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O vôo 123 JAL

Kyu Sakamoto, um dos mais populares cantores japoneses do pós-guerra, morreu em 1985, em um acidente trágico. Segundo a Wikipedia, escreveu uma carta para a família antes de morrer. Deu tempo? Sim.

A comunicação entre a cabine do piloto e os controladores foi toda colocada online nesta página. É algo trágico de se ouvir, mas percebe-se que houve tempo suficiente para escrever uma carta.

A sensação não deve ser boa quando você ouve que é bom usar máscara pois um pouso de emergência se aproxima.

Houve grande discussão na época, inclusive, sobre as falhas dos controladores.

The Japanese public’s confidence in JAL took a dramatic downturn in the wake of the disaster, passenger numbers on domestic routes dropping by one-third. Rumours persisted that Boeing had admitted fault to cover up shortcomings in the airline’s inspection procedures and thus protect the reputation of a major customer. Without admitting liability, JAL paid 780 million yen to the victims’ relatives in the form of “condolence money”. Its president, Yasumoto Takagi, resigned, while a maintenance manager working for the company at Haneda committed suicide to “apologize” for the accident.

Note: o presidente se demitiu e um funcionário, em remorso, suicidou-se. E houve pagamento, ainda que sob relutância.

Claudio

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DJ Claudio (on topic)

Vários alunos (vários? De onde tiro isto, meu Deus?) já me perguntaram se estudar ouvindo música funciona (claro que não funciona, exceto se a música estiver em volume quase inaudível e olhe lá).

Para estes (inexistentes) ansiosos por saber mais sobre a profissão que escolheram seguir (ainda há tempo: o barco não alcançou o porto!), eis uma lista de músicas que te ajudam a pensar.

Pensando melhor, quem vai gostar disto são os professores de economia mas, sei lá, vai que algum aluno metaleiro passa por aqui…

Claudio

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Com a palavra, os pilotos

Desde o começo da crise aérea, os erros de comunicação entre pilotos e controladores se tornaram mais freqüentes, mas “ainda é altamente seguro voar”, revelou um piloto brasileiro que não quis se identificar.

“Já vamos um pouco tensos, na insegurança do que vai acontecer, se vamos ter atrasos ou não”, confessou o piloto à reportagem do programa Bom Dia Brasil, da TV Globo. Profissional da área há 12 anos, com quase quatro mil horas de vôo, ele revela que os erros cometidos por controladores estão aumentando.

“Eles passam informações para nós que são para outra aeronave atrás ou na frente. Já aconteceu comigo. Eu estava pousando em Congonhas, já na aproximação final, e o controlador disse para descer a três mil pés. Questionei e disse que não podia fazia isso porque já estava a dois mil. Ele corrigiu e disse que não era para mim, mas para um vôo Varig que vinha depois”, contou.

Claudio

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Selva versus Civilização

A desmilitarização do controle aéreo exigiu que países como a Itália regulamentassem o direito de greve nos serviços essenciais. Ao contrário dos Estados Unidos, onde os trabalhadores do setor são proibidos pelo contrato de trabalho de fazer greve, na Itália as paralisações são legais, mas devem obedecer a normas rígidas.

Essa foi a saída para impedir que passageiros fossem pegos de surpresa, provocando caos e prejuízos.

Ah, claro. Alguém pode perguntar: “Claudio, você não mostrou como os trabalhadores do setor fazem greve no mundo socialista (Venezuela, Bolívia, Cuba, Coréia do Norte e a parcela progressista do PSDB, PMDB, PT, CNBB, MST, etc.)”.

É verdade.

Levando em conta o paradigmático exemplo de Cuba, temos a inexistência de greves no país. Um verdadeiro paraíso para os sindicalistas de esquerda que andaram aparecendo durante esta crise em apoio à greve dos controladores.

Aliás, o direito à greve não aparece na Constituição cubana (deve estar em alguma outra lei). Digo, se você ler alguns trechos, ele até quase aparece, mas ligado ao fim supremo do socialismo (o que, para bom entendedor que vive sob uma ditadura, meia palavra basta).

As diferenças com relação aos EUA? Obviamente muitas. Nos EUA é um contrato de trabalho (instrumento de dominação capitalista, burguês e imperialista), ou seja, o sujeito que escolhe seguir a profissão sabe as condições que encontrará. O mercado de trabalho em Cuba ou nos EUA diz respeito a coisas bem diferentes como, aliás, o próprio governo de Cuba (e seus aliados brasileiros) declara(m).

Claudio

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Finalmente os vejo


Fonte: Reinaldo Azevedo.

Até a greve de fome de 15 minutos eu achava que eram um mito, pois nunca havia visto uma única foto de um controlador durante a greve de 1/2 ano que fizeram desde o acidente do Gol.

Bem, é bom vê-los, assim como vejo fotos de políticos acusados de corrupção. A gente percebe que não são tão intocáveis assim. Inclusive erram (ou mentem).

• Um avião ia de Belo Horizonte para São Paulo. O piloto recebeu a informação de que, por causa do excesso de tráfego aéreo, não poderia pousar no Aeroporto de Congonhas nas duas horas seguintes. O avião foi redirecionado para a posição AAQ, onde deveria sobrevoar a região de Araraquara. Menos de dez minutos depois, o comandante recebeu uma outra informação, afirmando que Congonhas estava livre para pouso. Em terra, descobriu que o desvio por duas horas nunca fora necessário.

• Um vôo vindo do exterior com destino ao Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, foi interceptado pelos controladores. Determinou-se ao piloto que sobrevoasse São Paulo até segunda ordem. Usando os equipamentos de bordo, o piloto descobriu que não havia tráfego sobre o aeroporto que justificasse a manobra e decidiu, por conta própria, continuar o vôo. Pousou, tranqüilamente, após receber permissão da torre do aeroporto.

Claudio
p.s. há uma petição online sobre o tema. Já falei dela aqui, mas não custa repetir.

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