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A etiqueta, segundo a esquerda

Tem gente, na blogosfera, que saltita de alegria quando pode criticar gente fora do âmbito da esquerda, pela falta de cortesia em debates. E se diz “imparcial” ou “neutra”.

Bem, a tal neutralidade da análise desta gente se desfaz ao ar, como no romance do tal Kundera quando se lê coisas como esta:

Ele até escreveu um artigo sobre a atuação de Bevilaqua, no qual informa que o diretor do BC é gordo e tem muito peso nas decisões do Comitê de Política Monetária (COPOM), que fixa a taxa de juros. [O Estado de São Paulo, 24.02.07, p.b6]

Quem escreveu isto é o indicado para o FMI de quem, por sua vez, escreveu, sobre um modelo econométrico (suposto) do prof. Ilan algo como isto:

“o Banco Central segue o modelinho burro do Ilan”[por algum motivo, não encontro mais o link para este artigo, engraçado…]

Procure na blogosfera desta gente algum tipo de crítica a este Febeapá: você não achará nada.

A etiqueta é muito cobrada pela linha de frente (os intelectuais) da esquerda, mas seria bom que os mesmos a praticassem mais. “Modelo burro”, “diretor gordo”, para mim, são termos que nem alcançam o humor refinado do velho Roberto Campos. Ficam no mau humor grosseiro mesmo. Retórica não é tudo, eu sei, mas ajuda. Quer criticar? Faça-o com estilo.

Claudio

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