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The dumbest Castro

It makes me nervous when governments, rather than investors and consumers, decide what we should invest in and what we should consume. But if the ethanol partners want their grand schemes to have a chance at success, then they at least need to start by being consistent. Otherwise, the Cuban tyrant’s next article might actually be titled “I told you so!”

A selva tem amigos estranhos. Um deles é o ditador Castro. No artigo cujo trecho reproduzi acima, Alvaro Vargas Llosa discute o tal etanol e o pulinho histérico que o ditador deu estes dias por sua conta.

Claudio

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Eu queria ver alguém fazer um estudo como este para o Brasil

We [Gentzkow and Shapiro] construct a new index of media slant that measures whether a news outlet’s language is more similar to a congressional Republican or Democrat. We apply the measure to study the market forces that determine political content in the news. We estimate a model of newspaper demand that incorporates slant explicitly, estimate the slant that would be chosen if newspapers independently maximized their own profits, and compare these ideal points with firms’ actual choices. Our analysis confirms an economically significant demand for news slanted toward one’s own political ideology. Firms respond strongly to consumer preferences, which account for roughly 20 percent of the variation in measured slant in our sample. By contrast, the identity of a newspaper’s owner explains far less of the variation in slant, and we find little evidence that media conglomerates homogenize news to minimize fixed costs in the production of content.

Alguém conhece um bom candidato a fazer um estudo destes?

Claudio

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As feministas devem amar a teocracia do Irã

On April 2, Iranian authorities arrested a number of women’s rights activists as they were collecting signatures for the “One Million Signatures Demanding Changes to Discriminatory Laws” (http://we-change.org/).

After some of the activists were released on high bail, two others, Nahid Keshavarz and Mahboubeh Hosseinzadeh, were transferred to Evin Prison.

This is the second time that the two have been in Evin; the first time was after their arrest during February 2007 for similar activity.

Source: Rooz, Iran, April 5, 2007

A imprensa está com “overdose” de marinheiros britânicos e não divulgou notícias triviais como esta.

Claudio

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Computadores e ensino

Um dos projetos do novo Plano de Educação do governo federal é disseminar o uso de computadores e acesso à Internet nas escolas públicas do país, a um custo ainda desconhecido. Uma das idéias é adquirir o “computador de 100 dólares” produzido pela Medialab, do MIT, ou um equivalente, e dar um a cada estudante nas escolas públicas.

Há uma grande distância, no entanto, entre as esperanças que muitas pessoas colocam nos computadores, como forma de superar as deficiências do ensino, e o que mostram as pesquisas. Maresa Sprietsma, do Centre for European Economic Research em Mannheim, analisou o impacto do uso de computadores nos resultados do SAEB, e encontrou que eles têm um efeito negativo sobre o desempenho em matemática, e nenhum em relação do desempenho em português. Ela nota, no entanto, que as tecnologias e educação podem ser úteis para apoiar o trabalho dos professores,e para que os alunos se familiarizem cm este tipo de equipamento. Trata-se de uma pesquisa em andamento, com resultados ainda provisórios, mas vejam o que ela escreve:

Claudio

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A conclusão é…

…”Our overarching message is simply that market forces, modified by the cartel behavior of OPEC, determine most of the key factors that affect oil supply and prices. The United States does not need to be militarily active or confrontational to allow the oil market to function, to allow oil to get to consumers, or to ensure access in coming decades.”

Agora é hora de ouvir aquele povo da esquerda dizer: “mas, na prática, todo governo faz isto, logo, o governo brasileiro também deveria…”. Sempre repetem isto para falar de política (de favorecimento de algum) industrial, mas nunca para colocar os filhos (do industrial e outros) em uma batalha, por exemplo, pelo petróleo da Venezuela ou pelo gás da Bolívia.

Claro que ninguém quer uma guerra, mas é engraçado como o mesmo argumento é negado conforme os interesses pessoais são afetados. Se isto não é uma evidência de que indivíduos são economicamente racionais, eu não sei o que seria.

Claudio

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Os advogados não pedem pelo perdão, mas pela indenização

Os controladores pedem “perdão à sociedade e paz para executar com maestria nosso trabalho”, garantindo que a ABCTA “não medirá esforços para reconstruir a imagem de seus representados assim como lutar pela dignidade desejando paz nos céus e feliz Páscoa a todos.

Como é? Perdão? Não me venha com esta, cara. Foi só a punição da lei fazer sombra e, pronto, agora todos estão arrependidos. E como fica o passageiro que infartou e morreu em Curitiba? O perdão vai trazê-lo de volta à vida?

Um pouco mais de esforço é necessário. Pelo menos para convencer os menos burros desta selva.

Claudio

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Por que o preço da estupidez, no Brasil, é baixo?

Resposta abaixo.

Maior Brasileiro de Todos os Tempos

By SELVA BRASILIS

A Folha de SP promoveu uma eleição para a escolha do “Maior Brasileiro de Todos os Tempos”. Como esperado, num país povoado por analfabetos o eleito foi Getulio Vargas. Brasileiro se acha esperto, e ridiculariza os portugueses – sim, a idiotia ibérica é inquestionável, em particular, a estultícia lusitana, como foi mostrado no post sobre o maior português da história – mas os votos em Getulio Vargas e Juscelino Kubitscheck apenas demonstram o retardamento mental da selva. Na selva poucos têm idéia do que seja mérito, poucos têm discernimento para reconhecer uma conquista intelectual. Por isso é natural que ninguém tenha votado em Leopoldo Nachbin ou Maurício Peixoto, dois grandes matemáticos que colocaram um país de analfabetos e imbecis no mapa, ajudaram a construir o IMPA, uma ilha de seriedade na selva, e fizeram contribuições ETERNAS ao conhecimento humano. Ambos teriam o meu voto. E o seu? Em quem você vota?

Claudio

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Aprenda a analisar dados econômicos com tio Claudio (hoje estrelando: Ilan Goldfajn)

Cabe analisar o impacto da revisão do PIB sobre aspectos relevantes da política econômica:

Política monetária – Alguns argumentam que a revisão do PIB indica que se estreitou o espaço no futuro para crescimento sem pressões inflacionárias. Mas não há sinais na economia de que estejamos mais perto do crescimento potencial da economia que antes, na medida em que todos os outros dados observados não foram revisados nem alterados. Os dados de inflação (e suas expectativas), o desemprego e outras medidas de grau de utilização dos recursos na economia continuam indicando o mesmo cenário para o futuro. Provavelmente, a revisão dos dados elevou o produto potencial da economia na mesma proporção que o próprio PIB, deixando o hiato de produto (a diferença entre crescimento potencial e PIB) inalterado.

Dinâmica da dívida – A dívida pública como proporção do PIB caiu para 45% (de 50%), o que alguns consideram como indicador de um espaço fiscal mais folgado (isto é, uma queda futura mais acentuada do PIB ou um espaço para redução do superávit primário). No entanto, o esforço fiscal, medido pelo superávit primário, também declinou para 3,9% (de 4,25%) do PIB. Na medida em que o governo já indicou que vai manter a meta de superávit fiscal inalterada (mantendo a queda como proporção do PIB), não há diferenças significativas na dinâmica futura da dívida no Brasil.

Percepção de risco – Na medida em que a trajetória da dívida e a da política monetária deveriam permanecer aproximadamente iguais às anteriores, é de supor que a percepção de risco por parte dos investidores e das agências classificadoras de risco se manteria inalteradas. No entanto, aqui há uma imperfeição no sistema. As tabelas comparativas entre os países dificilmente são homogêneas nas metodologias. Uma mudança de metodologia que venha a melhorar as estatísticas de um país, de fato, será percebida como uma melhora absoluta na economia, e não dentro do contexto de uma revisão estatística.

Claudio

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Mais microcrédito

Este artigo é interessante por um motivo crucial: tentativa de tratar os problemas de endogeneidade que normalmente são ignorados no blá-blá-blá tradicional sobre microcrédito.

Se você gosta de Econometria e de microcrédito, eis uma sugestão boa de leitura. Eu, como já disse, não sou muito entusiasta do microcrédito. Eu gostaria de ver mesmo um trabalho que explicasse, via teoria, porque o microcrédito é ofertado pelo setor público predominantemente (algo que, desconfio, tem a ver com o “crowding-out” do governo sobre a caridade por um lado, rent-seeking do outro). Depois, o trabalho mostraria, no mundo, um levantamento estatístico básico (formas privadas e públicas de microcrédito). Finalmente, algum teste de hipóteses (várias perguntas surgiriam).

Sei que hoje os dados são escassos (ou estão escondidinhos em algum lugar), mas uma boa idéia não depende só de dados, não é?

Claudio

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