Uncategorized

Você já sabe que plágio é errado

E eu não sou palhaço. Nem eu, nem muita gente séria.

Claudio
p.s. a discussão sobre ética virou uma geléia na qual alguns mimados acham que tudo que lhes atrapalha vida é culpa alheia. Esta é a ética distorcida de alguns. Eventualmente serão ricos e famosos. Afinal, Al Capone e Pablo Escobar também conseguiram, não é?

Continue lendo “Você já sabe que plágio é errado”

Uncategorized

Discurso na abertura do Terceiro Encontro de Economia de Belo Horizonte (2006)

Eis uma versão bem fiel ao que eu li na abertura do encontro de 2006.

Prezados membros da mesa, alunos, visitantes, concorrentes do 1º Prêmio de Economia de Belo Horizonte, boa noite.

Em 1849, um historiador chamado Thomas Carlyle publicou um panfleto chamado “An Occasional discourse on the Negro Question”, no qual a economia foi acusada de ser uma ciência sombria, obscura, lúgubre ou, em inglês, uma dismal science. Durante anos, pensou-se que a expressão, dismal science, teria sido criada para um ataque retórico a Thomas Malthus. Na verdade, o alvo eram liberais como John Stuart Mill. Mais importante do que isto, o que hoje sabemos é que o ataque de Carlyle a Mill não se deveu ao fato deste último concordar com a teoria perneta de Malthus, aquela que vê o fim da humanidade criado através de um excesso de procura por alimentos, mas sim ao fato de Mill ser um indivíduo liberal e, portanto, contrário à escravidão (1).

Vejam bem, senhoras e senhores. Muitos nesta sala provavelmente dedicaram suas vidas a estudar esta “ciência lúgubre”, talvez até pensando em tornar sua prática mais alegre e divertida. Ironicamente, o termo dizia respeito ao caráter humanista da economia, ao seu respeito à liberdade individual. McCloskey (2)vê nisto uma virtude da Ciência Econômica. E eu concordo. Toda vez que folheio o índice da mais famosa publicação econômica, a American Economic Review, vejo que há uma diversidade incrível nos assuntos que economistas pesquisam. Seria isto possível num ambiente acadêmico sem liberdade? A resposta é um inequívoco não.

A liberdade perturba muita gente. Perturba, porque ela, a liberdade, implica que cada um arque com as consequências de seus próprios atos. Que esta responsabilidade seja efetivamente exercida é uma questão diretamente ligada à definição dos direitos de propriedade que cada um possui sobre si mesmo e sobre sua propriedade. Posso dizer com muita certeza que a importância do estudo dos direitos de propriedade é consensual na Ciência Econômica. O que não é absolutamente trivial é compreender como diferentes maneiras de se estabelecer os direitos de propriedade podem influir no desenvolvimento das pessoas, comunidades ou nações.

Meus caros, estamos na 3ª edição deste seminário. Quero dizer que há algumas coisas que me deixam muito feliz neste evento. Primeiro, sempre temos pesquisas de alta qualidade. As críticas são de bom nível, construtivas. E nem sempre agradam ao autor: crítica é isto mesmo. Tem de forçar você a repensar seu artigo ou até sua agenda de pesquisa. Não vale, claro, a covarde humilhação da crítica inócua e destrutiva que lamentavelmente vemos em alguns outros debates. Isto, meus caros, nunca se fez aqui. Seminário, congresso, colóquio, enfim, qualquer evento destes, acadêmico, não é Fla-Flu. O que é então? Lembrem-se, meus alunos, de suas aulas sobre vantagens comparativas! O palestrante, o debatedor, o espectador, cada um exerce sua especialidade e, durante o seminário, todos têm uma possibilidade incrível de usufruir das trocas voluntárias oriundas desta divisão do trabalho. Resultado? Diminuição da ignorância de cada um. E já está tudo incluído na mensalidade!

Alguns de vocês devem ter estranhado que eu tenha dito, em jornais, que este é um encontro de economia ortodoxa, mainstream. Na verdade, não existe economia ortodoxa ou não-ortodoxa. O que existe é a boa e a má economia. Qual é a diferença? A boa economia ensina que decisões envolvem custos. Veja, decisão é algo que sai da cabeça do indivíduo. Quando você decide que vai estudar Marx porque não acredita na categoria analítica de indivíduos, abriu mão de aprender outras teorias decisórias importantes para compreender fenômenos tão complexos quanto uma revolução. Quando você decide abraçar, afobadamente, a tese de que as pessoas têm racionalidade limitada e que, portanto, o modelo microeconômico básico, de livros-texto é simples (e não poderia ser de outro jeito), você tem de escolher: ou você é um iluminado ou é mais um diagnosticado com a tal da racionalidade limitada. Repito: não é Fla-Flu. É ciência.

E fazer ciência tem um custo: abrir mão de muitas certezas, deixar de fazer outras coisas…e tudo para se sentir, várias vezes, muito ignorante. Mas há também muitos benefícios. Para mim, um deles é estar aqui, neste seminário, compartilhando com todos vocês diversos aspectos da boa economia, de hoje até a manhã de sexta-feira.

Muito Obrigado.

1 Ver Levy & Peart (2001). Disponível em: http://www.econlib.org/library/Columns/LevyPeartdismal.html.
2 Ver McCloskey, D.(2002). The Secret Sins of Economics. Prickly Paradigm Press.

Claudio

Continue lendo “Discurso na abertura do Terceiro Encontro de Economia de Belo Horizonte (2006)”

Uncategorized

Kiva

Todo mundo que me conhece sabe que não sou o maior entusiasta deste tal de microcrédito (ou microfinanças). Acho que há vários problemas e já tive a chance de falar sobre isto aqui. Mas isto não me impede de pensar que algo pode dar certo. Novamente, o blog do Banco Mundial fala do Kiva. Foi através dele que eu fiz um pequeno empréstimo há um ou dois anos para um pessoal na África. O que me entusiasmou era o fato de não haver burocratas envolvidos.

Falei com uns alunos mas não sei se algum deles também entrou nesta.

De qualquer forma, cito novamente.

Claudio

Continue lendo “Kiva”

Uncategorized

Carga tributária e o governo

A má gestão dos governos na área tributária tem feito o contribuinte pagar cada vez mais impostos no Brasil. Um exemplo da falta de cuidado e interesse dos órgãos para diminuir a carga tributária no País está estampado num estudo preparado pela Escola de Economia de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas, com 3.359 municípios. O resultado é alarmante: do total analisado, apenas 95 cidades (2,82%) foram classificadas como eficientes. Dentre os 26 Estados e o Distrito Federal, nove ficaram fora desse universo e não tiveram nem a capital incluída entre as melhores.

A classificação foi conseguida a partir da análise de dados relacionados ao grau de informatização da cidade, nível de urbanização, densidade residencial, número de pessoas pobres, renda per capita e transferências do governo federal, entre outros fatores, explicam os professores Paulo Arvate e Enlinson Mattos, autores do estudo.

Claudio

Continue lendo “Carga tributária e o governo”

Uncategorized

Janer, em bom momento

Hoje, até a comunista Cuba tem a prostituição como um poderoso fator de captação de divisas. Quando um jornalista perguntou a Castro porque as universitárias tinham de prostituir-se na ilha, el Comandante respondeu, impertérrito: “Não é bem assim. Aqui, até as prostitutas têm nível universitário”.

Enquanto a ministra diz que o Brasil não é um país de turismo sexual, seu partido, o PT, elabora uma cartilha para o bom exercício da profissão de prostituta. Ora, estamos no Ocidente, onde mulher nenhuma é lapidada por entregar-se a seus desejos, onde cidadão algum está proibido de entregar-se ao bom folguedo. Muitas pessoas facilmente esquecem que prostituição não é crime no Brasil. Se a ministra quiser proibir o turismo sexual, podia começar proibindo o turismo. É a única maneira de proibir o sexual.

Leia todo o artigo.

Claudio

Continue lendo “Janer, em bom momento”