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DJ Claudio

O DJ Claudio adora Sally Yeh desde que a (ou)viu em The Killer, o melhor filme de todos os tempos na opinião do grande crítico de cinema, DJ Claudio. Mas o mesmo DJ Claudio também gosta da falecida Anita Mui. Portanto, nada mais justo, para o leitor, mostrar as duas juntas.

Claudio

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A dotação inicial weberiana importa?

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Primeiro, este gráfico tem problemas. Estão aí vinte estados da federação, sem o distrito federal, porque ajustei a tabela pelo percentual de não-católicos auto-declarados no censo de 1940. O Leo Monasterio sempre me diz que estes dados são ruins porque muita gente se declara católico sem o ser. Provavelmente, isto era um problema maior nos anos 40.

Por isto eu prefiro ver o oposto: tem que ser muito corajoso para assumir que não se é católico nos anos 40 e, suponho, este percentual é menos sujeito a erros que o de católicos (Leo, a bola está com você).

Não queira o leitor ver muito rigor aqui. Só o que eu fiz foi pegar o total de não-católicos (isto inclui meus bons amigos presbiterianos, ateus, etc) sobre o total de pessoas com ou sem religião no estado (o título do “post”, na verdade, é mais provocativo que verdadeiro…o correto seria: “a dotação inicial de não-católicos importa?”) e fiz o diagrama de dispersão com o ln do PIB per capita estadual de 1995.

A idéia é originalmente do (já coloquei este link aqui antes, veja no google) do Easterly & Levine de 2002, só que ao invés de usar a taxa de mortalidade em 1500 (para ex-colônias) e o ln do PIB per capita dos mesmos países em 1995 (a idéia dele era explicar a correlação através das instituições, etc), resolvi resgatar Max Weber e dar uma colher de chá para os não-católicos, além de me focar em diferenças do nível regional do desenvolvimento da selva brasílica.

O resultado é o gráfico acima. Você pode fazer melhor que isto, leitor, tenho certeza. Pegue os dados do censo nas Estatísticas do Século XX (IBGE) e pegue o PIB per capita no IPEADATA (veja o link da coluna fixa ao lado).

Repito: não digo que o gráfico acima é robusto. Vale uma reflexão – com rigor estatístico, claro – do leitor chegado em economia, econometria e instituições/desenvolvimento econômico.

Tenho vários amigos presbiterianos. Recado para eles: se alguém fizer o gráfico só com presbiterianos, mande para mim (ou mande o link em seu blog). Terei prazer em colocá-lo aqui.

Fascinante o que uma dor de barriga não faz com um economista desesperado: no meu caso, uma das fontes de alívio é fazer gráficos.

Claudio

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Superei Camões: fechei os dois olhos

No final dos anos 80 eu era jovem e magro e estudava a língua alemã. Ainda continuo jovem, claro. Mas não estudo mais a língua das obras de Göethe.

Em minha última guerra contra os cupins deparei-me com alguns papéis velhos. E aí achei este estranho arremedo de poesia que eu fiz, na época, para minha musa eterna…quem? Ora, cara, é a Ciência Econômica (Ökonomie, na linguagem do bolivariano Karl Marx, ou Wirtschaftwissenschaft, se quisermos falar de “Ciência Econômica).

Como eu não sabia do meu notável talento para superar um Camões ou um Pessoa, escondi isto e, assim, nunca obtive as prováveis correções aos dativos, nominativos ou os – adorados pelos advogados – acusativos que este novo clássico da poesia mundial merece (note como o “arremedo de poesia” anterior já se tornou um “clássico”! É incrível a rapidez deste mundo globalizado…).

Para o leitor deste blog, agora, em primeira mão, mais uma evidência de que, de fato, perdi minha cabeça há muito tempo. A data provável disto é 1991 ou 1992.

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Quem puder me corrigir, agradeço. Odeio erros em qualquer língua (ouviram, orientados de monografia e alunos que terão que escrever em alguma prova minha?).

Claudio

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Para onde caminha a humanidade?

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UPDATE: Correção do João (onde, no gráfico, lê-se PIB, leia-se PIB per capita).

A PWTables é realmente um fascinante manancial de dados para todos os alunos que desejam responder algumas perguntas que sempre lhe ocorrem.

Veja, por exemplo, este gráfico, que mostra o percentual do PIB per capita do país em relação ao PIB per capita norte-americano (uma boa “proxy” de fronteira do desenvolvimento).

Observe a trajetória – eu diria – catastrófica da Argentina e a evolução japonesa e sul-coreana (que parece com a japonesa, só que deslocada no tempo).

Por sua vez, Chile e Brasil parecem caminhar em direções opostas.

Interessante é se colocar no lugar do latino-americano médio em 1950 e tentar adivinhar o que ele pensava sobre o modelo de promoção de exportações e o de substituição de importações.

Fustel de Coulanges dizia: devemos observar as sociedades da época conforme a época (acho que foi no “A Cidade Antiga” que li isto, um livro que recomendo para crianças dos 8 aos 80).

O futuro, às dotações, às instituições, às ações racionais (ou não) e a Deus pertence.

Claudio
p.s. Valeu, João!

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Poligamia faz bem ao casamento

Não, não sou eu quem está – maldosamente – dizendo. São os “cientistas”.

Também não estou afirmando que você deve ser poligâmica(o) viu, moça(o)?

É o sexo, mais uma vez, aqui. Eu sei que o leitor deste blog – estudante de Economia – nunca “pegou mulher” com papo de economia. Mas isto não quer dizer que ele não pense nisto (quase) o tempo todo.

Claudio

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Os exportadores reclamam (claro), mas meu bolso agradece…mesmo?

Eis a notícia.

A inflação brasileira está em níveis baixíssimos e o câmbio fraco tem sido determinante para isso. Pela primeira vez desde o início da estabilização monetária – em 1994, com o Plano Real – a taxa mensal ficou abaixo de 0,5% por 12 meses consecutivos. Cálculo da Universidade Federal do Rio (UFRJ) mostra que, não fosse a valorização do real em 2006, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do ano, que foi de 3,4%, teria ficado entre 4,4% e 5%.

A estimativa foi feita pelo especialista em inflação da UFRJ, Carlos Thadeu de Freitas Filho. Ele explicou que apenas a valorização do real nas últimas semanas já foi suficiente para motivar revisões da inflação prevista para o ano, de 3,8% para 3,65%.

Eu pergunto a você, que já estudou econometria: concorda com o que foi dito? Não? Qual o impacto do câmbio sobre a inflação de um país? Ou de muitos países? Ou de uma amostra de países selvagens (América do Sul bolivariana)? Ou só do Brasil, após o Plano Real? Ou só do Brasil, antes e após o Plano Real?

Como? Não tem tema para monografia? Nunca ouviu falar de Macroeconomia Aberta no seu curso? Como é? Além disso, Papai Noel existe?

Claudio

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Atenção alunos de monografia!

Cuidado com a tal Wikipedia. Como diz o colega gaúcho de vocês:

A Wikipedia é uma ótima ferramenta para consultas rápidas e superficiais sobre os mais diversos assuntos. No entanto, fazer uso dela para corroborar trabalhos acadêmicos é, de fato, um exagero. Qualquer um interessado em estudar e escrever mais profundamente sobre algum assunto pode, sim, fazer uso de Wikipedia (u até mesmo blogs) m um primeiro momento, mas se torna imprescindível que a pesquisa seja melhorada com base em fontes confiáveis e respeitadas no meio acadêmico.

Claudio

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Não eleja a dona Maria!

Minha aluna Marina encontrou este artigo apresentado na ANPEC última.

Fará monografia sobre o tema (não me lembro bem da pergunta, mas ela pode me esclarecer nos comentários), mas veja só o resumo do artigo (itálico por minha conta):

Grande parte dos recursos federais transferidos para os municípios é controlada pelas prefeituras. Ademais, o prefeito tem elevado poder discricionário. Portanto, é raro encontrar evidências de corrupção em transferências sem o consentimento ou a participação dos mesmos. Este trabalho investiga os principais determinantes do comportamento fraudulento dos prefeitos, utilizando um banco de dados construído da CGU. Os resultados empíricos corroboram todos os efeitos testados, ou seja, o modelo básico proposto parece descrever bem a essência das variações nas irregularidades, ou seja, os indivíduos estão mais inclinados a ser corruptos quando se deparam com menores salários e maiores poderes discricionários. Ainda, como os prefeitos se preocupam com seus ganhos futuros, a possibilidade de reeleição funciona como restrição a corrupção no primeiro mandato. Há também fortes evidências de que municípios controlados por mulheres apresentam um nível de ilícitos esperado maior que os administrados por homens. Ainda, populações mais ricas e mais instruídas estão mais aptas a monitorar os administradores municipais e, por isso, limitam os desvios.

Espero que a Marina não corrompa sua monografia…:) Agora, será que existe mesmo este resultado sobre as mulheres? Ou a dummy capta outro efeito?

Claudio

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