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Da mesma página citada no “post” abaixo

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O que me lembra…

IN THE MOUNTAINS: A REPLY TO THE VULGAR

They ask me where’s the sense
on jasper mountains?
I laugh and don’t reply,
in heart’s own quiet;

Peach petals float their streams
away in secret
To other skies and earths
than those of mortals.

Do poeta Li Po, em edição traduzida da Penguin (Penguin Classics, “Li Po and Tu Fu, London, 1973)

Claudio
p.s. não me peça para transliterar o chinês. Lamentavelmente, minha leitura chinesa de ideogramas se limita a uns quatro ou cinco e a edição da Penguin não é bilíngüe.

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Homenagem ao VanDyck

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No início, pouca gente entendeu que o VanDyck estava aqui para isto. Claro que o melhor seria se ele maximizasse meu salário, mas isto não seria consistente com a realidade (que, aliás, a Teoria Econômica resume muito bem).

Uma pista do que, penso, tenha sempre passado pela mente de VanDyck pode bem estar neste trecho em que o falecido e genial George J. Stigler fala do mercado educacional:

A indústria competitiva não é campo para indivíduos indolentes, confusos ou ineficientes: ela verá seus clientes sumirem, os melhores empregados pedirem as contas, seus patrimônios se dissiparem. Mas é um lugar esplêndido para indivíduos de calibre: ela recompensa o trabalho árduo e o gênio, e o faz em escala ampla, generosa. O sucesso de uma empresa competitiva não é absolutamente incerto se seus empregados são capazes e diligentes e sua liderança sensata e corajosa. Nenhuma garantia de sucesso dessa ordem existe para o monopolista: ele é inapelavelmente dominado por forças sobre as quais seu controle é negligível. Este paradoxo – de que o poder priva o indivíduo da certeza do sucesso – é em parte verbal, com aliás todos os bons paradoxos, mas contém uma verdade importante. [G.J. Stigler, O intelectual e o mercado, Jorge Zahar Editor, 1987, p.49]

Algo me diz que VanDyck leu Stigler. 🙂

Claudio

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Fusões e aquisições

A agência de notícias e informação financeira Reuters aceitou uma oferta de compra do grupo canadense de comunicação Thomson Corporation, que avalia a companhia em £ 8,7 bilhões (€ 12,7 bilhões ou US$ 17,2 bilhões).

A transação recebeu o sinal verde do órgão interno que preserva a independência editorial e que podia teoricamente vetar uma compra. Mas ainda necessita da aprovação de entidades reguladoras, informam as companhias em comunicado.

A nova empresa formada com a fusão se chamará Thomson-Reuters. O novo grupo será o maior do mundo no setor de informação financeira, com 34% do mercado, acima dos 33% da Bloomberg, atual líder mundial, segundo dados da Inside Market Data, revelados pela própria Bloomberg.

Claudio

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Igreja Universal do Reino de Deus em Harvard?

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) tem 40 anos e é um dos poucos centros de excelência que ainda restam no governo federal. Durante todo este tempo, não esteve sujeito a influências políticas ou ideológicas. Nem nos 20 anos de ditadura militar.

As informações, se efetivadas, de que o novo secretário de Ações de Longo Prazo, professor Roberto Mangabeira Unger, vai politizar o Ipea, não poderiam ser piores.

As promessas oficiais de que não haverá interferência política no Ipea não tranqüilizam, diante da biografia do novo titular da Secretaria, um radical que já se engajou em várias siglas partidárias. De guru de Leonel Brizola, do PDT, a atual presidente de honra do PRB, da Igreja Universal do bispo Edir Macedo e novo ministro do presidente petista.

Claudio

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Sem feriadão nos Emirados

The UAE Government announced in a circular today that Sunday April 1st 2007 is a working day for the Federal Ministries, according to a WAM report.

“As Saturday will be a public holiday to mark the Prophet’s birthday, Sunday will be a normal working day and there will be no compensation or extension of the holiday,” said the statement.

Saturday March 31 is designated a holiday to mark the birthday of Prophet Mohammad (PBUH), celebrated on the 12th day of ‘Rabi-al-Awwal’, or first spring.

The Ministry said the circular was in line with the Cabinet decision that bars compensation for any public holiday that falls on another public holiday, or in this case a weekend holiday.

While the public sector will not receive a day off, some in the private sector do at the discretion of their employer.

É, meu caro funcionário público dos Emirados. Sem folga para você.

Claudio

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Propostas para o Brasil – continuação

6. Mudança na avaliação dos…políticos: Como todo pedagogo sabe, embora não goste de estudar estatística na faculdade, há uma crise no ensino básico deste país. Uma crise que vem desde o governo passado, digo, do governo de FHC. Esta crise joga milhares de alunos na vala da ignorância e condena o país a não crescer mais de 3% ao ano (na metodologia antiga do IBGE). Ora, é sabido que todo político foi criança um dia. Assim, todo político sofre profundamente os efeitos da crise. Não apenas ele, como os burocratas do governo. Também sabemos, após anos de estudo de história, que é possível melhorar uma média simplesmente mudando a forma de medir a média. Além disso, o fraco desempenho de um futuro político em uma disciplina como “teatrinho no jardim” gera profundos traumas inabaláveis na mente ainda ingênua do infante. Por isto, propõe-se que a forma de avaliação escolar seja alterada: notas entre 0 e 10 devem ser arredondadas para 11. Isto também deverá ser aplicado em avaliações de desempenho do setor privado, para proteger os trabalhadores (sindicalizados) da má vontade de gerentes neoliberais. No setor público, também, pode-se, finalmente, derrotar o maligno modelo de “gestão por resultados” que, há anos, oprime o funcionalismo e o impede de comprar doce de leite na esquina durante o turno de trabalho. Esta mudança na forma de avaliação deverá entrar em vigor também para pesquisas de opinião. Assim, evita-se estas crises institucionais que paralisam o país: CPIs, etc.

Claudio

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Normas do IBGE não valem mais em São Paulo

O sistema de avaliação dos alunos das escolas públicas de São Paulo passará por reformulações, conforme resolução publicada no Diário Oficial do Estado na sexta-feira. Todas as instituições vão adotar um mesmo padrão de médias bimestrais e anual, com notas em números inteiros de 0 a 10 – valores decimais devem ser arredondadas para mais, de acordo com o jornal O Estado de S.Paulo.

As novas regras prevêem que deve haver o “arredondamento para o número inteiro imediatamente superior” na nota bimestral. Assim, um aluno que obtiver nota 4,2 na média anual terá sua nota arredondada para cima e será aprovado com 5. A mudança no sistema de avaliação, de acordo com a secretária de Educação do Estado, Maria Lúcia Vasconcelos, tem como objetivo unificar os tipos de avaliação das escolas da rede. Outro motivo para foi a criação de um sistema no qual os estudantes possam ter acesso aos seus boletins também pela internet, a partir de agosto.

Meu jovem, este é mais um exemplo de como a (falta) de educação é uma prática comum entre partidos políticos, todos eles, sem exceção. A racionalidade econômica nos diz: “como os recursos são escassos, invista em educação básica”. Claro, isto exige enfrentar o lobby poderoso dos reitores de universidades públicas, dentre outros. Aí você desiste e começa com esta história de os caras não serem reprovados. Neste ponto, um pai seriamente preocupado com a educação de seu filho provavelmente tentaria tirar seu filho da escola pública. Mas, não basta fingir que a folha de papel é maior: tem que mudar a medida da régua. Então você joga para o alto as normas (universais?) de arredondamento e gera estatísticas que, nos anos de chumbo, seriam chamadas de “maquiadas”.

Para mim, isto não é só lamentável. É um desastre. Claro que ninguém notará seus efeitos hoje. Isto não é um ciclone. Falta de educação você só sente na medida em que vê seu filho se sentir mais e mais limitado, ignorante ou, quiçá, demente. Leva-se tempo para perceber o estrago. Se a discussão agora é sobre a qualidade do que se ensina em sala de aula, eu me pergunto como – antes de começar a discussão – faremos isto com esta mudança. E também me pergunto sobre alguns que fazem suas regressões com micro-dados e tiram conclusões sobre o ensino…será que eles vão ajustar os dados para esta mudança? Ou isto passará batido?

E se todos os estudos feitos até aqui desconsideram, sei lá, que várias prefeituras já fazem esta “mudança” há tempos?

Moral da história: a) cada povo tem o governo que merece, b) cada governo cuida para que o povo, cada vez mais, o mereça, c) quem acha que é só jogar os dados no pacote econométrico e chacoalhar, pode fazer proposições de política absurdamente erradas.

E eu temo pelos três itens.

Claudio
p.s. uma saída? Eu pensaria em “vouchers”.

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Arqueologias

Dizem por aí que o Pizarro massacrou uma civilização avançada quando chegou à América. Não é bem assim, contudo. Vejamos trechos de uma recente notícia.

Arqueólogos mexicanos acharam um centro astronômico e cerimonial pré-colombiano dedicado ao deus da chuva Tlaloc, no lago da Lua, no interior do vulcão Nevado de Toluca, no centro do México, informaram na segunda-feira, 14, especialistas.

Boa notícia, não? Ok. Mais material para estudos dos historiadores sérios. E como eram os sacrifícios religiosos?

O especialista afirmou que durante a pesquisa devem ser encontrados restos dos sacrifícios de crianças.

“Os sacrifícios a Tlaloc sempre incluíam crianças, que eram selecionadas entre as mais choronas e por ter dois redemoinhos no cabelo, que era uma forma de representar a chuva”, disse Montero.

Os arqueólogos também localizaram espinhos de maguey (cacto) que eram utilizadas pelos sacerdotes para autoflagelação, furando as mãos e o pênis.

O que eu mais detesto no relativismo cultural é sua ingenuidade.

Claudio

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