Eu e o Ari estamos contentes

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Eu e o Ari estamos sempre aqui. E ficamos felizes pelos estudantes. Moral da história: estudantes, um bom nome não cai do céu.

Claudio

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Diversão

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O INEP divulgou o tal ENADE. E você não conseguirá, com Firefox ou IE, abrir absolutamente nada em hora nenhuma, mesmo seguindo os links da página (ou, como dizem na roça, no “sítio”) do governo.

É diversão pura!

Vai lá.

E isto porque é um órgão ligado à educação. Imagine se fosse a pomposa “ciência e tecnologia”…

Claudio
p.s. pela tela acima, você vê que Minas Gerais não é estado (outra hora é, mas aí as cidades não carregam. Ou carregam, mas não se vê as IES…)

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Este assunto rende

Taiwan’s former president, Lee Tenghui, looked set to incur the wrath of China by saying he hopes to visit Yasukuni Shrine during a visit to Japan that started Wednesday.

Lee said he wanted to visit the war-related shrine because his elder brother is memorialized there. The brother was killed in World War II while fighting for Japan. Taiwan at the time was a Japanese colony.

“I don’t know if I have time to pay a visit,” Lee told Japanese reporters aboard the flight from Taipei to Tokyo. “But because my brother is enshrined there, I would be sorry if I cannot make it as a brother.”

Eis o link. A geopolítica é, como qualquer assunto mundano e humano, um problema complexo. A China se arma até não poder mais, as Coréias falam em exercícios militares conjuntos, e o Japão, em vista das provocações da Coréia do Norte, também falam em serem mais ativos em sua própria defesa.

Um caldeirão, claro, de tensões.

No meio disto tudo, esta sempre chata questão do templo de Yasukuni. O problema é separar gente como Hideki Tojo do irmão do ex-presidente Lee. Não fosse isto, eu pergunto, haveria tanta reclamação? Um ex-presidente chinês visitaria o templo se os – julgados – criminosos de guerra tivessem seus restos mortais tirados de lá?

Esta é a questão que se deve fazer – e devemos ter uma resposta inequívoca sobre isto – antes de se abrir o debate.

Polêmicas de geopolítica, nada mais complicado…

Claudio
p.s. é aquela coisa: você pode não pisar na Rússia porque o Lenin está lá, embalsamado, cultuado…apesar de seus incontáveis crimes contra a humanidade. Mas isto é um direito individual seu (particularmente eu gostaria de tirar uma foto fazendo uma careta ao lado do ex-ditador bolivariano da URSS).

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Em busca do lucro: o que os consumidores querem?

MUMBAI–Women in this bustling city who are fed up with riding in grubby cabs and being ogled by their male drivers now have an alternative–a new taxi service run by women exclusively for women.

The company is named “Forsche,” a combination of “female” and the German luxury car manufacturer Porsche.

The firm puts extra emphasis on the cleanliness of its cabs in a country not known for hygiene on public transport. There are also mirrors fitted into the backs of seats, make-up kits and women’s magazines.

The drivers all wear traditional women’s salwar kameez, a long tunic over trousers, in pink or purple.

Although the service is for women, boys aged 12 and younger are also allowed to ride.

Company founder Revathi Roy, 47, operated a small factory manufacturing cotton-clothes. She came up with the idea for the service at the beginning of this year, she said.

In Mumbai, regular yellow and black cabs can be uncomfortable for female customers. Male drivers often spit from car windows or leer at the women in their rear-view mirrors.

Leia tudo.

Claudio

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A vida no oligopólio

O que acontece em um oligopólio quando o jogo é seqüencial? Isto você já sabe. Outro dia um dos meus alunos perguntou em sala se havia alguma diferença, acho, no nível de bem-estar social quando se mudava a ordem da seqüência em um jogo com duas firmas com custos distintos. Ou algo assim.

Fizemos um mega-exercício sobre o assunto para responder a pergunta dele o que foi muito instrutivo.

Hoje, ao fazer minha visita habitual ao “Economic Bulletin”, encontrei um novo artigo sobre fusões em um modelo de Stackelberg. Veja a motivação dos autores:

Salant et al. (1983) examined a model of n identical Cournot competitors with linear costs of which m merge. They demonstrate that only in the unlikely event that more than 80 percent of the market merges could the participants earn profits as a result of the merger. This demonstration gave rise to a literature on “the merger paradox” and to a prolonged effort to identify alternative models in which mergers can be profitable. Huck et al. (2001) retain linear costs but adopt a Stackelberg model with m leaders and n-m followers. They show that if a leader merges with a follower, the merged firm earns more profit than its two pre-merger component firms. Yet, for all other types of mergers, followers merging with each other or leaders merging with each other, two firm mergers will never be profitable if there remains even a single excluded firm of the type merging (leaders or followers). In this paper, we modify the Stackelberg model of Huck et al. (2001) to allow for convex costs and focus on the possibility of profitable mergers between two followers and between two leaders.

Fusões são sempre interessantes? Se não são, porque tantas fusões? Ora, não conhecemos o custo das firmas e, assim, temos que adotar atalhos. Um deles é brincar um pouco com as diversas especificações de custos (que se resumem basicamente em duas: linear e não-linear). Eis o que, na verdade, os autores fizeram.

Claro que é um resultado interessante porque você usa uma função de custo (estritamente) convexa, ao contrário do que usualmente eu faço em sala (eu uso o excelente livro de Oz Shy com meus alunos).

Há várias perguntas interessantes a se responder nestes modelos, por mais que sempre pareça que já foi dito tudo que deveríamos saber. Não foi, não, cara. Eis aí um bom artigo, pequeno, simples (simples não é necessariamente fácil) e que qualquer um dos meus (bons) estudantes (não apenas alunos) poderia fazer. Digo, não os “meus”, mas qualquer bom estudante.

Claudio

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De onde vieram estes números?

Tem aí uma polêmica sobre o número de abortos. Outro dia procurei isto nos órgãos oficiais e não achei muita coisa.

Alguém sabe de onde vieram estes números? Como foram obtidos? Eu também quero ter acesso ao mesmo dado. Além disso, é bom saber de onde vêem estes dados para que possamos verificar a seriedade dos estudos feitos.

Qualquer dica é bem-vinda.

Claudio

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Utilidade Esperada na prática

A análise econômica do direito e sua vida.

The campaign is based on an economic analysis of law, which describes how a person behaves when faced possible sanction. Assuming that the person is risk averse, she will evaluate the decision in terms of expected value. The greater the magnitude of sanction and probability of enforcement, the lower the expected value from breaking the law. For example, if there’s a 10 percent chance of facing a $200 sanction for not wearing a seat belt, following the law is “worth” $20. If the value of not wearing a seat belt is less than the expected value of following the law, she will wear her seat belts; if her annoyances associated with wearing a seat belt are greater than the expected value of following the law, she will not.

Because local authorities do not usually publish information about the probability of sanctions, perception of enforcement is imperfect. With their national “Click it or Ticket” campaign, the NHTSA is taking advantage of this fact by coordinating efforts to make the probability of sanction seem more likely than it actually is. State agencies will return to their previous enforcement levels when the campaign is over, but the NHTSA is banking on the fact that you won’t notice. The hope is that you will be more likely to wear a seat belt because you will over-estimate the probability of getting caught.

Em negrito, por minha conta.

Claudio

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Lembra daquela senhora que disse, já ocupante de um cargo público, que bater em branco pode?

Pois agora avançamos.

A simples notícia do lançamento de um livro sobre o tema, Divisões Perigosas: Políticas Raciais no Brasil Contemporâneo, publicado pela editora Civilização Brasileira, fez com que seus organizadores começassem a sofrer ameaças. A obra traz 34 artigos que, no conjunto, questionam a racialização em curso no país. Atacam principalmente a idéia de que o preconceito racial é que define as desigualdades sociais. Imediatamente surgiram, na internet, textos que falam em guerra, sugerem ações organizadas no dia do lançamento do livro e chamam de “escravos” dois dos autores, que são negros e militantes do movimento, mas têm opinião própria. “Eu estou com medo”, diz a antropóloga da UFRJ Yvonne Maggie, que está entre os organizadores.
A discussão sobre as cotas vem gerando uma crescente exasperação. Em uma reportagem sobre o tema no jornal O Estado de S. Paulo, na semana passada, o antropólogo Júlio César de Tavares, militante do movimento negro, pregou a violência física. “Chega um momento em que o diálogo se esgota”, disse. “Acho que o racista na rua tem de apanhar.” Frases assim são ainda mais assustadoras quando encontram respaldo no governo. Em março deste ano, a ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, puxou o coro da intolerância em entrevista à BBC: “Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco”, disse. Com manifestações desse tipo e ameaças cifradas, quem perde são todos os brasileiros. Sem distinção de cor.

Pois é. Engraçado isto. Eu também acho que racista tem que apanhar. Mas da lógica, não do meu esforço muscular. Se estas ameaças não forem simples publicidade ao livro, então é hora de pensar antes de, como sempre, correr com as políticas públicas porque o “povo tem pressa” (= “eu tenho pressa de maximizar o número de votos para me reeleger”).

Raça não existe. Mas racismo existe. Claro. E fascismo também. As ameaças, se verdadeiras, são um exemplo de que fascimo e socialismo e outros “ismos” ainda estão bem vivos e fortes entre alguns criminosos.

Entre a lógica do debate e a emoção, prevaleceu a tal “praxis” marxista, aquela que emociona e que é anti-neoliberal, né?

Claudio

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O futuro da economia

Robert Axtell has spent a large portion of his career trying to figure out why people do the things they do. But he’s not a psychologist. He is a social science scholar, and he and his research team at Mason’s Center for Social Complexity (CSC) build computer models that simulate large numbers of people interacting.

“Interactions could be social, financial or political. It’s very hard to render those models mathematically,” he says. “It’s not easy to summarize the functionality or the performance of the simulation groups in numbers or graphs. Often what we’ll try and do is depict the entire market as it emerges.”

Axtell is one of the leaders in this field of research. In 1996, Axtell cowrote a seminal work on artificial societies titled “Growing Artificial Societies: Social Science from the Bottom Up,” with Joshua Epstein of the Brookings Institution. In the book, Axtell and Epstein present a computer model with which they begin to develop a bottom-up social science in a land known as Sugarscape.

As various changes in environment or agents are introduced, data on differing outcomes are produced. What the authors found is that “fundamental collective behaviors such as group formation, cultural transmission, combat and trade are seen to emerge from the interaction of individual agents following a few simple rules.”

Claudio

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