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Fala de instituições? Então, não chore, comece a ler que o trabalho é imenso

O terrível de falar de instituições é que não se pode parar de ler. E há muita, mas muita coisa. Particularmente, eu gosto de algumas coisas que Kuran escreve. Vejamos uma pequena amostra:

Yet, the belief that Islam bans all forms of interest has never kept Muslims, even the very pious, from borrowing and lending at interest. In the early Islamic centuries, Rodinson documents, interest-based loans were commonly made through casuistical methods akin to those used in medieval Europe to evade Christian usury laws. For example, the recipient of the loan would simultaneously purchase from the lender a good, such as a sweater, at a price inflated by a “service charge”; payment for the good was deferred by mutual agreement. Empirical studies of more recent periods show, in the same vein, that financial contracts involving thinly veiled interest payments were routinely registered in Islamic courts and enforced by state-appointed judicial functionaries.

O mundo árabe, o desenvolvimento e a opinião de Timur Kuran. Bacana.

Claudio

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Prisão para eles

A group of historians said Tuesday in Tokyo they have discovered seven official trial documents suggesting the Japanese military directly forced women to work at some of their frontline brothels in Indonesia, China, East Timor and Vietnam.

The documents were produced and submitted by the Dutch, French and Chinese governments to the International Military Tribunal for the Far East, widely known among Japanese as the Tokyo Trial.

The seven documents, which the tribunal adopted as evidence, eventually led to the Japanese military’s actions being recognized as a war crime in a chapter on atrocities that was included in the tribunal’s 1948 judgment, the scholars from the Center for Research and Documentation on Japan’s War Responsibility said at a news conference at the Foreign Correspondents’ Club in Japan.

Claudio

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Nem mafioso aguenta

Tetsuya Shiroo, de 59 anos, membro de uma gangue local ligada ao maior grupo criminoso do Japão, o Yamaguchi Gumi, foi preso no local do crime e sua arma, apreendida.

Ele admitiu ter atirado contra Ito com a intenção de matar, disse o investigador-chefe da polícia de Nagasaki, Kazuki Umebayashi.

Não está claro o que motivou o ataque, mas, segundo a rede pública de TV NHK, foi por uma questão trivial.

Shiroo teria discutido com a prefeitura de Nagasaki por causa de um acidente de trânsito ocorrido em 2003, quando seu automóvel foi danificado ao cair em um buraco num canteiro de obras públicas.

Shiroo tentou sem sucesso obter uma indenização da prefeitura depois que a seguradora rejeitou pagar os danos, informou a NHK. Shiroo também enviou uma carta à TV Asahi para protestar por um recente escândalo financeiro envolvendo Ito, que incluía contas secretas e contratos de obras públicas, segundo a agência Kyodo.

Seu carro caiu num buraco gerado pelo governo? Bom, se você está no Japão, risos.

Isto é o que eu chamo de movimento social: organizado, insistente e disposto a tudo para mudar a situação atual.

Claudio

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É, não tem jeito…

Nos Estados Unidos, sempre que um franco-atirador ataca, doutores das mais diversas áreas se debruçam sobre os livros para tentar entender o fenômeno. Até hoje não encontraram uma resposta.

No Brasil, porém, a maior rede de televisão do país chama a doutora em psicologia e professora da PUC-SP, Sandra Dias, para malhar o capitalismo. E o que ela diz? Dentre outras “pérolas” que: “Em uma cultura onde o consumo é impositivo, a coletividade vai se colocar como uma massa de consumidores. E como um sujeito vai se marcar diferentemente? Como ele vai marcar o lugar dele, o lugar de um sujeito? Ou seja, o lugar que não é dos consumidores? Sempre por um ato heróico. Nós podemos entender que um jovem que sai atirando na coletividade está fazendo um ato heróico, mesmo que negativo”.

Imperativo dizer que, enquanto a Globo e dona Sandra se ocupavam em malhar a vaca gorda do capitalismo yankee – alvo de dez entre dez comunalhas que se aboletam nas academias tupiniquins – dezenove brasileiros morriam no Rio de Janeiro, sede da Rede Globo de Televisão, em virtude de mais um desses corriqueiros combates entre traficantes.

Quem quiser assistir a tendenciosa matéria da Globo pode clicar aqui.

(Este post foi redigido com a colaboração do leitor que se assina “O Pensador” e que postou a informação, bem como o link para a matéria, na área de comentários deste blog. )

Links originais? Clique no texto acima.

Claudio
p.s. esta enquete ficou ótima.

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Um atraso fatal

Sabe quando você manda uma mensagem de e-mail e ninguém responde? Agora imagine isto.

A delay of more than two hours in warning students between two spates of killings in America’s deadliest shooting spree may have contributed to the size of the death toll.

At a press conference last night, officials at Virginia Tech university were still insisting that the two shootings may not have been related, an account judged to be highly unlikely by experts. The Washington Post, quoting anonymous law enforcement sources, reported that a single gunman – who police say was not a student – was responsible for both incidents.

The call to police about the first shooting took place at 7.15am yesterday, followed by another call after the second shooting at 9.45am – but the first email warning sent to students from university authorities only came at 9.26am.

The email sent to 36,000 students and staff gave few details. It said: “A shooting incident occurred at West Amber Johnston earlier this morning. Police are on the scene and are investigating. The university community is urged to be cautious and are asked to contact Virginia Tech police if you observe anything suspicious or with information on the case.”

It wasn’t until later, at 9.55am, that a further email, warning students that a gunman was on the loose on the campus, was sent out, according to the university. It read: “A gunman is loose on campus. Stay in buildings until further notice. Stay away from all windows.”

Eu chamaria isto de erro humano.

Claudio

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Pobreza causa crime, é? Então explique isto.

Seis jovens foram detidos por policiais do Departamento de Operações Especiais (Deoesp) acusados de formar uma quadrilha que tem entre os crimes cometidos assaltos à mão armada e latrocínios (roubo seguido de morte). Eles são suspeitos também de cometer pelo menos quatro sequestros-relâmpago.

Entre os detidos, estão dois estudantes do 2º período de direito de uma faculdade particular de Belo Horizonte – Mateus Couto Duarte, 22, e Victor Braga Silva Simões, 20. A dupla, segundo a polícia, seria de classe média alta e mora no bairro Carlos Prates, região Noroeste da capital.

Quem será o primeiro a oferecer uma bolsa-família para os caras?

Claudio

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Por que atirar na escola pode não fazer diferença em seu futuro profissional (caso ninguém te veja e nem você se suicide)?

I. Informação Assimétrica

Lembra do modelo do Spence? Aquele em que a educação é uma sinalização apenas, em nada aumentando a produtividade?

Normalmente eu vejo exemplos disto para se explicar como firmas podem desperdiçar dinheiro simplesmente colocando-o nas mãos do empregado (ou, de forma irônica, “colaborador”) e dizendo-lhe: “- Vá, meu filho, compre uma boa educação”.

Como existem escolas e “escolas”, o sujeito “compra” o diploma (ou insiste um bocado nisto) e volta para a firma…com a mesma produtividade de antes.

A observação mais importante, talvez, que este modelo nos traz, diz respeito aos verdadeiros ganhos com a educação. Para Marx, no “O Capital”, a profissão de professor fazia parte do tal “trabalho improdutivo”. Uma noção estranha (e até irônica), já que por mais que exista informação assimétrica (e Marx nem pensava nisto), é possível que o retorno da educação seja, parcialmente, convertido em maior produção.

II. Volta aos livros-texto

No livro-texto de Varian (graduação, o famoso “Baby Varian” em contraponto ao de pós, o “Hard Varian”), há uma interessante descrição de um estudo empírico de Andrew Weiss, sobre os impactos da educação em uma firma. Essencialmente, Weiss descobriu que a educação tinha pouco impacto na produção da firma estudada: trabalhadores com mais anos de estudo não tinham uma produtividade tão distinta da dos seus colegas.

Por outro lado, Weiss também encontrou que os caras com mais educação faltavam menos ao serviço. Em outras palavras: a produtividade dos caras era maior porque trabalhavam mais horas. Educação? Não necessariamente.

III. So what?

Observe o mundo à sua volta. Suponha que você conheça várias pessoas em várias faculdades e, mais ainda, a partir da metade do curso, você observa que os seus colegas iniciam um movimento de transferência entre faculdades, tanto de uma faculdade melhor para uma pior quanto o oposto.

Você se pergunta: por que existe tanta tentativa de transferência de alunos entre faculdades?

É possível que estejam todos tentando emitir um sinal para o mercado de trabalho. Algumas hipóteses.

H.1. O aluno menos capaz que, por imperfeições no mecanismo de entrada, foi parar na faculdade melhor, pode ter descoberto que não conseguirá ter sucesso no prazo desejado. Para ele, uma transferência é uma boa idéia porque ele sabe que a educação é mais um sinal do que tudo.

Pessoalmente acho esta hipótese menos provável de ser observada.

H.2. O aluno menos capaz que, por imperfeições no mecanismo de entrada, foi parar na faculdade pior, pode tentar obter o diploma da faculdade melhor e, portanto, tentará a transferência a qualquer custo. Comparativamente, ele deseja ter o mesmo “status” (sinal) do aluno que se esforçou mais, só que com um gasto com esforço menor.

Este caso me parece bem comum.

H.3. O aluno mais capaz que, por imperfeições no mecanismo de entrada, foi parar na faculdade pior, pode tentar obter o diploma da faculdade melhor e, portanto, tentará a transferência a qualquer custo. Além do aspecto da sinalização, suas chances de se dar bem no curso mais difícil (da faculdade melhor) são maiores do que as de um aluno ruim.

Também acho que isto pode acontecer, mas creio que o que mais ocorre, estatisticamnte falando, é H.2.

IV. Mas educação não me traz nada?

Olha, primeiro, há uma motivação moral e útil básica: estudar é bom e te faz entender melhor o mundo (inclusive entender as conseqüências da sinalização para sua vida).

Mas há também algo que não se pode esquecer. Pessoas são racionais e não apenas alunos são racionais. Professores o são e donos de faculdades idem (sejam eles o grupo sindical que domina a faculdade pública ou os acionistas/gerentes/dono da faculdade privada).

Eles, mais do que os alunos (já que estudaram sinalização antes dos mesmos), conhecem as funestas conseqüências que uma visão negativa da faculdade pode ter sobre seus ganhos. Daí a noção de se construir uma marca e tentar vendê-la como algo que represente um real ganho com a educação que lá se apre(e)nde. Claro, nem todos farão isto pois o cálculo do lucro considera a competição efetiva e potencial no mercado de educação: às vezes, só um sinalzinho já basta…

Então, sim, se você quer aprender algo que, eventualmente, possa aumentar sua produtividade (ou pelo menos aumentar seu salário um pouco sem necessariamente aumentar sua produtividade), existirão sempre algumas faculdades melhores e outras piores. Não pense que o governo resolverá isto. Isto não é possível e só gera maiores gastos para os contribuintes/consumidores (inclusive diminuindo a renda disponível em seu bolso para pagar por uma boa escola que, geralmente, é mais cara).

O que o governo pode fazer é compreender o mecanismo de mercado e tentar criar incentivos que, com o mínimo de interferência na decisão individual e racional das pessoas, mostrem-lhe que se educar é bom e que ter uma boa educação é melhor. Claro, uma boa educação, socialmente falando, é aquela em que o gasto com educação gera ganhos de produtividade. Caso contrário, podemos nos converter em uma república socialista e uniformizar todos os salários. Ou podemos queimar dinheiro. Ou, sei lá, podemos pegar um revólver e matar uns 30 caras. Pessoalmente, prefiro pensar que a compreensão correta dos problemas da sinalização é um objetivo mais interessante.

Claudio

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Finalmente uma pergunta interessante em Corporate Finance (pelo menos para mim)

This paper reproduces a survey – previously applied in two different Continents, North America and Europe – to inquire about cost of capital, capital budgeting, capital structure, and corporate governance. The survey utilized in this article is Graham & Harvey’s survey ( 2001) and its extended form employed by Brounen, Jong, and Koedijk (2004), which added two questions on corporate governance. We applied Brounen, de Jong and Koedijk extended form and we added one question on Islamic financial instruments. All firms analyzed are located in countries that abide by a mix of Islamic Law and secular Laws, mainly the French law and Common law. The sample firms were from Bahrain, Kuwait, Oman, and United Arab Emirates. Despite unique firms’ characteristics and institutions, CFOs are acting roughly similar to their counter-parts in the U.S. and Europe.

Os autores: ABDELAZIZ CHAZI – American University of Sharjah – School of Business & Management, PAULO R.S. TERRA – Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), FERNANDO ZANELLA – United Arab Emirates University – Department of Economics.

Claro, o link.

Acho bacana porque estou cansado de ver as pessoas repetindo as perguntas sobre o tema no Brasil quase que como papagaios. Estudar uma realidade como o mundo árabe é muito interessante. Desde o ataque terroristas de 11/09, a potência acadêmica que são os EUA passaram a se preocupar mais em entender o mundo árabe. Em meio a uma crise sempre há algo de positivo que pode (ou não acontecer).

Estudos como este me animam porque me ajudam a entender melhor como funcionam as economias árabes. Digo mais: ajudam-me a aprender.

Claudio

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G causa T ou T causa G?

Um governo responsável, fiscalmente falando, só gasta G se arrecada T. Agora, um irresponsável gasta G para depois ajustar T. No primeiro caso, T Granger-causa G e no segundo, o oposto.

E no Brasil? Para este comentarista, estamos no pior caso. A primeira vez que vi algo assim foi na tese de doutorado do Fernando Zanella, em Auburn, para o Brasil imperial.

Claudio
p.s. artigo bacana o dele, não?

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E eles ensinam Direito

A confusão na escolha do novo professor titular de direito penal da Faculdade de Direito da USP parece longe de terminar. Uma representação entregue na sexta-feira à instituição contra o juiz e professor da PUC Marco Antônio Marques da Silva – um dos dois concorrentes – levanta um suposto plágio em sua tese de doutorado Juizados Especiais Criminais.

É a segunda acusação em menos de um mês. No dia 28 de março, o Estado publicou outra denúncia de irregularidade em parte de seu trabalho entregue à faculdade. Na ocasião, foram contestadas 13 páginas de um artigo de 1997 do professor da PUC.

De acordo com a nova representação, o trabalho de doutorado de Silva, também de 1997, tem aproximadamente cinco páginas copiadas ipsis litteris do autor espanhol Hernan Hormazábal Malarée, sem qualquer referência a ele nessas “citações”. O plágio incluiria até mesmo as referências bibliográficas do trabalho original.

“Isso é um problema sério. Na USP o título de doutor dele poderia até mesmo ser cassado”, diz o professor da USP David Teixeira de Azevedo, autor das duas denúncias.

Lamentável, não? Alguém se lembra do caso do plágio na UFRGS que o Filisteu denunciou e eu divulguei aqui?

Plágio é o mais baixo dos crimes que um professor de metodologia consideraria. Um estudioso do Direito, pela própria formação, deve se insultar mais ainda com isto. Pelo menos é o que eu esperaria, dado o perfil (alegado e divulgado) da patota da área. Mas a notícia acima mostra que pode não ser bem assim.

Claudio

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Professores ausentes, juventude demente

O desperdício de gastos com funcionários que faltam ao trabalho, denunciado pelo Estado na edição de domingo, não é exclusividade do governo de São Paulo. A ausência por motivos de saúde também faz parte das estatísticas de outros governos, entre eles o do Distrito Federal. Em um único mês, o governo do DF desembolsou quase R$ 4 milhões para pagar apenas professores em licença.

(…)

No ano passado, o DF também sofreu com a ausência de professores das salas de aula. Levantamento feito pela Secretaria da Educação revela que de janeiro a setembro de 2006, em um universo de 28 mil professores, quase 139 mil faltas de educadores públicos foram registradas (milhares de professores faltaram mais de um dia). O dado leva em conta o número de dias de licenças solicitadas nos nove meses do ano passado e renovadas no período.

Que lição terrível esta para a juventude que, na minha cara, vem dizer que é “pela ética” ao mesmo tempo que tenta “colar” em provas.

Claudio

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Você sabe com quem está falando? Não. Mas sabe exatamente o que obterá a este preço, certo?

This favorite/least favorite business brings up the crucial question
of price. Discussions of consumer goods and services often ignore the fact that price is a form of customer service, and that low prices usually translate into lower levels of what is usually thought of as “service.” Travel reporters and airline consumer advocates usually focus on premium service: Who offers the best first class lie-flat bed? Whose lounges are the most luxurious? When these journalists do attend to economy class and low-fare airlines, they tend to lament the “race to the bottom” on service, as airlines drop amenities or charge for them, leading to a lamentable decline in the perquisites of travel journalism.

Most airlines sell tickets on a unitary fare, which includes all the costs of the flight and service, including (of course) landing fees, crew salaries, and fuel, but also luggage, onboard entertainment and meals, and a number of other services. If one airline charges less than another, it is reasonable that some of the ancillary services will not be offered. Low-fare carriers have moved in the direction of true fare transparency—letting passengers know exactly what they’re paying for. The essential cost of the transportation is the base fare, and any ancillary services can be tacked on at will.

Leia tudo que é bacana.

Claudio

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A exploração privada do espaço

The Ansari X-Prize for the first reusable private craft to reach “the edge of space,” 100 kilometers above the earth, was won in 2004 by Burt Rutan’s SpaceShipOne. The cost? Three years of research and $25 million.

That same year, George W. Bush’s Vision for Space Exploration gave NASA sixteen years to get back to the moon, with startup costs alone of $16 billion. Is government inefficiency to blame? What makes the private program so much more efficient than the government one?

The answer probably isn’t free-market efficiency; it’s fuel efficiency.

On earth, your car gets a certain number of miles to the gallon. If you want to go twice as far, you need twice as much fuel. But space travel doesn’t work that way. Rocket fuel usage is governed by something called the Tsiolkovsky rocket equation, which says that the amount of fuel needed grows exponentially as you try to make a rocket go faster.

Leia tudo.

Claudio

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