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Nada como um argumento inteligente

Apesar de tentar corrigir as declarações de anteontem, Zuanazzi não escapou novamente da ironia dos parlamentares. O presidente da Anac pediu licença ao presidente da audiência ontem, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), para informar que controladores de vôo na França tinham acabado de iniciar uma paralisação. “São problemas comuns no mundo todo”, observou.

Tão logo terminou de informar sobre a greve francesa, Zuanazzi foi surpreendido com a declaração de Heráclito. “Então, já que o senhor acabou de informar o início da paralisação na França, peço que comunique essa comissão quando a crise lá for resolvida. Será para nós um bom parâmetro saber quanto tempo as coisas levam para ser resolvidas lá e aqui”, retrucou o pefelista, deixando visivelmente constrangido o diretor da Anac e provocando risos no plenário.

Claudio

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Fale-me seu nome? O céu é azul. Como?

O petista Milton Zuanazzi, presidente da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), tentou se explicar: “Eu disse que não há crise do serviço aéreo, da indústria, que está em expansão. Essa crise [das empresas] se deu até 2003”. Mas ele admite, vejam só, que há “problemas” no setor. Não uma crise. Deixe-me ver se entendi. A Câmara convidou o presidente da Anac para falar do controle, e ele pensou que era o dono da Gol. E desandou a falar sobre o vigor financeiro das empresas. Essa gente cuida dos céus nos quais você voa, leitor.

Cara, esta foi no ponto. Sem comentários.

Claudio

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Cigarros, impostos e a economia

Davi, em interessante análise sobre o governo, os impostos e a guimba.

Há os argumentos que ele, de maneira clara e simples, expôs. Não se sabe se houve algum esforço para se basear a medida em argumentos científicos. Aliás, a diferença entre os grupos de interesse norte-americanos e os nossos está fortemente fincada no que o Joseph Love dizia em um texto que escrevi aqui há um ou dois dias: falta, ao brasileiro metido a besta, o hábito de usar pesquisas científicas.

Por que um lobista resolve fazer um lobby de má qualidade (sem evidências científicas)? Bem, vou me arriscar: suponha um país no qual o governo seja dono de 40% da riqueza do país. Qual é o investimento menos custoso, no curto prazo: pagar um jantar para uns burocratas ou pagar um jantar para uns burocratas e mostrar algum estudo científico (parcial, ok, não me importo) defendendo seu ponto?

Sai mais barato pagar o jantar (ou a prostituta da vez) para o cara, não é?

A mentalidade ainda é aquela da era colonial: “números não dizem nada. Quem mexe com números é ‘nêgo’. O que importa são os “grandes sistemas”, “as grandes idéias”.

Podem criar quantas universidades públicas quiserem neste país. Se um sujeito se gaba de não produzir pesquisa nenhuma e acha que o negócio é vender ideologia para jovens adolescentes (boas vítimas, já que em fase de formação intelectual…até hoje estou nesta fase, diga-se!), também não adianta.

É, não é fácil não, cara. É difícil pacas. Você pode colaborar fazendo sua parte. Explicando para seu colega, seu pai ou seu avô que, sim, no tempo dele, com as dotações dele, no ambiente dele, ele fez o melhor possível. Mas hoje podemos fazer melhor. Não precisamos nos ater aos discursos vazios e grandiloqüentes. É na leitura do rodapé do capítulo 11 do livro que se formam os grandes caráteres. Não no chiqueiro da fazenda dos bichos orwelliana.

Claudio
p.s. caramba, falei bonito no final. Leitores mais novos podem não entender. Acho que não há mais professores pedindo a leitura de “A Revolução dos Bichos” de George Orwell nas escolas. A esquerda, outrora orgulhosa de nos apresentar este livro, hoje tem pelas conseqüências de uma atenta leitura do mesmo. É o chiqueiro, cara, é o chiqueiro…

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Meu direito sobre meu corpo e o mercado

Desempregada há um ano, a dona de casa Maria de Fátima Leite Mota, de 31 anos, solteira com dois filhos, anunciou no sábado, 14, no jornal Diário do Amazonas, a venda de um rim e a medula óssea pelo mínimo de 50 mil. “Até hoje (12) só recebi telefonemas com piadinhas, mas ainda estou disposta. Mesmo que possa ser presa. Só que vão ter de me encontrar antes”, afirmou.

Maria de Fátima disse não saber que a venda de órgãos no Brasil é condenada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (Abto). “Que proibido que nada: conseguindo vender ninguém vai saber, vou sumir”, afirmou. Fátima disse que se lhe oferecessem um emprego, ela desistiria.

Ok, há um ponto aqui: se todo mundo usar este argumento de que “está desempregado e venderá o rim a não ser que alguém lhe dê um emprego”, então, sim, é verdade, a venda de órgãos não ocorre sobre a crença moral do indivíduo de que seu corpo lhe pertence. Ainda assim, é uma forma de ganhar dinheiro sem o uso de crimes contra terceiros.

Particularmente eu simpatizo mais com quem realmente acredita no direito de vender seus próprios órgãos, mesmo que não os venda. Questão de princípios. Mas, novamente, o tema reaparece na imprensa.

Minha opinião: se começar com chantagem (“eu poderia assaltar e estuprar, mas estou aqui ganhando meu dinheirinho honestamente” = “não compre e me tornarei um marginal”), eu acho que a lei deve ser cumprida com o merecido rigor.

Mas isto é meu lado normativo falando mais forte…

Claudio

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Vida acadêmica

Aluna para um hipotético professor:

– Professor, nesta questão eu queria dizer X.
– Mas você tinha que escrever aqui.
– Eu sei, mas você tinha que ter escrito.
– É, mas eu quis dizer…
– E lembre-se: quando a mulher diz uma coisa, normalmente quer dizer outra.
– Não é verdade…(achando graça).
– Viu só?

Claudio
p.s. o professor hipotético não é o Ari e eu não vi nada.
p.s.2. licença criativa utilizada. A história não foi bem assim, né?

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O econometrista, o revólver e a cerveja

Levitt e uma conjectura interessante: mais cerveja, menos violência?

Para o Brasil, claro, nunca vi nada parecido. O preço relativo da cerveja é até fácil de obter porque você tem a série de índice de preços detalhada no IBGE. Quanto à violência, bem, isto é coisa para o Ari.

De qualquer forma, eis a evolução do meu índice de bem-estar:

cerveja11.JPG

Claudio

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Bem público

Dica do Reinaldo Azevedo: Cenipa.


O comando da Aeronáutica informou ao Estado que os relatórios de perigo são todos motivos de investigação do Sipaer rigorosa. Podem ser abertos por controladores de vôo e por qualquer cidadão. É só entrar na página “cenipa.gov.br”, na internet, pegar o modelo, fazer um relatório e encaminhá-lo à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ou a qualquer autoridade da Aeronáutica ou da Infraero nos aeroportos.

Claudio

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Um muçulmano vale muito mais que um hindu (taxa de câmbio fixa interessante) + maconha para todos

Dois mercados pouco usuais nos livros-texto da praça:

* O mercado árabe para o valor da vida (note a diferença por gênero e religião). Não há cálculo aturial que justifique isto, ok?

* O mercado de maconha (aposto que o número de visitas a este blog vai aumentar depois disto, embora eu suspeite que os visitantes estarão pouco atentos, digamos, a qualquer texto, he he he).

Sim, você só vê isto aqui, neste blog (principalmente depois de eu me animar matando a natação e preparando um mega-exercício para uma turma que “adora” concorrência imperfeita).

Claudio
p.s. o “adora” pode ser lido sem aspas. Eu disse “pode”, não “deve”. E, claro, o mesmo argumento das aspas vale aqui (“ironia endógena” e…esquece, he he he).

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