Uncategorized

Já imaginou o Ari e o André ou eu… na TV?

Eu não. Mas o Contraditorium nos tem em alta conta (ok, a gente merece!).

Trecho:

Um blog virando um programa de rádio, isso pode ser legal. (digo rádio de verdade, com estúdio, emissora e dinheiro, não podcasts) Assim como seria bem legal um blog de Economia como o De Gustibus ganhando um quadro em um telejornal, ou o Blog da Doceshop ganhando um programa como o Pequenas Empresas Grandes Negócios.

Eu acho que a interação seria excelente. O assunto é apresentado na TV ou no Rádio, e em seguida é aprofundado na Internet.

Claudio

Continue lendo “Já imaginou o Ari e o André ou eu… na TV?”

Uncategorized

Por que tanta regulação?

Byran Caplan, no WSJ, ontem, tem um excelente texto para rever as hipóteses sobre a ineficiência do governo.

Trecho:

Why would the majority favor policies that hurt the majority? There is a good reason. The majority favors these policies because the average person underestimates the social benefits of the free market, especially for international and labor markets. In a phrase, the public suffers from anti-market bias.

Economists have spent centuries explaining how markets channel greedy intentions into socially desirable results; how trade is mutually beneficial both within and between countries; how using price controls to redistribute income inflicts a lot of collateral damage. These are the lessons of every economics textbook. Contrary to the stereotype that they can’t agree, economists across the political spectrum, from Paul Krugman to Greg Mankiw, see eye to eye on these basic lessons.

Unfortunately, most people resist even the most basic lessons of economics. As every introductory teacher of the subject knows, students are not blank slates. On the first day of class, they arrive with strong — and usually misguided — beliefs about economics. Convincing students to rethink their anti-market views is no easy task.

The principles of economics are intellectually compelling; but emotionally, they fall flat. It feels better to believe that greedy intentions imply bad consequences, that foreigners destroy our prosperity and that price controls are a harmless way to transfer income. Given these economic prejudices, we should expect policies like steel tariffs, farm subsidies and the minimum wage to be popular.

Eu concordo com ele. Só que eu acrescentaria mais: no Brasil, onde existe até uma pretensão de que as profissões sejam regulamentadas, há economistas que ensinam preconceitos, e não economia, em sala. Acredite, é verdade. Você ouve, de alguns “colegas”, as coisas mais absurdas do mundo. E aí, se você discorda, é – pejorativamente para eles – chamado de “economista seguidor de Chicago”. Como se o povo de Chicago tivesse uma única linha de pensamento.

Claudio

Continue lendo “Por que tanta regulação?”

Uncategorized

A causa do “pobrema”

O Brasil regrediu no gasto com formação e qualificação de mão-de-obra na última década, ao contrário da retórica do governo Lula. Em 1995, os recursos para esse tipo de programa, repassados pelos Ministérios do Trabalho e da Educação e pelo Sistema S (composto por oito instituições cujas siglas começam com S, como Senai e Senac), representaram 0,39% do Produto Interno Bruto (PIB) e beneficiaram 6,1% da População Economicamente Ativa (PEA). Dez anos depois, caíram para 0,33% do PIB, atendendo a 5,2% da força de trabalho.

Será?

Claudio

Continue lendo “A causa do “pobrema””

Uncategorized

Casos Corporativos ou “Almost Love” Corporative Affairs

Em uma faculdade hipotética, existe um banco hipotético que é responsável, goste-se ou não, pelo pagamento de seus professores.

Ainda no mundo da suposição (o que, para alguns, pode ser um supositório, se é que você me entende), existe, claro, o momento em que este banco faz o cadastro das pessoas quando a direção promove a transição da tal “relação corporativa” (que, aliás, pouco caso faz da “fidelidade”, exceto se houver um desconto especial na taxa do cartão de crédito).

No caso desta faculdade, foi um tumulto só. Muitos não queriam mudar de banco, outros tinham problemas com senhas, enfim, estas coisas que sempre acontecem nestas situações. Uma das confusões é a que relato a seguir, entre a hipotética funcionária Ruth e o hipotético professor (também funcionário da casa), Ari.

A hipotética funcionária Ruth estava, um dia, no conforto de seu lar, assistindo TV quando a campainha do telefone tocou. Visivelmente desconfortável, Ruth diminuiu o volume da televisão e atendeu.

– Alô.
– (silêncio inicial que, aliás, é a dica para você desligar) Alô. Aqui é do Banco XX, eu queria falar com o professor Ari.
– Não tem esta pessoa aqui não.
– A senhora conhece o professor Ari?
– Conheço, mas este é meu telefone residencial. Ele trabalha na mesma instituição que eu, mas não estamos no mesmo departamento.
– Mas eu tenho este telefone aqui como sendo o dele.
– Não é.
– É.
– Não é.
– Tá bom, eu, como magnânimo locutor anônimo do telemarketing, vou aceitar sua reles resposta.
– Obrigado, vocês são muito bondosos. Posso desligar?
– Ah, não, sabe, tem uma coisa. Você poderia ligar para o professor Ari e pedir para ele nos dar o telefone dele?
– Como é? Não, não vai dar, eu não fui aprovada no processo seletivo do seu banco. Não rola, sabe? Aliás, eu nem fiz prova aí.
– Mas, minha senhora, veja bem, eu tenho filhos. Eu poderia estar na rua, cheirando cola, assaltando, estuprando, mas estou aqui, neste telefone, ganhando meu dinheirinho h.o.n.e.s.t.a.m.e.n.t.e. A senhora poderia ao menos ser menos egoísta e malvada e ligar para ele, né?
– Vai querer que leve um bauru também?

Pu-pu-pu-pu (barulho de telefone ocupado).

Esta história se repetiu várias vezes. Digo, parte desta história. Isto porque nem sempre Ruth estava em casa. Neste caso, seu marido é que atendia as chamadas. Em uma das vezes seguintes:

– Alô.
– (silêncio inicial que, aliás, é a dica para você desligar) Alô. Aqui é do Banco XX, eu queria falar com o professor Ari.
– Não tem ninguém com este nome aqui não.
– O senhor mora aí?
– Moro.
– E não é o senhor Ari?
– Não, por que?
– Sua mulher tá de sacanagem, heim?

Pu-pu-pu.

Até que, após umas 15 ou 20 variações deste diálogo…

– Alô.
– (silêncio inicial que, aliás, é a dica para você desligar) Alô. Aqui é do Banco XX, eu queria falar com o professor Ari.
– Não tem ninguém com este nome aqui não, você já me ligou mil vezes nos últimos três dias.
– Não é problema meu, senhor. O cadastro nunca mente. O cadastro é meu pastor, nada me faltará.
– Olha, como já expliquei, não tem esta pessoa aqui.
– Posso falar com a senhora sua esposa?
– Pode.

O marido chama a esposa, a nossa funcionária, a já (bem) nervosa Ruth.

– Alô, vocês de novo?
– Como vai a senhora?
– Já falei…
– Olha, se não me chamar o professor Ari eu vou inventar que você está tendo um caso com ele. E seu marido vai ficar bravo.
– Tá louco, cara?
– Eu não. Eu sou apenas um humilde funcionário que quer falar com o professor Ari.
– Mas, vem cá, você não ligou para minha empresa e pediu para falar com ele?
– Não é da minha alçada, senhora. Eu não sou pago para isto. Diz aqui que o sindicato…
– Eu, não quero ouvir mais sobre este negócio de sindicato!
– Então tá. Mas eu preciso de falar com o professor Ari.
– Para que?
– Para pegar o telefone da dona Ruth.

Plum (desmaio).

Sim, meu caro leitor. Foi quase assim que aconteceu.

Claudio

Continue lendo “Casos Corporativos ou “Almost Love” Corporative Affairs”

Uncategorized

Ainda as garrafinhas de Soju

Neste link, várias “performances” das garrafinhas de Soju da marca Jinro (coreana) no Japão. É só ir para os links da barra lateral e se divertir.

Aliás, achei a propaganda dos caras a coisa mais simples e eficiente que existe. Para a “Chamisul” (mas na página de abertura), em um dos aplicativos “flash”, você lê algo assim: “Chamisul, jyoseyo” que, em coreano, quer dizer: “Chamisul, por favor”. Logo abaixo, a tradução em japonês (Chamisul, kudasai). Note que como os mercados são geograficamente próximos, você, na propaganda, já lembra o sujeito de como deve ser feito o pedido, mesmo que você nada saiba de coreano.

Se eu fosse diretor de filme de baixo orçamento, eis meu roteiro: um japonês, destes bem interioranos, após assistir uma propaganda destas, iria para a Coréia sabendo apenas esta frase. Poderíamos ter duas horas de comédia com o cara se metendo em todo tipo de enrascada possível. Claro que, no Brasil, o governo iluminado não me financiaria porque o filme estaria incitando a hipnose alcóolica (“dependência dos jovens que nunca conseguem saber o que querem e são guiados pela malvada mão dos publicitários diabólicos do capitalismo tardio”, tudo com hifens). Pensando bem: i. eu faria o filme, ii. eu jamais pediria mais do governo do que penso ser sua obrigação. E estas estão lá no livro de Adam Smith. É só abrir e ler.

Claudio

Continue lendo “Ainda as garrafinhas de Soju”

Uncategorized

Reproduzo na íntegra

Eu perdi essa

Sensacional!

O líder do PT na Câmara, deputado Luiz Sérgio (RJ), encaminhou hoje ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), representação contra o deputado Clodovil Hernandez (PTC-SP) por suas palavras ofensivas contra as mulheres. O petista alega que Clodovil quebrou o decoro parlamentar por ter sido “preconceituoso, sexista e homofóbico” no exercício de seu mandato parlamentar –o que inclui o episódio de agressão verbal à deputada Cida Diogo (PT-RJ).

Isso me lembra aquela brincadeira de criança (do meu tempo de criança, pelo menos):

Faça uma pessoa repetir a palavra “ema” umas vinte vezes e, logo depois, pergunte:

– Como se chama a clara do ovo?

Quase sempre a resposta é “gema”.

Trata-se de uma brincadeira onde explora-se o fato de o outro dar uma resposta sem pensar na questão feita.

Naquele tempo a gente ria de quem caía nela.

Hoje, a gente elege para deputado.

Precisa acrescentar algo ao que o xará disse acima?

Claudio

Continue lendo “Reproduzo na íntegra”

Uncategorized

Traduções

O Filisteu me dá mais um motivo para comprar o livro sempre em sua língua original (normalmente, para mim, é em inglês). E o motivo é simples: a tradução, na Selva, é horrorosa.

Por que é assim?

Não sei. Mas é fácil ver que continuará pois os nossos “especialistas” atuais em Educação preferem investir na obesidade universitária ao invés de tirar a educação básica da miséria absoluta. Resultado: entram mais caras analfabetos na faculdade (pois o sistema é de vestibular) e os professores desta é que são cobrados pelo ABC que o sujeito não aprendeu nos “trocentos” anos de ensino “fundamental” (fundamental mas pouco merecedor de recursos, pelo visto), “médio”, etc.

Claudio

Continue lendo “Traduções”

Uncategorized

Nova base de dados

O Leo deu o “furo de reportagem” deste final de semana e eu já incorporei o link na barra lateral.

Ou seja, acabou esta história de dizer que não tem dados para a monografia. Bases de dados são abundantes. Idéias é que continuam – e sempre serão – escassas.

Eu recomendo a base de dados para os que gostam de História Econômica e acham que ela é mais do que decorar 4 versões de um mesmo fato escritas em uma época em que quem escrevesse tinha alta probabilidade de virar referência simplesmente por escassez de competição.

Claudio

Continue lendo “Nova base de dados”