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Sobre o que falam os economistas? (da série: “mamãe, não tenho tema de monografia”)

1. Marriage and Divorce: Changes and their Driving Forces
by Betsey Stevenson, Justin Wolfers – #12944 (AG CH DAE LE LS)

Abstract:

We document key facts about marriage and divorce, comparing trends
through the past 150 years and outcomes across demographic groups and
countries. While divorce rates have risen over the past 150 years,
they have been falling for the past quarter century. Marriage rates
have also been falling, but more strikingly, the importance of
marriage at different points in the life cycle has changed,
reflecting rising age at first marriage, rising divorce followed by
high remarriage rates, and a combination of increased longevity with
a declining age gap between husbands and wives. Cohabitation has
also become increasingly important, emerging as a widely used step on
the path to marriage. Out-of-wedlock fertility has also risen,
consistent with declining “shotgun marriages”. Compared with other
countries, marriage maintains a central role in American life. We
present evidence on some of the driving forces causing these changes
in the marriage market: the rise of the birth control pill and
women’s control over their own fertility; sharp changes in wage
structure, including a rise in inequality and partial closing of the
gender wage gap; dramatic changes in home production technologies;
and the emergence of the internet as a new matching technology. We
note that recent changes in family forms demand a reassessment of
theories of the family and argue that consumption complementarities
may be an increasingly important component of marriage. Finally, we
discuss the welfare implications of these changes.

http://papers.nber.org/papers/W12944

Não tem, né? Bom, você pode reclamar que não curte o tema (ok) ou que não tem os dados (ok, mas nesta era globalizada, excludente e neoliberal, é bom aprender a coletar dados), mas não que não possa analisar o casamente o divórcio do ponto de vista econômico.

Claudio

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Sexta-feira tem banca?

Tem, sim senhor.

Título da dissertação: FORMAÇÃO ECONÔMICA DE SANTA CATARINA: uma abordagem institucionalista

Autor: Thiago Periard do Amaral

Orientador: Prof. Dr. João Rogério Sanson

Banca Examinadora: Prof. Dr. João Rogério Sanson (UFSC) Prof. Dr. Claudio Shikida (IBMEC/BH/MG) Prof. Dr. Louis Roberto Westphal (UFSC)

Data:16/03/2007

Local: sala 203 prédio da pós-graduação

Horario: 09:30

Claudio

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A malandragem do aluno e as expectativas racionais do professor

Você só faz escrever no quadro, para poder explicar em seguida. Enquanto isto, a turma não pára de conversar. Uma voz se faz ouvir:

– Professor, a matéria tá rápida.
– Não, não está. Todos estão conversando, então está tranquilo.

Silêncio. Após 10 segundos, o professor:

– Não adianta gente. Ficar calado não torna a velocidade da matéria maior.

Sim, aconteceu comigo.

Claudio
p.s. a velocidade está correta e o choro é sempre o mesmo. Ficar calado, inclusive, ajuda a copiar o quadro mais rápido no caderno, né?

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Quanto vale seu órgão no mercado ilegal?

Ari, Marcio e Claudio discutem o tema.

Trecho:

A despeito dos problemas morais envolvidos, seria racional do ponto de vista econômico a decisão de vender um órgão para transplante? Um exercício simples pode ser feito para entender o problema, tomando como base um indivíduo que receba um salário médio de R$ 2.000 mensais durante o período de oito anos.

Supondo uma taxa de juros de 8% ao ano, em oito anos, a renda acumulada deste indivíduo seria de aproximadamente R$ 161 mil. Para abrir mão desta renda e ganhar R$ 100 mil hoje, o indivíduo deve considerar a probabilidade de ser preso. Até que ponto vale a pena correr o risco?

Claudio
p.s. sim, consideramos o 13o salário também.

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Tribute os inimigos menos reação-elásticos

Há grupos e grupos de interesse na sociedade. A tributação que observamos nem sempre segue a regra do “menos preço-elástico”, mas sim o menos “reação-elástico”.

Explico-me: um governo que deseja maximizar receita (conhecido desde o clássico de Brennan-Buchanan como “governo Leviatã”) procura sempre tributar, numa democracia, aqueles que tenham menor poder de reação.

Se você cobra um imposto com mesma alíquota de todos, não há muito o que reclamar. Mas quando você escolhe – sob critérios nebulosos ou não, mesmo cientificamente falando – apenas uma minoria e lhe aumenta a carga tributária, você usou a regra de tributar aquele com menor elasticidade-reação.

O poder de reação depende da capacidade de protestar e/ou mobilizar outros setores contra a mudança de regras.

Lembre-se do episódio da MP232. Lá o governo tentou fazer o mesmo (diluindo o aumento sobre diversos profissionais liberais de diferentes áreas), mas não conseguiu porque houve um poder de coesão maior do que o esperado pelos burocratas. Aliás, é por isto que os amantes da obesidade estatal (também conhecidos como não-liberais) não gostam do mercado: este é sempre surpreendente, fruto das ações de vários indivíduos independentes. Eles acham que controlando isto, diminuem a incerteza.

O erro? Confundem a administração individual com a pública. Como se um burocrata jamais pudesse aumentar a incerteza da vida e sempre pudesse gerar maior espontaneidade entre as pessoas. Um erro clássico que sempre é esquecido (lembro sempre das “bandas móveis” do Chico Lopes na sua curtíssima estada na direção do Banco Central do Brasil).

Claudio

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O problema não é a inteligência

Este artigo está cheio de indignação (ok, isto é normal), mas o diagnóstico não é razoável: não falta inteligência aos políticos. O que falta são restrições. Inteligentes eles são. Tanto que adotam as soluções que mais lhes convém. O problema são os incentivos. Estes, também, não são “pouco inteligentes”. Eles existem na forma atual porque alguém usufrui benefícios maiores do que custos com eles.

Alguém pode gostar de reler o velhor “Weingast, Shepsle e Johnsen” sobre custos e benefícios quando há políticos no meio da decisão econômica. É um bom artigo. Procure pelos três autores no google.

Claudio

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Não é preciso ser economista para saber que incentivos importam

A antropóloga Alba Zaluar, do Núcleo de Pesquisa da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), acredita que os menores que se envolvem em crimes conhecem os direitos que adquiriram e sabem que não ficarão detidos por muito tempo. Apesar de reconhecer que a certeza da impunidade existe entre os jovens infratores, Alba não defende a redução da maioridade penal nem que eles sejam postos em “jaulas”.

– Eles se isolam em quadrilhas e quanto mais crueldades praticam, mais prestígio ganham – explica a antropóloga.

A ruptura entre as gerações também facilita a criação de guetos e acaba com a transmissão de valores, segundo Alba. Os jovens deixaram de freqüentar lugares onde se reúnem pessoas de diferentes faixas etárias.

– Eles deixaram o samba para ir aos bailes funk, que são redutos onde se isolam – alerta Alba.

O tempo na cadeia e o bom comportamento (mesmo que seja na prisão) são dois males para o criminoso. Eu continuaria este texto, mas estaria atrapalhando uma possível contribuição do Ari, que é o mais entendido – neste blog – em economia do crime.

Ari, é contigo.

Claudio

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