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Apagão aéreo: entenda o medo que motivou o caos (?)

O presidente da Embraer, Maurício Botelho, manifestou-se nesta quarta-feira, 18, pela primeira vez, sobre o acidente aéreo ocorrido em setembro de 2006, envolvendo um jato Legacy da companhia e um Boeing 737 da Gol, causando a morte de 154 pessoas. “O transponder (aparelho que aponta a posição da aeronave no radar) estava funcionando normalmente, antes e depois (do acidente). Agora, o que aconteceu lá em cima, eu não sei”, disse, durante almoço com jornalistas.

Viu só?

Claudio

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A economia da sinalização das goiabas

Falando em histórias e anedotas, falávamos hoje sobre seleção adversa, informação assimétrica e afins. A conversa chegou a um ponto em que começamos a falar sobre estratagemas utilizados pelos vendedores de carros bons (o exemplo dos “limões”, claro) para emitir um sinal ao consumidor sobre a qualidade do seu produto.

Foi então que uma aluna contou a seguinte história: estava no sinal, diante de um destes vendedores ilegais e informais que tinha uma caixa de goiabas. No meio da caixa, uma meia-goiaba mostrava o brilho que só as goiabas vermelhas possuem. A menina se encantou e comprou algumas goiabas.

Chegou em casa, olhou para a goiaba, a goiaba olhou para ela e, na primeira mordida descobriu que a goiaba (e todas as outras compradas) era branca.

Sinalização não é só estratégia de vendedor honesto não, cara.

Claudio

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O fórum e o assessor do reitor

Diz a notícia: Brasil precisa de mais doutores em engenharia, conclui fórum.

Isso me lembra um caso – verídico – de um reitor em reunião com seus assessores (quase todos apenas portadores de diplomas de graduação) em que ocorreu algo engraçado. Um dos assessores, ligado à faculdade de Engenharia da tal instituição de ensino, que se esforçava para melhorar a titulação de seus professores, disse:

“- Professor com doutorado é bom só no laboratório. Em sala de aula não dá certo”.

O espírito do dito cujo: “antes a gente passava todo mundo sem cobrar nada. Agora, tem este doutor chato querendo cobrar dos alunos o conhecimento”.

Contaram-me esta história. Fonte confiável. E acho que o dito assessor, se é que ainda assessora alguém, deve estar muito chateado com esta notícia. Ele e muita gente que vende gato por lebre.

Claudio

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Boa crítica

Em artigo de hoje para a Folha de S. Paulo, intitulado “O que o mestre mandar”, Ruy Castro expõe seu desconhecimento a respeito das nuances implicadas na emissão e recepção de mensagens.

Na tentativa de explicar o massacre ocorrido na Virginia, Castro produz uma argumentação adolescente sobre a influência da cultura americana no cotidiano de Banânia. “Durante quase um século, eles nos ensinaram que fumar era bacana, adulto e moderno”, inicia. Em seguida, explica: “Mas, então, eles descobriram que fumar não fazia bem, e a ordem foi banir o cigarro”. No segundo parágrafo, ele conta como “eles” nos ensinaram a consumir fast food. No terceiro, explica que “eles” descobriram que aquela era uma comida perigosa e passaram a nos ensinar a evitá-la. Não demora a desferir aquele que deve ter lhe parecido, no momento da redação, o golpe dramático a encerrar sua cantilena:

“Por fim, e por igual período, eles nos ensinaram a admirar os pistoleiros Jesse James, Billy the Kid e Wyatt Earp. Ficamos íntimos da Magnum 44, do Colt 45, da Winchester 73 e de outras ferramentas da civilização americana. Tanto que nos dedicamos furiosamente a usá-las uns contra os outros, entre nós mesmos.(…) Às vezes, como anteontem, eles descobrem que ferramentas análogas, nas mãos de um animal doente e agressivo, como o ser humano, costumam ser mortíferas. Alguns até já cogitam proibi-las. Pode ser que, lá, nos EUA, eles consigam.”

É uma ode ao oprimido: somos todos, enfim, tábula rasa, esperando apenas que os americanos nos digam como tocar nossas vidas. É o mito rousseauniano do bom selvagem: éramos um povo puro e fomos corrompidos pelos americanos. Somos, pois, um povo indefeso, imberbe, incapaz de reagir contrariamente às mensagens emitidas pelo “mestre”.

Querem saber? Vou concordar com Ruy Castro. Vou, sim. E vou comprar sua teoria por inteiro: o brasileiro é desprovido de senso crítico, incapaz de apropriar-se das mensagens que recebe para determinar o que delas lhe serve ou não. Está, o oprimido brasileirinho, à mercê de tudo o que vê, lê e ouve, não tendo, igualmente, capacidade de gerar idéias e comportamentos próprios.

De posse dessa teoria – que, notem bem, aceitei sem ressalvas, como requer meu limitado intelecto tupiniquim – vou perguntar ao brasileiro Ruy Castro quem é o seu “mestre”. Quero saber aos mandos de quem ele atende quando escreve um texto assim, ou seja : qual foi o lixo que Ruy Castro engoliu, sem qualquer análise crítica, para escrever tal porcaria?

Não dá para deixar passar esta excelente crítica.

Claudio

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Enquanto os apressados culpavam “o capitalismo”…

O jovem sul coreano Cho Seung-hui, autor do massacre na Universidade Virginia Tech que deixou 32 mortos, havia sido acusado de perseguir duas garotas e levado a uma clínica psiquiátrica em 2005, mas nunca foi acusado formalmente de nenhum crime, afirmou a polícia nesta quarta-feira, 18.

Ou seja, quem falou de “consumismo” ou “competição ferrenha selvagem, etc” deveria ficar caladinho. Vamos ver como a ecstazyerda (esquerda festiva do século XXI) reage a esta incrível contradição ao seu “wishful thinking”.

Claudio
p.s. para quem chegou depois: ontem foi um tal de gente falando bobagem na TV e na blogosfera que os blogueiros sérios não se aguentavam de rir.

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Fórum da Liberdade terminou hoje…

…com palestra de FHC.

Este fórum é um excelente bem público que tem sobrevivido aos anos. Quisera eu estar lá. O povo do IL-RS, do IEE e do Instituto Millenium estava. O pessoal do IL-RJ, eu não sei.

Claudio
p.s. no mesmo link da notícia do FHC:

Hannes Gissurarson
O professor da Universidade da Islândia expôs o caso da regulação da pesca em seu país em detalhes, para concluir que, mesmo quando os recursos não são exclusivos, é possível desenvolver direitos de propriedade privada eficientes. Segundo o islandês, essa providência dá mais estabilidade ao país e pacifica a sociedade.

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Leia a última carta do Jorge

Leia a Carta n. 367 do Jorge. Aliás, para reforçar:

Volto a noticiar que meu livro “Como Funciona o Governo: Escolhas Públicas na Democracia Representativa”” acaba de ser lançado pela Editora FGV e haverá uma noite de autógrafos no Rio de Janeiro, dia 9 de Maio, às 19:30 hs., na Livraria Argumento, na Rua Dias Ferreira, 417, Leblon.

Na última carta, chamo a atenção para o fato de que o “rent-seeking”, segundo Jorge, não diminuirá (senão aumentará) com a tal reforma que trata do financiamento público de campanhas políticas.

Leia lá.

Claudio

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Mercados, confiança e o cumprimento da lei

Mercados não funcionam num vácuo institucional. Claro, eu gosto também de lembrar que “mercados funcionam num vácuo institucional”. Uma boa instituição existente não quer dizer que não existam instituições horríveis. Ok, eu falo mais da parcela formal das instituições, claro.

Uma forma de descobrir (olha meu lado hayekiano berrando) quais são as boas instituições é deixar que as pessoas aprendam tanto ERRANDO (planejador odeia isto por isto, em média, creio, têm filhos mais mimadinhos, se é que você me entende) como acertando.

Falando em erros e acertos, um dos mercados mais livres – e hayekianos – é a internet. Quer conhecer os erros e acertos? Bem, talvez fosse bom ter uma série mais longa destes dados.

Interessante.

Claudio

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Do que este tal Leo gosta?

Cliometria, Economia Regional e Desenvolvimento. Estes são os meus interesses presentes de pesquisa. Já naveguei outras praias, mas a intersecção desses dois campos é o que me motiva hoje.
A idéia desse blog é de ser um repositório do que vou encontrando no ofício diário de pesquisa e enquanto escrevo meu manual de Economia Regional para a graduação.

Claudio

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Novo blog

Ele foi co-fundador (comigo) deste blog. Depois disse que nunca mais iria ter um blog. Como bem o conheço, há alguns dias mandou uma mensagem tentando se explicar. Ficou pior que marido na cama com a amante e caixa vazia de preservativo dizendo que “não é o que você está pensando, eu posso explicar” para a esposa.

Mas o fato é que a blogosfera só tem a ganhar com o Leonardo Monasterio Blog.

Fico feliz que tenha voltado, neste projeto individual. Difícil era acreditar que um internauta fanático ficaria fora da blogosfera por muito tempo.

Claudio

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