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Robert Cooter

Esqueça a greve dos menininhos da USP e as estrepolias do humorista venezuelano. Lá na UFRGS, o pessoal do IDERS (procure pelo link nos textos desta semana…) levou o Robert Cooter para umas aulas.

Eu conheci o livro-texto padrão de Economia do Direito (claro, do Cooter) através do meu orientador do mestrado (e do doutorado). Vale a pena? Claro. Se eu morasse em Porto Alegre, estaria marcando presença no evento.

Claudio

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“Quota (racial) não funciona”, diz…

…um dos gêmeos univitelinos, barrado na UnB. O que ele diz, além disso?

“Acho que precisa levar em conta é a renda da pessoa. Tinha de ser mais para quem precisa”, diz Alan. “O que aconteceu só mostra que não funciona.

Ao contrário de, por exemplo, Hitler, os gêmeos pensam que é difícil diferenciar raças. E preferem um critério mais objetivo: renda. Medir a renda está tão sujeito a erros como medir a temperatura. Mas, certamente, meu termômetro e minha declaração de imposto de renda são mais objetivas que minha raça.

Mas, claro, há sempre quem ache que um outro mundo é possível. De fato, é. Eu não falava das manifestações populares na Venezuela e sobre as balas (que não eram de borracha) que passaram por algumas pessoas por lá?

Claudio

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Pregão eletrônico é um incentivo bom para minimizar a corrupção?

A mudança na Lei de Licitações pode atender a dois objetivos: combater a corrupção e aumentar a eficiência no uso de recursos públicos. Por sua importância, o projeto foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento. Na versão aprovada pela Câmara, ficaram sujeitas a licitações por meio de pregão eletrônico as contratações de obras orçadas em até R$ 340 mil e as compras de bens e serviços até R$ 85 milhões. O relator no Senado, o peemedebista Jarbas Vasconcelos, propõe elevar o limite das primeiras para R$ 3,4 milhões e reduzir o das segundas para R$ 34 milhões. As duas alterações, se aprovadas, ampliarão o uso de pregões eletrônicos, considerados menos vulneráveis a conluios entre os participantes. A questão é complexa, envolve interesses poderosos e os parlamentares enfrentam pressões fortíssimas. Cuidar das brechas no sistema de licitações é tão importante quanto fechar ralos do orçamento, mas não se pode ter ilusões: é preciso encarar essas mudanças como meros passos de uma reforma política muito mais ambiciosa.

Ah, muito bem. Muito bem. Esta sugestão já estava neste bom livro.

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A armadilha das idéias – Thomas Kang

Thomas, do Oikomania, topou a conversa sobre a armadilha das idéias (“the idea trap”) do Caplan. Na verdade, este é um dos artigos que, aos poucos, geraram o livro novo do autor.

Basicamente, Thomas se incomoda com o, digamos, anacronismo dos exemplos, embora Chávez, Morales, Castro, Kim Jong Il e, cada vez mais (?) Lluullaa não me permitam usar o termo com tanta tranquilidade.

Da minha parte, acho que há um ponto interessante e polêmico no artigo que é justamente o fato de algumas pessoas apresentarem o viés das más idéias. Isto, creio, gera toda uma nova agenda de pesquisas em história do pensamento econômico brasileiro. Pode-se ver como algumas más idéias perduraram por tanto tempo. Por que, por exemplo, tanta louvação por certos economistas que, mesmo em um mundo acadêmico cada vez mais consciente da importância do capital humano, enquanto outros caíram no ostracismo?

O mais interessante, para mim, é pensar não nas políticas econômicas, mas em suas origens acadêmicas. Existiria uma “boa” e uma “má” academia, em termos de idéias? Eu não desconfio. A resposta é: sim, existe. O problema é simplesmente o de vencer as barreiras que grupos de interesse encastelados em muitas faculdades contra os que realmente desejam ensinar economia.

Não se engane: a arrogância e a falta de retórica atuam em todas as vertentes do debate. Eis um estudo que ainda farei, nas horas de folga…

Thomas, valeu pelo retorno!

Claudio

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Eleitores irracionais

Byran Caplan, há anos, desenvolveu a interessante teoria da racionalidade irracional – solenemente ignorada por, quem diria, nossos pterodoxos. Após vários artigos, finalmente saiu o livro (está a caminho, creio, de meu endereço residencial). E o debate, na blogosfera, está animado.

Sabe o que seria uma boa idéia? Um debate com o Drumond, o Monasterio, o Davi, o Jocka, o Philipe e o Guilherme, o Pedro, o Thomas, o Angelo e outros bons economistas que têm blogs.

Eu faria a proposta começando de um bom resumo do Caplan, na Econlib: The Idea Trap.

Claudio

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