Uncategorized

Democracia gera capitalismo, o contrário, ou…?

In a recent Wall Street Journal article, a commentator noted that the Iranians, looking at China’s example, “think it shows you don’t need democracy to grow.” It seems clear that Iran, eager to grow without relaxing political control, could learn much from China’s curious blend of Adam Smith’s “invisible hand” and overt state control. But can China’s trajectory hold lessons for developing democracies as well?

In a recent working paper, my co-author Kartikeya Singh and I looked at foreign direct investment (FDI) flows to a sample of 29 developing economies over a period of 20 years (1980-2000). Many of these economies have chosen to adopt the democratic roadmap, not only because they believe that it is the right thing to do, but also in many cases because they believe that it is the right template for economic growth.

Já orientei duas monografias sobre temas correlatos. Ambas muito boas. Uma, da Letícia, toca no dilema citado no título. A outra, da Juliana, tentava encontrar uma relação entre retornos e liberdade econômica.

Não é preciso muito para adivinhar o que estou pensando, né?

Vai ler, Claudio. Vai ler!

Claudio

Continue lendo “Democracia gera capitalismo, o contrário, ou…?”

Uncategorized

Asdrúbal e Raul: quem pratica mais nepotismo?

Há um discurso meio “wishful thinking” que diz o seguinte: “nós, os socialistas bonzinhos, não fazemos coisas feias, como empregar parentes em cargos públicos. Isto é coisa do capital neoliberal”.

Pois é. Mas Raul Castro está aí, há anos, de forma que nem um Frei Betto pode negar a realidade. Nem como muito whiskey. Agora, na vizinha Venezuela, o Asdrúbal, o famoso personagem das piadas (parente do Joãozinho e do Fulano) assume um cargo público. E pelas mãos do primo dele.

Obviamente que é estranho tanto silêncio por parte de certa “intelectualidade”.

Quem diria, heim, Carlos Prestes? Heim, Lamarca? Heim, Che? Che, que vergonha…chele chnomeou cho chrimo chele…

Claudio

Continue lendo “Asdrúbal e Raul: quem pratica mais nepotismo?”

Uncategorized

E me falam da perigosa direita…onde?

Intimidação nazista na Física continua
Vocês devem ter visto uma aluna da Física que deu entrevista à Globo dizendo que queria estudar, que queria trabalhar, que queria se formar para cuidar da própria vida, certo? Segue o relato do meu correspondente no Instituto de Física:

Sou aluno de pós-graduação no IFUSP, e gostaria de relatar outra grave ocorrência.

Seguindo o que aconteceu no IFUSP, após a agressão ao professor Abdalla, vários meios de comunicação estiveram no instituto entrevistando alunos e funcionários. Uma aluna do instituto foi entrevistada pela rede Globo e revelou ser contra a greve dos estudantes. Além disso, ela afirmou que a maioria dos estudantes do instituto é contra a greve. Esse fato é conhecido, bastando olhar o número de participantes da assembléia que deliberou pela greve (68 estudantes entre 120 presentes, de um universo total de 1700 alunos. Ou seja, menos de 4% dos alunos ativos).

No dia seguinte, quarta feira, 23 de maio, foi encontrado um recado no banheiro feminino dizendo que a era para a “nazistinha filhinha de papai que é contra a greve tomar cuidado por onde anda”. Esse é um fato gravíssimo, já que indica uma ameaça direta. Além disso, mostra como alguns alunos “grevistas” do instituto estão pensando em “respeitar” aqueles que “não são da massa iluminada” que apóia a greve.

Claudio

Continue lendo “E me falam da perigosa direita…onde?”

Uncategorized

Dia da Liberdade do Imposto

IMG002.JPG

Pela primeira vez, em Belo Horizonte, o Dia da Liberdade do Imposto. Eu e o Ari (com a ajuda do Davi Zell) fomos os primeiros a calcular isto, sempre lembrando o crédito original à Tax Foundation, que criou o conceito. Depois, o IBPT começou a divulgar o mesmo indicador e o IL-RS fez uma campanha sobre o tema qeu se repete a cada ano.

Nunca havia visto nada similar em Belo Horizonte. Aparentemente, há esperança.

Se quiser, veja nosso pioneirismo aqui (procure pelo “working paper” n.5).

Claudio

Continue lendo “Dia da Liberdade do Imposto”

Uncategorized

Como o kiwi chegou à sua mesa?

Once upon a time, in a country way, way down under, the government dismantled its system of agricultural subsidies and supports. Initially, cries of outrage and disbelief were heard from farmers all across the land.

For more than 20 years, farm assistance had steadily increased, peaking at 33 percent of total farm output (about double the level of assistance in the U.S. today). Then, with one swift and decisive decree, all subsidies were eliminated.

Leia toda a história.

Claudio

Continue lendo “Como o kiwi chegou à sua mesa?”

Uncategorized

Botox e sua próstata

Botox alivia problemas na próstata, diz estudo

Ainda bem, digo eu, que pesquisas científicas são, em muitos lugares, feitas sem interferência política. Imagine um daqueles manifestantes fanáticos que acha problema em tudo que é produto que incorpora tecnologia no comando de um órgão de pesquisas? Jamais ouviríamos falar disto. Ia ser só aquele papo “natureba”.

Boa notícia, portanto, para os que sofrem de problemas lá embaixo.

Claudio

Continue lendo “Botox e sua próstata”

Uncategorized

Só 29% da população eram contra e conseguiu barrar a mudança por três anos

É o que concluo desta reportagem.

A abertura do comércio nos domingos é aprovada por 71% da população e 50% dos comerciários, segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) na última terça-feira.

Haja eleitor mediano para explicar isto. Já grupos de interesse…tínhamos, segundo o IBGE, em 2005, 18,4% de trabalhadores sindicalizados. Somando a isto alguns indecisos eu, maldosamente, aposto que os sindicatos conseguiram atrasar por três anos o aumento de bem-estar dos 71% restantes da população.

Claro, para aumentar minha maldade, proponho que alguém calcule a perda de bem-estar – em percentual do PIB – desta demora.

Claudio

Continue lendo “Só 29% da população eram contra e conseguiu barrar a mudança por três anos”

Uncategorized

Contra o que mesmo os estudantes lutaram nos anos de chumbo? Ah, contra o direito de bater nos outros

No Instituto de Física, bombas, corredor polonês, agressão e baderna. Eis a democracia deles

By Reinaldo Azevedo

Atenção,
Os alunos do Instituto de Física que querem aula estão sendo agredidos, conforme relata uma outra correspondente minha na faculdade. Fazer o quê? A Polícia não pode atuar? A Reitoria não chamará a PM ao menos para garantir o direito de quem quer assistir às aulas?

Reinaldo,
Sou aluna de física na USP, e, hoje, eu e mais cerca de 10 alunos tivemos que nos TRANCAR em uma sala para assistir à aula do professor Abdalla. Foi quase impossível: os arruaceiros (pessoas que eu nunca tinha visto no instituto antes) chegaram a quase partir a porta ao meio, esmurrando-a como animais, gritando hinos de humilhação ao nosso professor. Jogaram bombas na janela e, na saída da aula, fomos todos atingidos por um “corredor polonês” , no qual uma das minhas colegas foi machucada, e ainda quebraram a câmera de outro colega que filmava o absurdo. Que dia triste.

Claudio
p.s. quem é mesmo o “selvagem” professor Abdalla? É este cara. Há jornais e jornais…

Continue lendo “Contra o que mesmo os estudantes lutaram nos anos de chumbo? Ah, contra o direito de bater nos outros”

Uncategorized

André

O nosso co-blogueiro André anda meio tonto estes dias por conta de sua nova filha (digo, de sua primeira e nem por isso velha, filha). Já está até a tabular o número de fraldas usadas por dia para estimar um modelo ARIMA (Antônia Ri Muito Ainda). Deixa chegar a hora do ACIMA (Antônia Chora Intensamente Agora) que eu quero ver. 🙂

Claudio

Continue lendo “André”

Uncategorized

Contos para que te quero

Pafúncio, o legislador

Pafúncio sempre foi um sujeito folgado. Quem o conhece sabe: Pafúncio é sinônimo de “encosto”. Mas “encosto” mesmo: ele encosta em você e não larga mais. Um colega de trabalho pediu para mudar de escritório porque não aguentava mais a perseguição de Pafúncio. Seu Nicolau, o chefe, aparecia na sala e Pafúncio desligava o rádio de pilha e dizia: “- Seu Nicolau, eu e o Fulano aqui estamos trabalhando um bocado no problema que o senhor nos deu”! E o pobre do colega – reduzido a fulano que é quase um sinônimo de “genérico”, embora não seja fabricado pelos Laboratórios Medley – praguejava sozinho. Afinal, que raios de ajuda o Pafúncio havia lhe dado? Nem uma. Ou melhor, nenhuma.

Por isto é que Pafúncio passava de sala em sala do prédio. Conheceu praticamente todos da empresa, exceto o presidente. Um dia, para sua tristeza, Pafúncio foi desmascarado. Descobriu-se que seus anos na empresa não passavam do uso privado da máquina copiadora, do grampeador da mesa do gerente, de piadas no intervalo do café e, claro, de muito lero-lero sobre supostos trabalhos com os colegas, sem falar em seu “glorioso passado” do qual nunca se viu sequer uma fotografia amarelada.

No olho da rua, Pafúncio não sabia o que fazer. Mas não demorou muito a descobrir como alocar seu melhor talento: o papo furado. Tinha ele a clara noção de que estava no Brasil, país da avacalhação decacampeã do mundo. Não deu outra: em dois dias Pafúncio encontrava-se em campanha para vereador. Comprou um caixote de madeira, destes que transportam frutas no mercado, levou-o para a praça da cidade, virou-o de cabeça para baixo, subiu, apertou o nó da gravata, e começou o discurso. “Meus amigos, o importante não é estudar! O importante é o social! As faculdades formam escravos dos capitalistas! O importante é a experiência de vida! E isto, companheiros, eu garanto, tenho um bocado! Abaixo o capital! Abaixo a rainha da Inglaterra! Abaixo o juiz ladrão”!

Com o passar dos dias, Pafúncio viu sua audiência aumentar. Sabe como é brasileiro: não pode ver um qualquer em pé sobre um caixote na praça que vai lá ver o que é. Pafúncio virou personagem de folclore nos dias que se passaram. O herói nacional anônimo que os “poderosos” não reconheciam, o inventor do computador, do avião, pai dos pobres e, claro, da “solidariedade social”.

Um dia Pafúncio desceu do caixote para atender um possível eleitor que lhe chamava com insistência para o canto da praça. Quando voltou, não encontrou mais o caixote. Enfurecido, começou um outro discurso sobre as mazelas do capitalismo, a era de Aquário, o individualismo e o roubo. Minutos depois alguma boa alma trouxe-lhe outro caixote.

Dias depois, Pafúncio estava feliz. Fôra eleito. Ali, no limite dos votos necessários, mas era agora mais um dos “augustos” representantes do povo. Sua natureza falou mais alto e Pafúncio pensou que deveria, agora, aproveitar para descansar por quatro anos. Mas algo o incomodava. O que ele fazia na Câmara dos Vereadores? Qual era sua missão naquele confortável escritório? Em quem encostar? De repente, a inspiração: lembrou-se do caixote roubado. Pensou na raiva que passou e resolveu se vingar. Enviou para a apreciação de seus pares um projeto de lei recheado de belas palavras: “prezados companheiros, ….é um absurdo…o social…o roubo é uma chaga…o país está em crise…instituições falidas….”. E, ao final, o projeto arrematava: “…por isso proponho a criação de um seguro permanente sobre o uso da praça central da cidade para fins de proteção contra roubos, inclusive de caixotes, a ser pago pelos comerciantes locais”.

Claro que já existia uma polícia militar na cidade, mas longe de Pafúncio cobrar do sargento Barriga um bom desempenho. Afinal, “gestão por resultados” era algo que incomodava a todos os colegas do setor público. Além disso, o sargento Barriga já era frequentador dos churrascos da casa de Pafúncio. Por que se indispor contra a autoridade militar tão amiga e bem disposta a protegê-lo? Claro que Pafúncio não percebeu que o novo “seguro contra roubos” geraria impactos nos custos dos comerciantes locais com possível geração de novos desempregados que, aliás, são sempre bons candidatos ao roubo.

Entre o sargento Barriga e o anônimo eleitorado, Pafúncio não teve dúvidas: encostou no eleitor.

Claudio

Continue lendo “Contos para que te quero”