desta maneira a sede de instituições públicas, e este tipo de comportamento jamais seria tolerado pelas autoridades. A USP tem mais de 40 mil estudantes, 5 mil professores, e nenhuma das assembléias convocadas para votar contra ou a favor da ocupação e das greves tiveram a presença de mais de algumas centenas de pessoas, se tanto, e, na prática, a maior parte da Universidade continuou funcionando normalmente. É óbvio que estes pequenos grupos de extrema esquerda não representam o pensamento nem as preferências da grande maioria de professores, alunos e funcionários da universidade.

a) Reinaldo Azevedo
b) Olavo de Carvalho
c) Paulo Renato de Souza
d) Simon Schwartzman
e) Rodrigo Constantino
f) Dennis Rosenfield
g) Nenhum destes acima, você inventou isto

Procure responder antes de ver o gabarito.

Claudio

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Primeira reação

Bender (não, você não está em Futurama) topou analisar a pergunta (desconfio fortemente que é jornalista) que fiz sobre a matéria que falava dos economistas. Na verdade, eu não fiz uma pergunta explícita (exceto no título) e sim várias. Bender, então, deu seu pitaco sobre o “para que servem os jornalistas?”

Ah sim, eu ganhei um elogio neste textinho do Bender. Fico lisonjeado porque sei das minhas limitações (embora a cerveja as tenha ampliado um bocado, se é que você me entende).

E os nossos economistas? Algum palpite?

Valeu, Bender. Disparou uma das balas no debate. Agora é tiro livre! 🙂

Claudio
p.s. falando em jornalismo, o Cardoso tem um interessante relato sobre como (não?) funciona este mercado.

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Para que servem os jornalistas?

Esta é a pergunta que me veio à mente, quando li o título “Para que servem os economistas?” de artigo escrito pelo jornalista Octávio Costa, aqui.

A matéria é interessante, mas eu me pergunto sobre esta (sobre)relevância dada aos economistas – que parece ser muito comum entre alguns jornalistas. Então Mário Henrique Simonsen era um sujeito inteligente, esperto e, certamente, eu diria, o maior economista da nossa época. Há lá menções a gente que não produziu tanto quanto ele, no artigo, mas o foco do jornalista foi “Simonsen = economista”.

Há também uma forma de se contar história que eu vejo com reservado entusiasmo. Fala-se de uma folclórica disputa entre “escolas” para combater a inflação – com a vitória da PUC-RJ, por assim dizer. Eu gosto desta visão simplificada, mas eu não diria que Simonsen não foi parte desta história porque estava na EPGE. Há um recente artigo de Gustavo Franco que conta um pouco melhor a trajetória dos economistas no Brasil e que eu acho mais esclarecedor.

Por outro lado, há frases estranhas na matéria. Por exemplo, este parágrafo:

Atualmente, os cursos de economia estão esvaziados. Os jovens investem em alternativas condizentes com a realidade do País. Hoje, o Brasil valoriza mais os homens de negócio do que os formuladores de teoria econômica – e isso é saudável. Não por acaso, no vestibular deste fim de semana na UnB, há 1.305 candidatos ao curso de administração e somente 383 às ciências econômicas. No início do ano, na USP, o fosso também foi enorme: 5.644 candidatos à administração e 2.257 ao curso de economia. Sem crise à vista, o mercado busca gente qualificada para identificar oportunidades de lucro. Os tempos mudaram e as portas se fecharam para os economistas. “Ninguém mais quer ser um Simonsen”, já disse um diretor das faculdades IBMEC.

Primeiro, por que é saudável que o mercado prefira mais médicos a jornalistas? Opa, eu me enganei. Fala-se de “homens de negócio” e “formuladores de teoria econômica”. Não sei como é medida a “saúde”, neste caso. Mas o mais estranho é a “prova” do argumento, em negrito, no próprio artigo: se o vestibular da USP deste ano mostra que, comparado com Administração, tem menos candidatos em Economia, logo, isto é uma prova da dita “saúde”.

Será mesmo? Será que a expansão das faculdades com a abertura de novos cursos não tem nada a ver com o vestibular da USP? Como vai a evolução dos cursos de Economia do IBMEC-SP? Será que há influência disto no vestibular da USP? Eu concordo que existem menos candidatos por vaga em Economia do que em Administração (como será que estão a Filosofia, o Jornalismo e a Biologia?), mas eu não concordo que isto sinalize a tal “saúde” que o jornalista vê, mesmo porque ele parece achar que em Ciências Econômicas só existem “formuladores de teoria econômica”. Nisto ele ficou a dever um argumento melhor. Daí a minha brincadeira com o título provocativo de sua matéria.

Aliás, quanto a isto, ele está errado e, em um artigo no qual sou co-autor com o Ari e o João Ricardo Faria, ora no prelo, um sub-produto da discussão que fazemos sobre os economistas brasileiros é o de que estes não produzem teoria econômica, com raríssimas exceções (obviamente, ninguém produz teoria econômica da noite para o dia, isto leva tempo…). Será que o jornalista crê que a teoria econômica é produzida no Brasil? Ou que não se deva estudar teorias em cursos científicos? Ele não entra no mérito da questão, mas seria interessante pensar sobre isto.

Finalmente, há a frase sobre Simonsen: “Ninguém mais quer ser um Simonsen”. Mas quem disse que as pessoas entram na faculdade para serem “mais um Simonsen”? Simonsens, por assim dizer, surgem do nada. Eles não são criados. O que se cria, sim, é a excelência, algo que nem todos buscam ao fazer vestibular o que, sim, é um péssimo sinal.

Convido os blogueiros a discutir o tema.

Claudio
p.s. o nosso artigo, em breve, estará disponível em formato de “working paper” aqui. Procure por: “The International Research of Academic Economists in Brazil: 1999-2006”. Mas você pode ver uma versão anterior, do João Ricardo Faria, de 2000: “The research output of academic economists in Brazil, Economia Aplicada 4, 95-113”.

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Mercados para todos

Danny Choo has reported on a new business that is hitting the popular maid scene: instead of being served food or given a massage by girls in maid costumes, you can now pay money to sleep beside one…

There are two types of courses. One is where the maid comes to your home to watch TV together and *sleep beside* you. This is not a pay for sex service and all you get to do is to chat and have her sleep beside you. The rules clearly indicate no touching.

An overnight stay is priced at 40,000 yen, or about 320 US dollars. If you want to know what these maid girls look like, you will be disappointed.

Gosto não se discute.

Claudio

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É o Brasil!

Em negrito, por minha conta.

Dear Colleagues,

It gives me great pleasure to announce the History of Economics
Society awards for 2007.

Best Article Award: This year, the HES best article committee,
comprised of Alain Marciano (chair), Sheryl Kasper, Stephen Meardon,
Leonidas Montes, and Pedro Teixeira, has chosen the paper by Mauro
Boianovsky
, “The Making of Chapters 13 and 14 of Patinkin’s Money,
Interest, and Prices”, published in HOPE, as the best paper for
2006. The committee praised the significance of the subject matter
as well as the care with which Mauro conducted his research. It is
noteworthy that this is the second time Mauro has won the best
article award. He earned the award previously for his article,
“Wicksell on Deflation in the Early 1920s,” HOPE 1999.

The Joseph Dorfman Best Dissertation award: The committee, Fatima
Brandao, Evellyn Forget and Carl Wennerlind, has unanimously agreed
to award the Dorman award for the best dissertation to Tiago Mata
for his dissertation, Dissent in Economics: Making Radical
Political Economics and Post Keynesian Economics, 1960-1080,
completed in 2006 at the London School of Economics under the
supervision of Mary Morgan. The committee wrote: We commend Mata
for contributing to the field of history of economic thought with
careful analyses of the emergence and trajectory of two important,
yet understudied, subfields in economics… . In his work we learn
how these subfields cohered around intellectual and political
dissent against the prevailing economic orthodoxy and how their
criticisms and polemics earned them increasing respect and popularity.”

The Joseph J. Spengler Best Book award: The committee of Cristina
Marcuzzo (chair), Maria Pagenelli, and Joseph Persky chose Jealousy
of Trade, by Istvan Hont, as this year’s Spengler book
recipient. They wrote: “We found Hont’s book to be monumental in
the detail and breadth of its scholarship. His understanding of
both the primary texts he utilizes and the broader
political-economic-historical contexts of that work is indeed
masterful. … This is both an outstanding work in the history of
economic and political ideas and a work that is relevant to ongoing
discussions today about globalization and the nation-state.”

Distinguished Fellow Awards: This year, the committee (Wade Hands,
chair, Mary Morgan, and Roy Weintraub), chose two scholars whose
scholarly achievements reflect common themes for the Distinguished
Fellow award: Anthony Waterman and Donald Winch.

Anthony Waterman studied as an undergraduate at Selwyn College under
his tutor, Joan Robinson. He emigrated to Canada, and studied
theology at St. John’s COllege in Winnipeg, being ordained in
1963. His doctoral work was conducted at ANU. In 1991, he
published “Revolutions, Eocnmics and Relition,” makring the
culmiantion of a decade of study. In this work, he makes the case
that scarcity was the central point of contention between the
romantic political economists and the utilitarian political
economists of the 19th century. In 2005, he published “Political
Economy and Christian Theology since the Enlightenment,” where he
examines the history of the estrangement of theology and political economy.

Donald Winch, Emeritus Professor of Intellecutal History, School of
Humanities, Suffolk University, obtained his economics degree at the
LSE and then studied under Viner at Princeton. He has published
books on economic thought during the ‘classical’ period that
emphasize the connections between theory, policy and public
debate. In 1987, he published his book on Malthus, and, in 1996,
“Riches and Poverty: An Intellectual History of Political Economy
in Britain, 1750-1834.” In his review of this book, Waterman writes
that it is “magisterial.” This is precisely correct. Like
Waterman, Winch places Malthus (as opposed to Ricardo) at the center
of the debate between the romantics (Carlyle, Ruskin and the like)
and the utilitarian economists and churchmen.

Please join me in congratulating our colleagues for these well
deserved awards.

Sandra Peart

Claudio

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