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Dawkins na parede

Eu gosto do Dawkins e também do Rasmusen. E, nesta, Rasmusen ganhou.

Para quem não sabe, Rasmusen é o autor de um dos mais interessantes livros-texto de Teoria dos Jogos.

Claudio

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Economia Política

Byran Caplan faz bela observação aqui.

Pela importância, reproduzo, sem os links:

After skewering Obama’s views on economic policy, Thomas Sowell (like another guy who bolstered my love of econ when I was a discouraged undergrad) concludes with a ringing denial of voters’ rational expectations:

But politics is not about facts. It is about what politicians can get people to believe.

Yep. This is the political economy that belongs in top econ journals, not silly models where the man in the street understands economics plus or minus random noise.

My only quibble with Sowell is that he’s too hard on the politicians. If it were easy to “get people to believe” that free trade is a good idea, politicians would be happy to do so. The problem is that voters are a lot more willing to believe economic fallacies than grapple with economic realities, and politicians take the path of least resistance.

Claudio

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O ocaso das estatísticas, a vitória da barbárie

Pois é. Agora o MST diz que não vai contabilizar as invasões promovidas pelo tal Rainha. Alega-se uma briguinha interna.

Ok.

Aos senhores do INCRA, resta perguntar: podemos nós, contribuintes que gostamos de ver nosso dinheiro gasto em levantamentos estatísticos sérios, contar com vocês? Ou a violência no campo não é algo cujo levantamento seja útil à sociedade?

Não vou conferir a página do INCRA. Deixo isto para os leitores curiosos. Se alguém tiver uma resposta animadora, fico feliz em publicá-la.

Claudio

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A etiqueta, segundo a esquerda

Tem gente, na blogosfera, que saltita de alegria quando pode criticar gente fora do âmbito da esquerda, pela falta de cortesia em debates. E se diz “imparcial” ou “neutra”.

Bem, a tal neutralidade da análise desta gente se desfaz ao ar, como no romance do tal Kundera quando se lê coisas como esta:

Ele até escreveu um artigo sobre a atuação de Bevilaqua, no qual informa que o diretor do BC é gordo e tem muito peso nas decisões do Comitê de Política Monetária (COPOM), que fixa a taxa de juros. [O Estado de São Paulo, 24.02.07, p.b6]

Quem escreveu isto é o indicado para o FMI de quem, por sua vez, escreveu, sobre um modelo econométrico (suposto) do prof. Ilan algo como isto:

“o Banco Central segue o modelinho burro do Ilan”[por algum motivo, não encontro mais o link para este artigo, engraçado…]

Procure na blogosfera desta gente algum tipo de crítica a este Febeapá: você não achará nada.

A etiqueta é muito cobrada pela linha de frente (os intelectuais) da esquerda, mas seria bom que os mesmos a praticassem mais. “Modelo burro”, “diretor gordo”, para mim, são termos que nem alcançam o humor refinado do velho Roberto Campos. Ficam no mau humor grosseiro mesmo. Retórica não é tudo, eu sei, mas ajuda. Quer criticar? Faça-o com estilo.

Claudio

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No ponto

Dona Eliane parece não atentar para o óbvio: imigração ilegal é crime e deve ser tratada como tal. Mais: é esta rigorosa observação da lei, não importando a qualidade do delito, que lhe permite andar tranqüilamente, sem medo de balas perdidas ou seqüestros relâmpagos, pelas ruas de Paris, Madri, New York ou Boston.

Confesso que fiquei surpresa. Não imaginava que uma jornalista de tal expressão pudesse padecer tão cronicamente deste banzo colonial – este, que nos joga de volta ao alvorecer do século XIX, que nos condena à eterna condição de povo-criança e prega que devemos receber, por parte do hemisfério norte, um tratamento diferenciado e condescendente.

Nariz Gelado em mira mais que certeira. Leia tudo.

Claudio

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Faltou dizer…

Toda vez que um ministro de qualquer governo – exceto na era LLUULLAA – era notícia por conta de algum problema, vários intelectuais saíam de seu obsequioso silêncio e, em coro, berravam: “e se fosse um sujeito na favela?”

Pois é. Justiça seja feita, o silêncio agora tem sinal invertido.

De qualquer forma, lugar de ladrão é na cadeia…e sem direito a anistia.

Claudio

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Você colocaria seu dinheiro nesta empresa?

Um site francês de pornografia e de brinquedos adultos quer agora vender sexo a investidores e pode tornar-se a primeira empresa da indústria pornográfica a ter ações cotadas em bolsa de valores na França. O DreamNex afirma que é o maior site de comércio eletrônico dedicado à indústria do fetiche na França. Ao lançar ações em Paris, o site espera ampliar sua linha de produtos para uma audiência internacional.

Eu, como brasileiro nacionalista e ufanista, fico indignado com a falta de ações similares na indústria pornográfica nacional. O governo deveria incentivar este tipo de mudança empresarial e, claro, para superar as amarras que prendem (sem intenções de piadas sado-masoquistas, ok?) o capital pornô nacional (vítima do imperialismo franco-judaico-japonês-estadunidense), deveria criar a “Pornobrás” porque, afinal, a pornografia é nossa!

Claudio

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A aliança do desrespeito ao direito de propriedade e à lei

O Movimento dos Sem-Terra (MST) e sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) invadiram neste sábado, 24, a Fazenda Floresta, no município de Araçatuba, noroeste do Estado, a 545 km de São Paulo. É a 14ª invasão protagonizada pela parceria MST/CUT em uma semana e a primeira em terras cultivadas. Os sem-terra planejam invadir mais duas propriedades na região nos próximos dias.

Se a UDR se unir a sindicatos de indústrias para rechaçar, é crime?

Claudio

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Se todos cumprissem as leis…

não existiria advogado.

Mas, pergunta o leigo, isto significa que o maior interessado no aumento da criminalidade é o advogado (juntamente com os criminosos, claro)?

Claudio
p.s. da mesma série: “se Deus não existisse, ateus seriam deístas”? Ou: “se ninguém comesse McDonald’s, alguns médicos passariam fome”, “se aluno ruim não existisse, professor não teria o que fazer”, etc.

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Oferta de trabalho – aula para economistas

“O que é o que é? Tem nariz de heterodoxo, rabo de heterodoxo, cara de heterodoxo, fala como heterodoxo, pensa como heterodoxo, mas só o mercado que acha que é ortodoxo?”

Como sabem os estudantes da “economia ortodoxa”, a oferta de trabalho é função do salário real. Posto isto, temos a charada (excelente, por sinal) acima lançada pelo Duke o Hazard.

A resposta da charada (já sabida) é que um economista da FGV-SP (Mantega) indicou outro economista da FGV-SP (PNB Jr) para o cargo. Até aí, nada demais. O engraçado é que dado tudo o que o PNBJr escreve e divulga, é como se colocássemos Chàvez como assessor de Bush.

Os boatos na blogosfera são de que ele ganhará US$ 20 mil mensais, embora eu não tenha o dado correto (a página do FMI não tem dados sobre o salário nem dos contratados, nem dos indicados por presidentes dos países-membros).

Mas aí vai o teste simples de economia “ortodoxa”: compare o salário atual (FGV-SP) e o do FMI que o indicado ganhará. Se ele aceitar o emprego, ceteris paribus, então podemos pensar que sua preferência revelada é bem diferente da propagada função utilidade do dito cujo…irônico.

Claudio

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