Uncategorized

Sobre tudo, nada e algo mais

Alguém se lembra do grupo de discussão “A hora do café” (no yahoogroups)? Ele surgiu por volta de 1997, 1998, como uma tentativa de replicar a Econlaw e a Armchair, ambas da George Mason University (a segunda, de Bryan Caplan).

O grupo ainda existe. Ele foi algo como o primeiro (senão um dos primeiros) grupos no estilo Freakonomics do Brasil.

Sim, eu o criei. E tenho orgulho disto, sabe?

Claudio

Continue lendo “Sobre tudo, nada e algo mais”

Anúncios
Uncategorized

O que não está ungido, ungido está

O governo aumenta de uma canetada só. A propósito, Mangabeira Unger ficou com 13% do total de cargos. Curiosamente, o próprio disse, certa vez (06.02.2007):

Ao estudar, à luz de nossas realidades, as mudanças em matéria de gestão pública que ocorrem mundo afora, é fácil constatar a importância de três conjuntos de práticas.

(…)

O tema do terceiro conjunto é o corpo de funcionários. Diminuir o número de cargos comissionados e formar carreiras de Estado, a partir de setores estratégicos dentro da administração pública, com menos funcionários, porém melhor qualificados e remunerados. Tais quadros públicos de elite dentro do Estado serviram tradicionalmente entre nós como celeiro dos melhores gestores da iniciativa privada. E permitiram que uma classe média, fiada no mérito e no esforço, ascendesse em sociedade ainda dominada por herdeiros e apadrinhados. Não se renova essa tradição de noite para o dia. Mas o esforço tem de começar já.

O que será que Dani Rodrik diria sobre isto?

Claudio
p.s. o percentual pode estar errado (veja o link da notícia), mas se o número for outro, a coisa fica mais irônica: aumenta.

Continue lendo “O que não está ungido, ungido está”

Uncategorized

Incentivos importam

Lt. Gen. Martin Dempsey, former commander of the Multinational Security Transition Command-Iraq, forwarded claims made by the Bush administration and Congress that if Iraq passes an oil law, the fighting factions there will come together because revenue from oil sales will be distributed to all.

The oil law (also known as the hydrocarbons law), however, does no such thing. A separate revenue-sharing law would decide how the oil revenue is spread around the country. It is currently being negotiated, though far behind the hydrocarbons law in the Iraqi legislative process.

Dempsey, who just returned from his in-Iraq duties, told reporters at a Pentagon briefing Wednesday, “There’s an interim step toward reconciliation that might better be described as accommodation,” finding “ways to become dependent on each other.”

The hydrocarbons law is one way, he said, “where you equitably distribute the resources of the nation, thereby encouraging these three groups to depend on each other for some common commodity.”

Only a small portion of the law mentions revenue, and explicitly states that, according to the Iraqi Constitution, a separate “federal revenue law” is required to dictate how the revenue is spent.

O “design” desta lei deveria ser acompanhado mais de perto pelos economistas. Aparentemente, o incentivo é interessante. Leia mais aqui.

Claudio

Continue lendo “Incentivos importam”

Uncategorized

Relaxe e goze, bobão

O aumento concedido pelo governo a ocupantes de cargos comissionados deve aliviar as contas do PT, que está amarrado em uma dívida de cerca de R$ 45 milhões. Apesar de ainda não saber estimar a receita adicional que entrará nos cofres, o tesoureiro da legenda, Paulo Ferreira, afirmou que o aumento certamente ajudará a amenizar o aperto. “Ainda não há como quantificar, mas na atual situação qualquer recurso ajuda a melhorar a nossa saúde financeira”, afirmou.

Não se pode negar: existe uma forte redistribuição de renda neste país.

Claudio

Continue lendo “Relaxe e goze, bobão”

microeconomia

Incentivos e o risco moral

Empresa japonesa oferece juros baixos para ´inteligentes´

Clientes considerados inteligentes recebem vantagens em financiamentos

TÓQUIO – Uma empresa de serviços financeiros no Japão está oferecendo financiamento para casa própria com juros mais baixos para clientes considerados inteligentes, que têm bons empregos, falam bem inglês ou dominam o uso de computadores.

As reduções oferecidas pela GE Consumer Finance, o braço financeiro da General Electric Co., podem chegar a até um ponto percentual por ano, dependendo do tipo de trabalho e das habilidades do comprador e de integrantes de sua família.

De acordo com a agência de notícias Kyodo News, entre os vinte tipos de profissionais que serão privilegiados estão advogados, contadores, médicos, intérpretes e economistas.

Leia tudo e divirta-se.

Alguns gerentes entendem bem o significado de “incentivos” no processo de produção da firma. Algo nem sempre apreciado pelos “gurus” das pseudo-ciências e pseudo-filosofias (“filosofia de botequim”) e pelos ideólogos bolivarianos para os quais tudo que não é exaltação do líder é “malvada gestão por resultados neoliberal e excludente”.

Enquanto uns resmungam, outros ganham mercado. Simples assim.

Claudio

Continue lendo “Incentivos e o risco moral”

Uncategorized

Recursos são escassos

FÓRUM: Ensinar a consumir drogas reduzindo risco é certo?

A questão tem nuances. Primeiro, recursos são escassos: devemos investir mais no combate ao consumo ou devemos investir mais em um consumo, digamos, menos arriscado?

Segundo: preferências. Quem define que as duas políticas são complementares? Quem define que são substitutas? O eleitor mediano, este que reelegeu LLUULLAA disse exatamente o que com seu voto? Ou ele não liga?

Então, antes de cair na armadilha destes fóruns virtuais onde a ciência é geralmente tripudiada em prol da verborragia (com as exceções honrosas que, mesmo que você não as conheça, estatisticamente, elas existem), pense nestes tópicos. Claro, a pergunta é: quem decide sobre o custo de oportunidade de se investir mais nisto do que naquilo? Quanto é investido?

Claudio

Continue lendo “Recursos são escassos”

Uncategorized

Freakonomics

O livro do Levitt ajudou a popularizar a economia principalmente na demonstração de que episódios do cotidiano poderiam ser interpretados usando a análise econômica.

Uma leitura equivocada do livro pode levar alguém a crer que todo e qualquer fato possui necessariamente uma causa/explicação econômica. Vivi esse fato recentemente quando um aluno entregou um trabalho no mínimo exótico para a disciplina. Perguntado ele respondeu: “É Freakonomics, professor!”

André

Continue lendo “Freakonomics”