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Desconstruindo mitos

Quando eu era aluno da faculdade, meus profess…digo, doutrinadores, adoravam criticar “tudo isto que está aí” (também conhecido como “status quo” na linguagem, digamos, conservadora) e apontavam sempre para um tal pensamento crítico.

Já começaram torto, como se vê: “pensamento crítico”, no singular. Mas tudo bem, eles queriam tanto que eu lesse (ok, isto é legítimo) e amasse (opa, nada de assédio, meu caro) este tal pensamento crítico que eu adotei realmente uma grande auto-crítica (coisa que eles não esperavam que duraria até depois da crítica do pensamento crítico).

E aí eu leio o Reinaldo Azevedo praticamente adotar o prêmio ig-nóbil em diversos “posts” sobre a USP. Aposto que muita gente que me mandava aquelas correntes “engraçadinhas” sobre este prêmio está com raiva porque Reinaldo fez como o nosso presidente: apontou uma meia dúzia de candidatos ao Prêmio. Ele não o fez explicitamente, mas não é preciso ter mais de dezoito anos para entender que uma coisa leva à outra.

É, de certa forma, interessante, ver que as críticas de Alan Sokal continuam sendo substituídas pelo linguajar fácil da doutrinação acadêmica. Isto, meu caro leitor, o ENADE não mede.

Claudio

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