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Algo me diz que não é o mesmo caso de Paulo Francis…

Ah, meus amigos, por mais que estejamos todos contaminados pelo padrão deteriorado da cultura de massa norte-americana, há de existir em cada um de nós um resto, um restinho que seja, de sensibilidade e inteligência que reaja àquele festival inacreditável de vulgaridades “globais”.

Quem disse isso? O mesmo que escreveu isto (citado pelo Duke).

Claudio

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A oferta de trabalho continua positivamente inclinada

O senador Jefferson Peres (PDT-AM), considerou nesta terça-feira, 27, “uma anomalia” o fato de o novo representante do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI), economista Paulo Nogueira Batista, acumular o cargo de servidor do Senado, como assessor do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), ganhando salário de R$ 9 mil, com atividades como a de pesquisador e professor da Fundação Getúlio Vargas e a de colunista em dois jornais. “Como fica o tempo que ele usa para compensar o salário?”, questionou.

O acúmulo de funções de Paulo Nogueira Batista foi revelado pelo Estado desta terça-feira por conta da indicação do nome do economista como representante do Brasil e de mais oito países da América Latina no FMI.

Economistas heterodoxos também se comportam como homens racionais, não é mesmo?

Claudio
p.s. Se fosse um economista não-heterodoxo, na época do regime militar, numa situação análoga, não duvide leitor (eu vivi esta época), haveria boataria e comentários até sobre a sexualidade do sujeito. É notável o que acontece agora.

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Bases de dados não faltam

É, leitor(a). Nossos links de bases de dados aí ao lado ganharam uns quatro novos itens em menos de duas horas. Não custa repetir: dados existem em abundância. Idéias, claro, é que são mais difíceis.

Dê uma conferida (= vá em cada link e explore-o cuidadosamente, mas sem ser exageradamente lento): aposto que você achará muita coisa interessante.

Claudio

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Terceiro Setor ou Nova Modalidade Criminal?

Eis aí, novamente, mais uma evidência de que ONGs nunca foram, não são e nem serão a panacéia que alguns divulgam por aí.

A discussão selvagem (brasileira) se restringe a uma suposta superioridade moral (bingo!) ou de eficiência (truco!) das ONGs em relação ao governo.

Para começo de conversa, ONG, no Brasil, depende de financiamento governamental (quase todas, em alguma medida). Então, já começou com o nome incorreto. Segundo, ONGs são compostas de seres humanos e não há nenhuma evidência de que um sujeito que abriu uma ONG se tornou santo e esqueceu de seus próprios interesses.

A explicação é simples, mas nem todos pensam assim. Por isto ficam “chocados” com uma notícia como esta.

Claudio

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Eu não teria dito melhor

As péssimas condições do ensino no Brasil – e a forma como a mídia constantemente repercute este tema – colaborou para uma inversão de valores. Encontrou-se, pois, a desculpa ideal: o problema é sempre da escola e do professor. Mais adiante, quandos estas crianças estiverem reclusas em celas, terá sido ” culpa da sociedade”. E mais: se, porventura, um destes meninos ou meninas, num futuro próximo, for pego tentando ingressar ilegalmente em algum país do hemisfério norte, a culpa será do “capitalismo selvagem” ou da globalização.

Clique aí e leia tudo.

Claudio

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O que fazem os professores?

Observers often have trouble, however, understanding how academia could consistently fail to achieve useful intellectual progress. Since academia is such a decentralized competitive system, people figure that any failures to make progress must be the unavoidable error that must appear in any system designed to explore the unknown. Since we can’t know what we will discover until we discover it, complaints about progress are compared to second-guessing Monday-morning quarterbacks.

But in fact, academia is no more about making useful intellectual progress than advertising is about informing consumers. Professors seek prestigious careers, while funders and students seek prestige by association. Academics talk and write primarily to signal their impressive mental abilities, such as their mastery of words, math, machines, or vast detail. Yes, contributing to useful intellectual progress can sometimes appear impressive, but the correlation is weak, and it is often hard to see who really contributed how much. Progress happens, but largely as a side effect.

Robin Hanson está pessimista, não? Ou só está mais hayekiano?

Claudio

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Dom João VI não foi lá estas coisas

Eis o resumo de um artigo que, por acaso, encontrei:

Este trabalho estuda a legislação sobre falências implementada no período Joanino (1808 – 1821) e mostra como essa legislação foi usada no período como um instrumento de proteção a determinados setores da atividade econômica. Por um lado, o trabalho tem o propósito deliberado de incorporar as instituições no estudo da história econômica do período, considerando que um descaso sobre o papel das instituições na história da economia do país tem prejudicado um melhor entendimento do desenvolvimento econômico observado no país ao longo do século XIX. Por outro lado, o trabalho tem o propósito de trazer subsídios para uma reavaliação da política econômica de D. João VI. De fato o estudo da legislação sobre falências implementada no período sugere que o principal objetivo do Governo era promover o desenvolvimento de atividades direta ou indiretamente relacionadas à produção de ouro e açúcar. Portanto, o trabalho questiona visão da política econômica joanina, como uma política econômica revolucionária, visão predominante entre os historiadores econômicos.

Eu não conheço a profa M. Teresa Ribeiro de Oliveira, então não me acusem de viés, ok? Mas eu achei este resumo do artigo notável. Por um único motivo: há um consenso entre historiadores e ela, o que faz, é analisar os documentos, encontrando sérios problemas no dito consenso.

História econômica não é feita de sonhos e desejos (ou “fantasias desfeitas”, sei lá). É feita de dados, arquivos, documentos velhos, e uma teoria econômica na cabeça. Não li o artigo, mas confesso: com este resumo, dá uma vontade imensa de ler.

Análise de leis, por economistas, é coisa que falta. Estudantes de Ciências Econômicas raramente são treinados a fazer isto. No máximo, decoram código comercial ou são submetidos a algum outro tipo de conhecimento jurídico que um bom advogado poderia bem lhes fornecer. Análise econômica da lei, contudo, é algo que não se vê por aí. Um bom começo é explorar os artigos e a bibliografia indicada aqui.

Claudio

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Publicar…ou não publicar?

Peter Boettke e a academia.

We all know of cases where the top journals passed on major papers, e.g., Tullock’s original paper on rent-seeking, and we know too well of the number of papers that appear in the AER that don’t add to our knowledge in the least bit. So I was thrilled when Mario Rizzo sent me this paper (Download Prestigeous_Scholarly_Journals.pdf) today by Andrew Oswald from Economica (February 2007). Oswald concludes that it is dangerous to look at the prestige of the journal rather than the content of the article when making scholarly assessments of articles. The publication process he discovers routinely pushes high quality articles (as measured by life-time citations) into lower tier journals, and lower quality articles into higher ranked journals.

Será que Boettke está correto em sua última frase? Não sei. Mas o artigo do Oswald vale a leitura. O tema é também um dos que eu acho interessantes para a pesquisa.

Veja também a leitura do Empirical Legal Studies sobre o mesmo artigo de Oswald. Gostei, principalmente, deste trecho:

Peers read and cite important work in less prestigious journals, and ignore articles of lesser significance that nonetheless manage to place well. [I know the legal academy has lots of citation count skeptics, but in discipline such as economics, that is almost entirely built on peer review, it is harder to argue that citation counts do not contain some useful information.] At least in economics, placement is not destiny.

Claudio

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Micro-micro-microchip

Malaysia over the weekend launched what it said is the world’s smallest microchip with radio technology in a quest to position itself as a leading high-tech chip producer for a global market. The Malaysia Microchip was released after more than two years of research and development. The smallest version measures 0.7 millimetres by 0.7 millimetres, according to officials.

Costing six cents each, three versions of the chip were developed after the Malaysian government in 2003 bought the technology and the rights to design, manufacture and market the chip from Japan’s FEC Inc.

Claudio

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