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Sobre os problemas da Economia

What’s sinful about economics is not what the average anthropologist or historian or journalist thinks. From the outside the dismal science seems obviously sinful, if irritatingly influential. But the obvious sins are not all that terrible; or, if terrible, they are committed anyway by everybody else. It is actually two particular, non-obvious, and unusual sins, two secret ones, that cripple the scientific enterprise—in economics and in a few other fields nowadays (like psychology and political science and medical science and population biology).

O Leo Monasterio tem mais dicas para você, realmente interessado numa crítica consistente (não na baboseira que infesta o país).

Claudio

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Alguns “economistas” brasileiros deveriam se mudar para a Venezuela (ou Cuba)

Eis a opção para os cronistas, “economistas” e outros “istas” que fazem deste país o Febeapá que Stanislaw Ponte Preta eternizou com seu livro (ora reeditado e recém-adquirido por este ignóbil escriba): Venezuela.

Carinha escreve em sua coluna semanal: “é o neoliberalismo!”, “o mundo é injusto com Castro!”

Ué, muda para lá, preguiçoso. Agora, a estatização é total. Pula o muro e vai morar lá. O que te impede? Não venha me dizer que o “social” se constrói em casa. Com meu sangue? Não, não e não.

Ponto.

Claudio
p.s. Marcelo Soares nos citou lá no “Deu no Jornal”. Eis um jornalista legal (e que conseguimos enganar, fazendo-o acreditar que este blog é sério…:) ).

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Bons momentos da blogosfera

* Bender e boas idéias.

* Leo, reciclando posts daqui (e indicando novos links).

* Pedro, mimetizando este que vos escreve (entrei em crise existencial: eu não teria dito melhor!)

* Davi – que nos citou citando-o ou algo assim – congela alfaces.

* Xará mostra que um argumento nem sempre é um bom argumento.

* Bernardo – que esteve em BH e não nos chamou para uma(s) cerveja(s) – e suas descobertas interessantes.

Claudio

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Aula de economia (justa)

“Todos nós queremos preço justo pelas refinarias”, disse um assessor de Morales, repetindo a palavra “justo” usada pelo presidente Lula ao se referir a esta venda.

Nestas horas que eu gosto de perguntar àquela patota que pensa que “economista é tudo egoísta” sobre o “geléico” conceito de “justiça”. O que seria um “preço justo”? Falar de “preço justo” é tão sem sentido quanto falar de um “sol justo”, uma “lua justa” ou uma “inflação justa”.

Trata-se de um discurso puramente retórico, que serve para torcidas de militontos e ingênuos doutrinados por professores fanáticos por certas visões de mundo que se dizem “pluralistas”.

A gabolice (para usar um termo da época de Luís Carlos Prestes) é tanta, que é só ler o trecho acima para ver como zombam da suposta “justiça”.

Expropriação tem nome. Não é preciso pendurar adjetivos para se falar asneiras. Prefiro um burro sincero do que um pseudo-intelectual dissimulado que pendura adjetivos em tudo quanto é substantivo fingindo-se um grande criador de novas teorias.

Mas o mundo está cheio deles. Vai ver isto não é “justo”, né?

Claudio

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Bom jornalismo

Bom jornalista é aquele que não repete sem entender, mas o que explica. Eis um que fez o dever de casa.

O swap cambial é uma operação entre dois investidores. Um deles assume o compromisso de pagar ao outro a variação do dólar de determinado período. Em troca, recebe como pagamento uma determinada taxa de juros. Na atual situação de queda do dólar frente ao real, o investidor paga ao BC a variação do dólar e recebe em troca uma taxa de juros. Com esta medida, o BC reduz a oferta de dólares no mercado e, com isso, tenta a conter a queda da moeda norte-americana.

Bacana, não é?

Claudio

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Smith, Cairu e a Economia Política da Abertura dos Portos

Eu gosto muito do Sanson, mas ele nunca me avisa de suas publicações. Por exemplo, esta com a Gabriela Spaizmann.

Cairu e o liberalismo smithiano na Abertura dos Portos

Gabriela Spaizmann
João Rogério Sanson

Resumo

José da Silva Lisboa, o Visconde de Cairu, insere-se na história das políticas econômicas luso-brasileiras quando figura no episódio da Abertura dos Portos do Brasil, em 1808. Neste artigo, avalia-se a crítica de Celso Furtado ao papel de Silva Lisboa naquele episódio. É bastante conhecida a ligação de Silva Lisboa com o liberalismo de Adam Smith, mas poucos vêem isso como uma tentativa de quebra do pacto colonial de comércio. Inicialmente, relata-se a forma como um homem que foi advogado e professor de filosofia da Bahia tornou-se um importante economista após a transferência da corte portuguesa para o Brasil, em 1808. Discutem- se em seguida as avaliações que Cairu tem recebido desde então na historiografia brasileira, contextualizando-se a posição de Celso Furtado. Por fim, avalia-se a posição liberalsmithiana de Cairu no contexto da Abertura dos Portos. Ele ajudou a criar um ambiente favorável à manutenção da abertura comercial mesmo após o término da guerra e, com isso, contribuiu para a Independência do Brasil, em 1822.
Palavras-chave – Visconde de Cairu, Celso Furtado, política econômica.

Se o link não funcionar, você vai ter que se cadastrar na página da revista.

Claudio

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O futuro e seus inimigos

Virginia Postrel tem um blog (tá aí na coluna de links fixos ao lado, o “Dynamist”). E o livro dela, “The Future and its Enemies” é algo cuja tradução para o português não existe (e eu não entendo, honestamente, a causa disto). Merece uma leitura detalhada e atenciosa. Na minha opinião, retoma o pensamento hayekiano com uma abordagem, digamos, não-econômica (em princípio). Leia mais na fonte da foto.

Claudio

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Há quanto tempo…


Fonte: Esta.

Faziam anos que um(a) aluno(a) não me fazia uma ligação entre uma lista de exercícios e um trabalho. Hoje, por incrível que pareça, esta maligna tradição foi quebrada.

Eu tive que me ajoelhar e agradecer a Deus. Há anos não fazia isto em sala de aula. Deve ser coisa do Bento XVI, este cara é bom de milagres!

Falei outro dia: há uma diferença entre estudantes e alunos. Tá aí embaixo, neste mesmo blog.

Claudio

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Fatos da vida

O prof. Coutinho, colega meu, hoje, foi aplicar uma prova e dividiu a turma entre duas salas. Houve uma certa confusão, claro, e começamos a conversar sobre o problema.

E(le): – Se eu soubesse que estaríamos no limite da capacidade, não teria planejado este número de provas lá no início do semestre.

C(laudio): – Humm…de onde deduzimos que…?

E: – …o IBMEC está sem capacidade ociosa.

C: – Logo, o IBMEC não poderá crescer mais de 3% ao ano, segundo a metodologia antiga do IBGE, ou algo como 3,5% ou 4% na metodologia nova.

Eis aí um teorema que deveria ser levado a sério pelos humoristas.

Claudio

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Renúncia fiscal para as igrejas

A renúncia fiscal oferecida pela legislação brasileira às igrejas e templos religiosos deverá chegar a R$ 930,9 milhões em 2008, segundo previsão da Receita Federal.

Em 2004, o último ano com dado fechado, a renúncia fiscal representou R$ 554,5 milhões somente com três impostos federais – Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, Contribuição Sobre o Lucro Líquido e Cofins.

Naquele mesmo ano, de acordo com os dados da Receita Federal, a atividade religiosa gerou uma receita de R$ 9,1 bilhões.

Segundo a Receita Federal, de 2000 a 2004 a renúncia fiscal das igrejas e templos cresceu 34%. A estimativa é de que deva quase dobrar entre 2004 e 2008.

Claudio

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O poder da lei

1. O poder público faz cumprir a lei:

Oito caminhões carregados com mercadorias contrabandeadas e falsificadas, avaliadas em aproximadamente R$ 4 milhões, foram recolhidas do Shopping Popular Oiapoque, no Centro de Belo Horizonte, ontem. A operação foi um trabalho conjunto da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e representantes do Ministério Público.

2. O poder público faz cumprir a lei:

Mário Valadares Rezende Costa opinou que não basta perdoar a dívida dos camelôs. Considerou a necessidade de a PBH promover ações alternativas para qualificar esses trabalhadores, a fim de que eles tenham condições de enfrentar a competitividade do mercado. Sugeriu que a PBH indenize os camelôs que, em função do remanejamento promovido, tiveram de comercializar, dentro dos shoppings populares, produtos diferentes daqueles que comercializavam nas ruas. Assumiu a presidência o Vereador Antônio Pinheiro. Maria Moreira e Enéias da Silva protestaram contra o valor dos aluguéis e do condomínio no Shopping Tupinambás. Reassumiu a presidência o Vereador Wellington Magalhães. (…) Segundo ele, essa transferência fora autorizada por funcionário da Administração Regional Municipal Centro-Sul. Edite solicitou indenização para sair do Shopping Tupinambás. Mário Valadares sugeriu que a interessada procure a PBH para negociar uma proposta de indenização e sua saída do referido Shopping. (…) Paulo Modesto denunciou ter comprado o boxe que ocupa por R$4.000,00 (quatro mil reais), de outro camelô. Disse que, posteriormente, descobriu que a PBH vetava, no Edital de Licitação que definiu a transferência dos camelôs para os shoppings populares, a venda, a cessão e a troca de boxes.

Então, o poder público, este que não é nem neoliberal, nem excludente, mas sim esclarecido e benevolente, fez saber ao povo que comércio de mercadorias contrabandeadas não é permitido. Ao mesmo tempo, o poder público, este que não é nem neoliberal, nem excludente, obriga camelôs a se enquadrarem nos shoppings “populares”.

Faltam duas discussões, para mim. Quem, no poder local, assinará uma declaração afirmando que nunca desconfiou que camelôs vendiam mercadoria contrabandeada? Se não sabia, deveria contratar novos fiscais. Se sabia, porque cedeu um espaço público para os mesmos fazerem seus negócios, ahnnnn, “ilícitos”?

E, afinal, este é um assunto muito interessante para se estudar “rent-seeking”. Basta ler a ata da reunião cujo trecho coloquei acima. Bom tema para pesquisas.

Claudio

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Boa música, bela artista, boa série de filmes

Ela já morreu. Morte precoce, eu diria. Anita Mui esteve na seqüência de “A Better Tomorrow”, no terceiro filme da série, dirigido por Tsui Hark, o produtor dos filmes de John Woo (inclusive dos dois filmes anteriores da série, excelentes, cheios de conteúdo filosófico, sociológico e bom para discussões sobre a metafísica da hermenêutica em espaços de Hilbert).

Diz a lenda que Tsui Hark e John Woo brigaram porque o primeiro não avisou o segundo da produção deste último – e derradeiro – filme da série. Diz também a lenda que o maravilhoso “Bullet in the Head” de John Woo seria uma espécie de versão deste último ao que ele pensava ser o final ideal para a série (um bom clipe da música do segundo filme está aqui).

A música, ao vivo, pela mesma Anita Mui, aqui.

Talvez você prefira este outro sacadíssimo filme com Chow Yun Fat: “O Deus dos jogadores”. Esta cena é o saque máximo!

Claudio

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