Uncategorized

Incentivos importam, diz Pedro

Hoje, durante o intervalo da faculdade, surgiu uma discussão na sala de aula muito curiosa.
Alguns de meus colegas reclamavam que aqui no Ibmec-MG, a grade é feita de tal maneira que caso você seja reprovado em uma matéria, muitas vezes nos próximos semestre você não conseguirá fazer todas as matérias que deseja, devido a pré-requisitos.
Todos reclamaram muito, uns achando isso um absurdo, que era “sacanagem”, outros que desse jeito nunca iam formar.
Na mesma hora, intervi. Falei que não tinha nada de absurdo nisso, e nada mais era a aplicação do que aprendemos no 1º período, em fundamentos de microecomia: Pessoas respondem a incentivos.
Uma vez que “tomar pau” em alguma matéria bagunçará todos seus horários, impossibilitando você fazer todas as matérias e atrasando a sua formatura, os incentivos para estudar, e realmente levar a faculdade a sério, aumentam!
Mesmo que a Coordenação nem tenha[m] pensado nesses critério para organizar a grade, ela acertou!

Incentivos importam, eu digo.

Claudio

Continue lendo “Incentivos importam, diz Pedro”

Anúncios
Uncategorized

Além da imaginação

If you thought writing calculations to describe three-dimensional objects in math class was hard, consider doing the same for one with 248 dimensions.

Mathematicians call such an object E8 (pronounced “e eight”), a symmetrical structure whose mathematical calculation has long been considered an unsolvable problem. Yet an international team of math whizzes cracked E8’s symmetrical code in a large-scale computing project, which produced about 60 gigabytes of data. If they were to show their handiwork on paper, the written equation would cover an area the size of Manhattan.

Claudio

Continue lendo “Além da imaginação”

Uncategorized

Hum…

Just last week, seven New York funeral home directors pleaded guilty to stealing organs from thousands of bodies, including that of broadcaster Alastair Cooke. Bizarrely enough, the federal government’s looking to get in on the same action.

At a meeting today and tomorrow, the Department of Health and Human Services Advisory Committee on Organ Transplantation is expected to recommend that states adopt policies of “presumed consent” for organ donation.

In other words, authorities could harvest organs from your dead body without prior permission from you or your family.

If the government is really concerned with getting donor organs, it shouldn’t rationalize stealing them, it should amend the National Organ Transplant Act to give people incentives for donating them.

The situation is dire. Some 93,000 Americans are now on the list to receive donated organs; last year, fewer than half got them. Twenty Americans fdie every day waiting for an organ that never comes.

Em alguns lugares do continente americano, as pessoas se preocupam com suas liberdades.

Claudio

Continue lendo “Hum…”

Uncategorized

Xiitas, estes notáveis moralistas

Já comentei o assunto. Mas já que falamos de jeitinho, cabe lembrar o sigheh.

A patente é iraniana. Como é proibido, segundo o Islã, manter relações sexuais fora do casamento, em tais casas os castos muçulmanos podem praticar o sigheh, modalidade de matrimônio permitida pelo ramo xiita do Islã, predominante no Irã. Tais matrimônios podem durar poucos minutos ou 99 anos, e são especialmente recomendados para viúvas que precisam de suporte financeiro. O sigheh foi aprovado no início dos anos 90, como forma de canalizar o desejo sexual dos jovens sob a segregação sexual estrita da república islâmica.

Segundo o aiatolá Muhammad Moussavi Bojnourdi, defensor incondicional das casas de castidade, “se quisermos ser realistas e limparmos a cidade dessas mulheres, precisamos usar o caminho que o Islã nos oferece”. Para praticar o sigheh, basta recitar um versículo do Corão. O contrato oral não é registrado e o versículo pode ser lido por qualquer um. Uma contraprestação em dinheiro às mulheres casadas segundo este ritual é bem-vinda.

E eles dizem combater a decadência moral ocidental. Grande discurso…

Claudio

Continue lendo “Xiitas, estes notáveis moralistas”

Uncategorized

O estatuto do idoso e o verdadeiro idoso

A partir do dia 24 deste mês, os passageiros de ônibus da capital paulista terão um minuto para cruzar a catraca após validar o Bilhete Único. Segundo a São Paulo Transporte (SPTrans), o limite de tempo foi estabelecido para evitar fraudes relacionadas ao bilhete dos idosos.

A medida tenta impedir um golpe aplicado pelos cobradores. Alguns deles permitem que os idosos liberem a catraca com o bilhete e desçam pela frente. Quando outro passageiro passa na catraca já liberada, o dinheiro da passagem é embolsado pelo funcionário.

O número de viagens cresceu 6,14% na cidade de São Paulo em 2006. As viagens gratuitas cresceram 50,68% e a quantidade de usuários idosos, apenas 2%.

Primeiro, é bom ver como os números, mesmo sem uma análise muito precisa, despertam nossa curiosidade. Segundo, Aluízio está a tocar em uma ferida que dói em muita gente: instituições não são entes vivos, superiores à raça humana. Instituições, estas que gostamos de estudar, são criadas por e para seres humanos. Gente idiota ou não cria regras para gente imbecil ou não.

Claro que este é um ponto que já bati muitas vezes aqui – um dia eu faço um artigo sobre o tema – e diz respeito ao tipo de regra do jogo minimiza (normativo sim, confesso, mas veja se não é razoável) a probabilidade de exploração do homem pelo homem (ou pela mulher, etc).

Explorar, para mim, é desrespeitar os direitos de propriedade básicos do outro. Como no caso da escravidão, em que o direito de propriedade sobre as horas de trabalho do escravo lhe são tomados por outrem (com ou sem as bençãos da burocracia estatal).

Os idosos merecem respeito como quaisquer outros membros da sociedade, sob qualquer classificação (botafoguenses, não-botafoguenses, pretos, não-pretos, brancos, não-brancos, economistas, não-economistas, etc). Mas a motivação do estatuto tem um efeito colateral ruim: ele pressupõe que os idosos são “coitadinhos” que precisam de ajuda.

Quando se vê um caso como este, de safadeza entre o idoso e o cobrador, somos – ainda bem – levados a refletir sobre a veracidade desta hipótese. Claro, outra pergunta institucional é: “se as instituições favorecem apenas um grupo da sociedade às expensas de outros, porque elas não são alteradas”?

Ah, vovô…

Claudio

Continue lendo “O estatuto do idoso e o verdadeiro idoso”

Uncategorized

Meus dois longos dias em Florianópolis

Dado o atraso dos vôos, talvez fosse mais correto dizer 2 dias e 1/2 de Floripalite Aguda.

O que eu aprendi:

* Que existe gente fazendo coisa bacana em Nova Economia Institucional, na área de História Econômica.

* Que a infra-estrutura da cidade não é tão boa quanto sua beleza natural.

* Que estudar instituições coloniais (formas de colonização) pode ser algo mais excitante do que já é, na minha opinião, quando se observa os experimentos privados de colonização de SC.

* Que eu tenho que avisar os amigos das viagens com alguma antecedência (quase não falo com o Tambosi dada a infra local, apesar da valorosa ajuda da Nariz Gelado).

* Que camarão e churrasco podem me fazer decidir por minha moradia nas férias ou na aposentadoria.

* Que Garota Verão é algo que não se restringe ao RS.

* Que participar de bancas de mestrado é sempre algo interessante, no mínimo. Eu já sabia disto, mas não custa reforçar. No meu caso, as externalidades foram notáveis.

Claudio

Continue lendo “Meus dois longos dias em Florianópolis”

Uncategorized

Os homossexuais vão ficar sem lugar

Calma, não é um texto discriminatório, destes que nega as individualidades e prega a violência contra o terceiro (o quarto ou o quinto) sexo(s).

Trata-se disto. Como sempre, aí vai um trecho:

In a forthcoming paper in the Quarterly Journal of Economics, economists Muriel Niederle and Lise Vesterlund use an experiment to test the second hypothesis. Specifically, they split participants (usually college students) into groups of two women and two men. They then offered each of them a simple task: adding up series of five two-digit numbers. After a few rounds of practice, the participants were given a choice. If they selected the “piece rate” option, they would earn $0.50 for each correct calculation they made, no matter how the others in their group performed. If they selected the “tournament” option, they would earn $2.00 for each correct calculation—but only if they had the most correct calculations in the group.

What happened? About three-quarters of the men in the experiment chose the tournament option, compared to about one-quarter of the women. Indeed, most of the men who in fact had performed worst in the group chose the tournament option, and most of the women who in fact had performed best in the group chose the piece-rate option. In other words, mistakes were made by members of both genders: the men were too competitive, and the women chose the competitive option too seldom.

Leia o resto. Será que você, em sua sala de aula, percebe homens e mulheres como distintos no sentido econômico?

Claudio

Continue lendo “Os homossexuais vão ficar sem lugar”

Uncategorized

Conspirações

Quem pôde provar um pouco das peculiaridades mágicas da ilha, neste final de semana, foi o Claudio Shikida, do inteligente blog De Gustibus (link ao lado). Acabamos não nos encontrando pessoalmente, mas conversamos e rimos bastante pelo telefone.

Será que eu conspirei? Heim? Heim? A blogosfera bolivariana deve achar que eu e o Orlando estamos tramando algo. Será? Heim? Heim?

Claudio

Continue lendo “Conspirações”

Uncategorized

Há algo errado aí

O apagão, que eu saiba, já vem de tempos. Na quinta-feira à noite já havia caos no Aeroporto da Pampulha. Pode-se dizer que piorou domingo, ou então as autoridades brasileiras têm um conceito diferente de “caos” (ver trecho abaixo).

O defeito no Cindacta-1 provocou mobilização de autoridades do governo, que temiam um novo caos nos aeroportos do País. O ministro da Defesa, Waldir Pires, foi acionado. O novo comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, preferiu ir até as instalações do Cindacta-1, em Brasília, para ver de perto o que acontecia no sistema.

A pergunta que se faz sobre isto é: o que ele viu?

Claudio

Continue lendo “Há algo errado aí”

Uncategorized

Orientações: um alerta

Tenho encontrado, em muitos escritos de meus colegas, grandes doses de prolixidade na escrita, um desejo inconfessado de parecer sofisticado pelo rebuscamento inútil da linguagem, pela profusão nos conceitos e pela adjetivação exagerada das análises. Parece que eles acabaram de fazer um curso completo de redação obscura com um desses filósofos franceses adeptos do desconstrucionismo verbal, êmulos (talvez onconscientes) de Derrida e de Baudrillard.
Isso pelo lado bom. Pelo lado ruim, o que mais tenho encontrado, na verdade, é a simples redação deficiente, uma linguagem caótica e rebarbativa, que por sua vez revela um pensamento desorganizado, uma confusão de idéias que passa longo do que se convencionou chamar de brain storming. Pelo lado catástrófico, então, cada vez mais deparo com a miséria da escrita, com uma linguagem estropiada por incorreções gramaticais, impropriedades estilísticas, quando não barbaridades ortográficas de tal monta que seriam capazes de fazer fundir um desses corretores automáticos de computador que detectam todos os erros de digitação.

Muita gente desiste de orientar monografias ou dissertações por motivos financeiros (incentivos ruins). Mas há também o desânimo de gente como Paulo Roberto Almeida. Clique no trecho acima e leia tudo.

Claudio

Continue lendo “Orientações: um alerta”