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Falou e disse

A geopolítica da agroenergia poderia beneficiar dezenas de países em desenvolvimento se o foco da questão fosse o interesse dos consumidores (e não dos produtores), a redução de gastos com subsídios, o equilíbrio entre as cadeias agroindustriais envolvidas, o apoio aos países mais pobres, os investimentos em infra-estrutura e tecnologias de ponta e o respeito ao meio ambiente. Estou consciente de que é muito difícil avançar nesses vetores todos ao mesmo tempo, mas tenho certeza que é possível fazê-lo.

Note a ênfase do Marcos S. Junk: interesse dos consumidores.

Agora me fale quando, durante nossa história sucro-alcooleira, este interesse foi levado em conta. De qualquer forma, o texto é bom e vale toda a leitura.

Claudio

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Tumultos e uma frase

A polícia e aqui.

O jornal liberal dinamarquês Politiken expressou o espanto da sociedade dinamarquesa pelo ocorrido e, especialmente, ante a extrema violência de alguns grupos de manifestantes.

“Agora todos os cidadãos jovens, adultos e idosos de Copenhague devem tomar ar com tranqüilidade. Nenhum sonho de um centro juvenil pode justificar que bicicletas e automóveis de outras pessoas sejam destruídas ou queimadas”, disse a publicação.

“Sem esquecer todos os erros políticos, não existe justificação alguma para uma ira destrutiva descontrolada. Copenhague precisa de diversidade e espaços livres para a conseqüente realização de sonhos, mas não anarquia”, completa.

O negrito é por minha conta.

Claudio

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Etanol

Nem África, nem Venezuela-Bolívia-Cuba. Na hora em que o dinheiro aparece, os membros do governo se comportam de maneira bem racional.

E não falo do mensalão, embora este apenas reforce o que foi dito.

Claudio
p.s. esta história do etanol tem mais interessados do que se imagina, como você pode ler em um dos meus últimos “posts” aí embaixo. Especificamente, “Faça o que eu digo, não faça o que eu faço (como defender meu direito ao monopólio)”, de 03 de março.

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Benefícios concentrados, custos difusos

Dizem por aí que a poluição é um custo difuso e os lucros ficam com o fabricante de, digamos, cigarros.

Aqui está mais uma evidência de que o mundo socialista é um forte gerador de custos difusos, neste sentido.

Cuba arrecadou mais de meio milhão de euros (703,56 mil dólares) no leilão de cinco umidificadores de charutos. A venda marcou a primeira vez em nove anos que os famosos puros não estavam assinados pelo convalescente líder Fidel Castro, afastado do poder por uma doença não revelada. Umidificadores são caixas que conservam a qualidade dos charutos.

O leilão aconteceu durante banquete de encerramento do 9º Festival del Habano, na noite da última sexta-feira, que trouxe a Havana mais de 300 vendedores estrangeiros e incondicionais do tabaco cubano.

O dinheiro será destinado ao sistema de saúde cubano, segundo a agência estatal de notícias AIN. “Foram vendidos cinco lotes com puros das famosas marcas H.Upmann, Partagás, Vegas Robaina, Montecristo e Cohiba”, informou a AIN.

O melhor é isto:

A venda marcou a primeira vez em nove anos que os famosos puros não estavam assinados pelo convalescente líder Fidel Castro, afastado do poder por uma doença não revelada.

Deve ser uma doença cuja revelação causa embaraço. Que motivo haveria para não revelar o nome da “febrezinha”? Segurança de estado?

É fácil responder a esta pergunta quando se lembra que os admiradores e serviçais de Fidel Castro são os mesmos que: a) acham Pinochet um monstro e, b) até hoje dizem que a morte de Tancredo Neves foi adiada para fazer dele um mártir, como Tiradentes.

Entendeu?

Claudio
p.s. é, o sistema de saúde cubano tem uma ou outra coisa que, dizem, é melhor que nos EUA. Deve ser. Já todo o resto da economia (e da sociedade) está na era medieval ainda (exceto para turistas e amigos do rei)…

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Cenas raras

Um dos primeiros filmes coloridos do mundo e outros mais: Japão nos anos 30.

Estes filmes me lembram de um filme de Kurosawa cujo comentário na Amazon é este:


One of the more obscure early finds in master filmmaker Akira Kurosawa’s oeuvre, this earnest 1946 film explores the nature of politics and passion. The plot centers around the daughter (Setsuko Hara) of an academic as she is thrust into the political and social turmoil of the years leading into the Second World War. As the fascists rise to power she sees her father stripped of his teaching position and her young lover arrested and executed as her other love interest goes to work for the state. The girl must try to make sense of the tumultuous world around her as she struggles to find her own identity and convictions. The film features some trademark visual sequences of the chaos that consumed pre-war Japan, including riots and military occupation. Director Kurosawa (Rashomon, The Idiot) maintains a studied and deliberate pace as he examines the pull of the girl between her romantic impulses and her sense of right and wrong. A powerful story of loss, redemption and empowerment, No Regrets for Our Youth is a prime opportunity to see one of the cinema’s masters at work. –Robert Lane

Obscuro? Claro. Por isto eu comprei o DVD…Quem mais compraria um filme obscuro de Kurosawa? Só mesmo um fã de Setsuko Hara e de filmes antigos de Kurosawa.

Claudio

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