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O mundo maravilhoso dos socialistas: Putin

Putin é o novo ídolo – ainda pouco citado por aqui, porque é realmente uma idiotice elogiar ditadores só porque são socialistas (um ou outro “intelectual” da selva faz isto, como sabemos das crônicas e colunas de certos selvagens) – das esquerdas selvagens.

Seguindo à risca os ensinamentos de Karl Marx, Putin sabe que a democracia é uma idiotice burguesa que gera fetichismo (por couro?) nas massas alienadas. Por isto, para burgueses contra-revolucinários (os antigos “russos brancos”, que o mentiroso John Reed deve ter certamente citado no seu livro que, hoje, sabemos ter sido financiado pelos soviéticos), só porrada.

Claudio

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O mundo maravilhoso das cooperativas de inspiração socialista

No Estadão de hoje, versão impressa:

“Virou um caso de polícia a Bancoop, cooperativa habitacional dos bancários que cardeais do PT fundaram há 11 anos. Inquérito criminal foi aberto pelo Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), órgão da Secretaria Pública do Estado, para apurar denúncias de fraudes, superfaturamento de obras, desvio de verba da instituição e formação de quadrilha”. [p.A.16]

Não, você não está lendo nada errado. Não tem mesmo o nome do Maluf na notícia acima. É tudo herança do próprio partido citado.

Interessante como, nestas horas, muita gente fica caladinha e outros reagem com a truculência típica dos fanáticos ideológicos.

Claudio

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Economia do Direito

Um consumidor comprou um telefone celular com a esperança de ganhar o brinde, uma modesta nécessaire. Não ganhou e recorreu a Justiça. Foi condenado por má-fé e, se a condenação não for reformada, terá de pagar R$ 660 para a Motorola e para a Tim.

Ninguém gasta R$ 199 (preço do celular) simplesmente porque espera ganhar uma nécessaire, considerou a juíza Adriana Marilda Negrão, do Juizado Especial Cível de Osasco (SP). Não foi o que pensou o consumidor que, em busca da bendita nécessaire, movimentou a máquina judiciária.

O consumidor e a Motorola chegaram a tentar uma conciliação. A empresa ofereceu ao seu cliente dois brindes: a querida nécessaire e um colar. O consumidor não aceitou. Pediu um outro aparelho celular, que custa cerca de R$ 600, e mais R$ 1 mil em dinheiro pelo transtorno pelo qual passou.

Para a juíza Adriana Marilda Negrão, é evidente que o consumidor entrou com a ação apenas para obter “vantagem patrimonial”. Ela entendeu que o consumidor não queria a nécessaire, já que recusou o brinde quando este foi, de fato, oferecido.

“Para tanto, movimenta a máquina judiciária, sem despender um centavo — já que demanda sob os auspícios da gratuidade do Juizado Especial Cível —, preenchendo com tão comezinha questão a pauta que poderia se dar a feitos de real importância e autores necessitados do restabelecimento da Justiça”, criticou a juíza.

Um ponto: sim, está claro que o consumidor revelou claramente suas preferências ao tentar enganar a empresa ao não aceitar o acordo e passar a exigir um outro aparelho.

Mas o desprezo da juíza pela questão (“comezinha questão”) é algo que não consigo entender. Qualquer um tem o direito de recorrer à Justiça e o pedido de José não é melhor que o de João só porque eu tenho na cabeça uma ordem de prioridades, digamos, sociais, sobre os desejos alheios.

Se a aposentadoria da juíza estivesse em debate, um outro juiz que dissesse que se trata de uma “comezinha questão”, dado que o problema é o equilíbrio da Previdência Social, o que a juíza acharia?

A fala da juíza é uma evidência de que o simples, mas importante resultado do Teorema da Impossibilidade de Arrow ainda não é muito conhecido dos profissionais do Direito. Eu sei que isto está a mudar marginalmente, mas não custa alertar. Durante anos, o IL-RS prestou um excelente serviço público: ensinar Law & Economics para o pessoal do Direito (juízes inclusos). Por dificuldades, creio, parou com o mini-curso. Mas alguns economistas da UFRGS estão lançando um curso mais robusto e cuja grade disciplinar me parece bem razoável.

Claudio

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A crise (que não existiu, segundo o presidente da ANAC)

Alvo certo da CPI do Apagão Aéreo que o Congresso está prestes a instalar, a Infraero vive uma espécie de ‘efeito Orloff’ da situação enfrentada pelos Correios em 2004, palco de escândalo nacional depois da malsucedida experiência do loteamento político por pelo menos três partidos (PT, PMDB e PTB). O organograma da Infraero acomoda 33 postos de comando – do presidente e seus 5 diretores aos 19 superintendentes nacionais e 8 regionais espalhados pelo País. Mas o exame minucioso do colegiado revela que a empresa é dirigida por um consórcio eclético de fisiologismo que junta seis partidos aliados e de oposição ao governo.

Convivem ali afilhados de parlamentares do PT, PMDB, PTB, PSB, do recém-criado PR (ex-PL) e até do antigo PFL, rebatizado no mês passado de Democratas. Todos atentos aos R$ 878 milhões de investimentos em aeroportos que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê para este ano.

Esse cenário inspirou o brigadeiro Edilberto Sirotheau a escrever uma carta de demissão premonitória da Superintendência de Segurança Aeroportuária, em abril de 2005. Sirotheau deixou a Infraero denunciando a “obsessiva prioridade às obras que proporcionam ´visibilidade´, em detrimento das necessidades operacionais”. O brigadeiro previa “ocorrências graves em futuro próximo”.

Pelo visto, não é questão de “militarização” ou “controle civil”. Há duas soluções: privatiza ou continua público, mas com uma lei potencial e efetivamente rígida quanto ao crime de se matar pessoas induzindo-lhes ataque cardíaco com “operações padrão”. Para mim é um crime, mas não sei o que os juízes diriam. Aliás, pelo que tenho lido, não tenho esperança que dissessem boas coisas.

Claudio

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Impostos

Está na minha conta de luz:

Energia: 20,64%
Distribuição: 34,16%
Transmissão: 2,78%
Encargos setoriais: 5,74%
Tributos: 36,68%

Não, eu não me enganei. Eu pago mais “tributos” do que qualquer outro item da conta. Ei, eu já pago a um monopólio pela energia, distribuição e transmissão, sem falar nos misteriosos “encargos setoriais”, não é?

Claro que é legal porque existe uma lei que permite isto. Não vamos sair por aí quebrando os prédios públicos ou invadindo fazendas por causa disto, evidentemente. Mas há quanto tempo o pessoal honesto deste país deixou de ter vergonha na cara (ou se cansou, sei lá?) e reclamar junto aos políticos? Você raramente lê nos jornais um artigo de alguém reclamando de impostos.

Provavelmente isto ocorre porque a classe “rent-seeker” brasileira é predominante na mídia (com uma pesquisadora dizendo o que disse no texto reproduzido abaixo, não é difícil supor que esta seja a melhor hipótese), o que, naturalmente, impede que opiniões discordantes apareçam com muita freqüência. Quando aparecem, vem aquela chuva de ignorância e falta de educação: “é um neoliberal”, “é um gordo”, “é um capitalista selvagem”.

Sim, sou pessimista.

Claudio

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O Silêncio dos Intelectuais (Oficiais)

Somente na selva é possível existir uma filósofa, professora de universidade pública, defendendo “a lógica e a necessidade interna da própria pesquisa” contra a existência de prazos e apresentação de trabalhos cobrados pelas agências [públicas] de fomento `a pesquisa. Na defesa de sua tese a Professora, todavia, não explica porque o dinheiro público deveria financiar “pesquisas” em que os pesquisadores determinam os prazos, se é que precisam mesmo de prazos para terminar seus trabalhos e, quem sabe, publicá-los algum dia. Talvez ela queira também defender o direito desses mesmos “pesquisadores” determinar o valor a receber por suas pesquisas. A estupidez e ignorância econômica dessa teoria da picaretagem revela a profunda falta de conhecimento da sua autora sobre o assunto e indica o tamanho da estupidez vigente num país que respeita [ou venera] a autora de tais opiniões. A inacreditável defesa da picaretagem foi publicada na Revista Adusp em Dezembro de 2000.

Claudio

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