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Humanidade, mesmo na guerra

Para (você, malandrão) relaxar, enquanto (eu) trabalho.

Claudio

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Alguns artigos (não me diga que não tem idéias para monografias)

* Give Trust a Chance–A Model of Trust in the Context of an IMF-Supported Program

* Do South-South Trade Agreements Increase Trade? Commodity-Level Evidence from COMESA

* Inflation in Poland: How Much Can Globalization Explain?

Olha, se eu tivesse tempo, faria algo relativo a este último artigo…

Claudio

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Alá e a internet na visão de radicais islâmicos

“Allah has commanded us in various Koranic verses to wage war against the unbelievers… Electronic jihad utilizes methods and means which inflict great material damage on the enemy and [which also] lower his morale and his spirits via the Internet. The methods of [hacking] have been revealed [to us] by expert [hackers] on the Internet and networks… many of whom engage in purposeless and meaningless sabotage. These lethal methods will be harnessed [for use] against our enemies, so as to inflict the greatest [possible] financial damage [upon them] – which can amount to millions – and [in order] to damage [their] morale, so that [they] will be afraid of the Muslims wherever they go and even when they are surfing the Web.”

Claudio

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Balzaquianas microeconômicas

In 1825 French writer Honoré de Balzac decided that the only way to control the publication of his books and ensure that he received the profits on their sale was to get involved in printing and selling them himself. He began an early version of a “vertically integrated” business, controlling everything from the writing, to the sourcing of the paper, to printing, advertising, and marketing. He needed funds, of which he was perpetually short. He borrowed first from his family and then from his mistress. The business worked for a while but ultimately had to be liquidated. When it was, he was in debt 60,000 francs, 50,000 of which was owed to his family.

Balzac, quem diria, virou exemplo para as aulas de economia. O texto, aliás, vale a leitura. Dezesseis páginas (citei-o há umas horas aqui mesmo, neste blog) e bem interessantes.

Claudio

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Pergunta que não quer calar

Por que os EUA nunca mandaram Paul Davidson para o FMI?

(A pergunta pode ser adaptada para “Joan Robinson” e “Reino Unido”)

Múltipla Escolha

a) Porque o presidente Bush saiu do ABC há mais tempo;
b) Porque o ministro da Fazenda da Inglaterra não pensa em PAC;
c) Porque o presidente Bush é heterodoxo;
d) Porque Tony Blair é trabalhista, logo, imperialista e globalizante;
e) Nenhuma das respostas acima está correta ou errada. Depende da vontade da sociedade.

Claudio
p.s. o gabarito está em votação no Congresso.

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A pergunta de sempre

SAN FRANCISCO, EUA – O novo sistema de publicidade online do Yahoo conseguiu aumentar o número de pessoas que clicam em links que geram receita para a companhia de internet, informou uma empresa de pesquisa nesta segunda-feira, 26.

Dados coletados pela empresa de medição de audiência da internet comScore Networks mostrou que o número de usuários do mecanismo de busca do Yahoo que clicaram em anúncios exibidos subiu 5% na primeira semana após a introdução do novo sistema e 9% na semana seguinte.

O novo sistema de anúncios do Yahoo, conhecido como “Project Panama”, foi lançado em 5 de fevereiro e é uma peça central da estratégia da companhia para competir com o Google.

O sistema de propaganda em busca gera receita para uma companhia como o Yahoo ao inserir anúncios nas páginas de resultados geradas pelas pesquisas dos usuários. Cada vez que um internauta clica em um dos links anunciados, o Yahoo recolhe uma pequena taxa. Portanto, a melhoria da relevância dos resultados ou aumento no número de anúncios pode ajudar a impulsionar o faturamento.

Medir isto é fácil? Digo, será que foi o sistema novo mesmo que causou isto? Pode ser.

A curiosidade que dá, não vou mentir, é querer olhar para a série diária de “cliques/taxas recebidas” e ver se há, realmente, quebra estrutural.

Claudio

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Nariz Gelado e o colapso da racionalidade?

Introdução

Nariz Gelado escreveu:

A OAB não gostou do tom do presidente da Câmara, que deixou claro que as propostas da entidade eram meras sugestões. Mas esfregou as mãozinhas de satisfação ao ver que a discussão está prestes a se tornar realidade.

Já eu não gostei foi do tilintar de sela e buçal que ouço sempre que alguém falar em “voto em lista”. Juntamente com fidelidade partidária e o financiamento público de campanhas, o voto em lista integra aquilo que o governo tem como tripé fundamental da reforma.

Paradoxalmente, o pacote da OAB traz, também, a tal proposta para a convocação de plebiscitos e referendos pela sociedade, sem a mediação do Legislativo. Confuso, não? Por um lado, a sociedade brasileira já estaria suficientemente madura para decidir diretamente a respeito de determinados temas. Por outro, não tem discernimento para decidir diretamente sobre quem merece ou não seu voto – no que precisa ser tutelada pelos partidos. Me parece que estão é a nos oferecer espelhinhos e contas de vidro: “divirtam-se aí decidindo sobre a eutanásia, enquanto nós decidimos o orçamento da saúde”.

Comentários Complexos

Nariz Gelado está brava. E ela levanta um ponto interessante: por que pessoas seriam capacitadas – racionalmente – para algumas propostas, mas não para outras?

Em princípio, o argumento moral dela me parece interessante. Mas há que se lembrar da diferença teórica do conjunto de informações envolvidos em diferentes tipos de problemas de decisão. John Matsusaka (vai ao google, cara!) já falou sobre isto. Em princípio, portanto, é interessante pensar no que a “californização” (ufa!) do Brasil traria de interessante, embora eu confesse que não sei qual o grau de “autonomia” os nossos senhores da receita tributária (e da contribuição sindical, no caso da OAB) estão a nos propor.

Resumindo: Nariz Gelado pode ter exagerado na crítica, embora, sim, tenha levantado a questão de maneira corretíssima. Além disso, ela não é economista e não pensou, creio, nos problemas que pensei (alocar decisões conforme o grau de complexidade envolvido).

Mesmo esta minha “quase-crítica” é imperfeita. Por que? Porque existe uma meta-questão nesta história que envolve os modernos conceitos de “paternalismo” derivados de uma leitura algo otimista dos resultados de economia comportamental (ops, google, rapaz, vamos! Você consegue!). E ela diz respeito ao fato de que não está claro que um bando de gente da OAB e outro bando de gente no Congresso tenha mais discernimento do que eu ou você para definir que tipo de assunto irá para os plebiscitos. Mesmo que haja algum discernimento (em alguns itens), nada, ainda, garante que estão a pensar nas preferências do eleitor mediano.

Uma questão interessante: o que leva os políticos a cederem poder? Aposto que o benefício total individual de cada um deles é maior do que seus respectivos custos totais.

Ou, em bom português: “quando a esmola é muita…”

À guisa de epílogo

Na época do plebiscito do desarmamento, um amigo meu viu uma socióloga comentando o tema elogiando uma suposta capacidade do povo de escolher e tudo o mais. Ao longo do programa saiu o resultado e ela, que era a favor do “sim”, passou a acusar o povo de não saber escolher, etc. É disto que Nariz Gelado fala, eu creio. E, neste ponto, eu concordo com ela integralmente: inconsistências como estas existem entre analistas supostamente neutros e mais informados do que eu. Que direi eu dos políticos…

Claudio
p.s. gostou do título “modernoso” e “chic” deste “post”?

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O maravilhoso modelo regulatório chinês ou “Como Beijing realmente corrige falhas de mercado com as bençãos de Mao”

Esta é ótima. Até a blogosfera bolivariana está chocada e não consegue entender como é que o governo chinês conseguiu implantar este método não em um Abu Graib, mas no próprio país.

É que, sabe, seu bolivariano, em ditaduras, o inimigo está do lado interno das fronteiras, mas não espalha, tá?

Claudio

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Dinheiro não é tudo, mas…

Eis trechos da notícia:

O Tribunal Penal Internacional da ONU decidiu nesta segunda-feira, 26, que a Sérvia não teve responsabilidade direta pelo genocídio ocorrido na Bósnia entre 1992 e 1995. A corte, no entanto, responsabilizou Belgrado por não ter impedido a morte de 7,5 mil muçulmanos bósnios no massacre de Srebrenica e por não ter punido os responsáveis.

(…)

A Bósnia, autora da ação contra a Sérvia, esperava uma condenação para entrar então com um pedido de compensação financeira. No entanto, a solicitação foi negada. “Essa forma de reparação não é apropriada para consertar uma falha na prevenção de um genocídio”, decidiu o tribunal.

A pergunta é: qual a forma de reparação apropriada para consertar uma falha na prevenção de um genocídio…sendo que ele já ocorreu?

Eu sei que dinheiro não é tudo, que dizer isto é reflexo da “economização” típica dos “economistas ortodoxos (malvados e feios)”, mas será que você tem uma forma menos pior de repor vidas humanas perdidas do que através de uma indenização?

Sei lá.

Claudio

UPDATE: Mais uma análise da decisão aqui.

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Incentivos importam

Eis um exemplo:

An office worker named Yoo recently spotted a flyer that offered loans at rates as low as 4 percent and said individuals could borrow as much as 80 percent of the price of an apartment unit. Mr. Yoo’s interest was piqued, especially after he saw the logo of a well-known financial company on the leaflet.

But when he called that number, Mr. Yoo reached a loan officer working for a private lender that had printed the flyer and which was not associated with the company whose logo appeared on the ad. The loan officer then told Mr. Yoo that the minimum interest rate would be 8 percent, higher than advertised.

The kind of flyer that captured Mr. Yoo’s attention is among the perils of the government’s recent tightening of home equity loan lending by local banks. As people with relatively lower incomes face restrictions in borrowing from banks, private lenders are taking advantage of the situation by making false claims of competitive interest rates and of connections with legitimate financial institutions.

Claudio

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Incentivos e violência no futebol…italiano

Interessante artigo sobre o tema.

Trecho:

As the country’s third largest industry, with annual revenue of over $17 billion, the business of soccer (or, in European terms, football) is one of Italy’s most powerful interest groups. And while violence and corruption are familiar to the international game, the situation has deteriorated in the last few weeks. Following a bloody clash between extreme fans (“ultras”) and police on February 2, 2007, commerce has once again proven its role, not only as the superior force in the affairs of Italian football, but also as a detriment to the safety of the game’s own supporters.

During a match between Calcio Catania and U.S. Città di Palermo, ultras armed with metal poles and large firecrackers engaged police outside of Stadio Angelo Massimino. They left one officer dead and over one hundred people injured. Two days later, the president of the Football League, Antonio Mattarese, who represents the financial interest of the clubs, issued this remarkable statement: “The show must go on. Football can never stop. It’s an industry and it pays its price. Deaths in the football system are a part of this huge movement.”

Economia dos Esportes é algo que ainda tem poucos estudos por aqui. Quem tem vontade, claro, sempre consegue fazer um projeto sobre o tema com uma idéia original.

Claudio
p.s. a grande dificuldade hoje em dia, por incrível que pareça, é convencer um aluno médio (médio para ruim, digo) que coletar dados por sua conta pode ser uma boa idéia. Uma pena, principalmente em casos como o deste “post”.

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