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A lógica impecável

Este “sítio” é uma das melhores coisas que já apareceu na rede, abrilhantando a intelectualidade bolivariana.

Claudio

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O tal bem público

Pois é. Eu estava aqui, sentado, ouvindo a Rádio Fênix, e olha que os locutores contam que acabam de ganhar vários LP’s de música japonesa. Parece que uma ouvinte, recém-falecida, deixou os discos para a rádio. Como há um programa noturno (matinal, no Japão) nesta rádio, com músicas da época (eu ouvia estas músicas quando meu pai resolvia relaxar, até aprender a manusear o toca-discos), isto é de uma utilidade bacana também para nós, ouvintes.

Eis aí o bem público. De vez em quando ele aparece na forma de doações privadas.

Claudio

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A economia dos economistas

This paper shows in a Stackelberg differential game between editors and authors that academic networks neither affect the number of publications nor the quality of an author’s papers. Networks only affect the number of an author’s citations. Editor’s preferences for publishing an author because of her network membership seem irrelevant. This happens because editors compete to increase their journal’s reputation by publishing high quality papers. As a consequence, there appears to be no room for editorial bias. Further, increased competition among publishing outlets has the potential to erode the citation gains. Increases in publication benefits are shown to leave citations unaffected, increase the number of publications, and decrease research quality. The results generally carry through when the publishing markets tend to a monopoly structure.

Aqui na selva, diriam os autores deste artigo, o resultado empírico seria similar (ao previsto pela teoria)? Aposto que há alguém na blogosfera que falaria muito sobre isto. 🙂

Claudio

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Como?

Lo que presta al Brasil, a partir de 1930, una posición privilegiada es exactamente el hecho de que en nuestro país la línea de mayor representatividad ideológica para todas las clases sociales, corresponde a la línea de mayor autenticidad histórica [Helio Jaguaribe, Burguesia y Proletariado en El Nacionalismo Brasileño, 1961, Editorial Coyoacan, Buenos Aires, p.37-8]

Heim?

Claudio, relembrando suas antigas leituras

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Os bolivarianos gaúchos (e literatos)

Em sua briga contra o MSM, Cristaldo cita esta:

Muito covarde, após minha resposta nos scraps, o Torquemada de plantão retirou suas postagens. Feito isto, expulsou-me da comunidade MSM, o que considero mais uma comenda, entre tantas outras que já recebi. Fui expulso da comunidade Luis Fernando Verissimo, por denunciar as mentiras que o filho do Erico defendia. O que só mostra que os extremos se tocam. Extrema direita e extrema esquerda são avessas a críticas.

Expulsar ou não alguém de uma comunidade é algo que acho legítimo conforme as regras de associação. Mas, vejam só, há fanáticos seguidores de um cronista neste país. Mesmo que ele não aprove, é notável o nível de fascinação dos selvagens: em terra de “axim”, quem escreve bem é rei (com direito a despostismo e a falar sobre o que não entende…e ser ovacionado).

Claudio

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Why I love America

Although George Washington was born 275 years ago tomorrow, most Americans think they know a great deal about him. He led American soldiers in winning our independence from Britain. He was the nation’s first president. He adorns our dollar bill and a new dollar coin. But how many people know he was also a leading businessman, probably the No. 1 whiskey producer in all of colonial America?

Claudio

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Anti-depressivos e suicídio

Jens Ludwig, Dave E. Marcotte e Karen Norberg, em recente texto para discussão:

Does drug treatment for depression with selective serotonin reuptake inhibitors (SSRIs) increase or decrease the risk of completed suicide? The question is important in part because of recent government warnings that question the safety of SSRIs, one of the most widely prescribed medications in the world. While there are plausible clinical and behavioral arguments that SSRIs could have either positive or negative effects on suicide, randomized clinical trials have not been very informative because of small samples and other problems. In this paper we use data from 26 countries for up to 25 years to estimate the effect of SSRI sales on suicide mortality using just the variation in SSRI sales that can be explained by cross-country variation in the growth of drug sales more generally. We find that an increase in SSRI sales of 1 pill per capita (about a 12 percent increase over 2000 sales levels) is associated with a decline in suicide mortality of around 5 percent. These estimates imply a cost per statistical life far below most other government interventions to improve health outcomes.

Bom para quem pensa que políticas públicas também exigem algum tipo de cálculo de custo-benefício. Não tão bom para o resto.

Claudio

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Incentivos importam, inclusive em Israel

Doação de órgãos em Israel e um novo incentivo. Leia.

Pergunta:

1. Como economista, você acha que funcionará?
2. Se você discutisse isto na selva, seria acusado de neoliberal/excludente? Ou os selvagens já entenderam a diferença entre ciência e fé?
3. Você ainda pensa como o Australopiteco ou já sabe que é isto é, sim, assunto para pesquisas acadêmicas de Economia?
3.1. Você acha que este preconceito neardental de alguns “economistas” é fruto da pequena divisão do trabalho que existe no minúsculo mercado de economistas no Brasil, relativamente ao mundo civilizado?

Às vezes eu não sou tão sutil assim.

Claudio

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Orlando tem razão?

Leio na Folha de S. Paulo de hoje que Lula recebeu uma carta muito especial durante sua carnavalesca estada no Guarujá. O remetente é Orlando Lovecchio Filho que, aos 61 anos, decidiu que tem direito a uma pensão mensal de R$ 20 mil reais – equivalente, em média, àquela que vem sendo paga aos perseguidos políticos do regime militar.

Orlando, que não pertencia nem à esquerda armada e nem às fileiras da repressão, perdeu uma perna em 1968, quando uma bomba explodiu em frente ao Consulado dos EUA, em São Paulo. Agora, ao ver que muitos dos que promoveram atentados como aquele que o vitimou estão recebendo indenizações, ele faz a sua, mais do que justa, reivindicação.

Eu acho que tem. Além disso, há este argumento da Nariz Gelado que está certo: se quem colocou a bomba sabendo que inocentes poderiam ser atingidos ganha uma grana do governo, por que não Orlando?

Por que não, Orlando? Orlando certamente será bem tratado e atendido pela nossa blogosfera bolivariana, não é, Claudio? Sei lá.

Mas eu torço por ele.

Claudio

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Populismo

“As fontes da força populista são:

(I) uma elite situada no nível médio ou médio-superior de estratificação, impregnada de motivação anti-status quo;

(II) uma massa mobilizada, constituída como resultado da “revolução das expectativas”;

(III) uma ideologia ou um estado emocional generalizado que auxilie a comunicação entre líderes e seguidores e crie entusiasmo coletivo.”

O trecho acima é de Torcuato S. Di Tella, famoso sociólogo, citado em clássica coletânea de FHC e Carlos Estevam Martins (Política e Sociedade, Ed. Nacional, 1979, p.340).

Ao olhar para a realidade atual do continente latino-americano, vemos estas condições em ação? Que proxies são razoáveis para se medir I, II ou III? Além disso, uma vez encontradas tais variáveis, a relação delas com o nível de renda per capita é forte, controlando por outros fatores? Eis aí um rabisco de tema para (sua) pesquisa.

Claudio

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Não custa lembrar ao jornalista…

Jornalistas tratam de muitos assuntos e, muitas vezes, não entendem corretamente os termos de cada área. Isto é um perigo quando os jornais locais não sofrem concorrência.

Belo Horizonte não é nenhuma metrópole econômica: não há sede de bancos, não há uma bolsa de valores suficientemente “grande” e, como em qualquer cidade do mundo, o que se tem são empresas e consumidores.

Nossos jornalistas, portanto, têm um potencial maior de escrever impropriedades. Isto é mais grave quando se sabe que alguns editores se acham no direito de modificar seu texto porque pensam entender melhor do que você como atingir o grande público. De fato, muitos entendem, mas o que dizer se ele se engana e seu texto é publicado de forma truncada? Experimente pedir algum tipo de reparação não-pecuniária: muitas vezes a resposta é de uma arrogância ímpar (muitas vezes, a falta de resposta é o melhor exemplo de como “não ser um bom jornalista”).

Bom, qual o motivo de todo este texto? É para recordar um fato que vi e vivi na época em que trabalhei num departamento de economia que divulgava seus dados em entrevistas coletivas. Você, por exemplo, dizia que “o faturamento passou de 5 para 10%, ou seja, um aumento de cinco pontos percentuais”, e o sujeito publicava no jornal que “a PRODUÇÃO aumentou em CEM POR CENTO”.

Primeiro, uma coisa é faturamento, outra é produção. Perguntar, nestas horas, ajuda. Se você é um destes aprendizes de jornalismo econômico, lembre-se disto.

Segundo, quando eu saio de 5% e vou para 10%, eu ando cinco pontos na escala % (percentual). Outra coisa é você dizer que de 5% para 10% houve um aumento de [(10% – 5%) / 5% ]* 100% = 100% (da taxa de variação da variável “faturamento”). Não é usual dizer isto porque a interpretação, para as pessoas, é mais difícil. Uma taxa de crescimento que, digamos, “cresce”, é, na verdade, uma aceleração. Você pode até dizer isto, mas o mais fácil, para o leitor comum é dizer que aumentou em X pontos percentuais.

Eu aposto que muita gente, por exempolo, deve se confundir sobre o recente aumento da taxa básica de juros do banco central japonês (o BOJ). O correto é como diz o cara da CNN Money.

Parece implicância, mas não é. Vi muito jornalista cometer este erro bobo nesta tal terceira capital do país (sou mineiro, mas não tão imbecil a ponto de ser bairrista). Se você conhece alguém que comete este erro, ajude-o a não cometer mais.

Claudio
p.s. Sim, com a tradução fácil da internet, a possibilidade destes erros diminui, mas não necessariamente você entende tudo que um tradutor automático traduz, certo?

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Cada um tem a OPEP que merece

Empresas sul-coreanas fazem uma mini-OPEP.

The Fair Trade Commission yesterday fined 10 local petrochemical companies a total of 105.1 billion won ($111.6 million) for fixing prices of plastic materials over more than 10 years. The agency also reported five among them, including the top oil refiner SK Corp., to prosecutors.
According to the antitrust agency, the companies met monthly from 1994 to 2005 to prearrange the prices of polypropylene, used to make food packaging and textiles, and high-density polyethylene, used in plastic bags and containers.
“The companies, in general, had posted operating losses in the early 1990s before the cartel. But since 1994 they have posted operating profits, except for the 1997-98 financial crisis,” said Jeong Jae-chan, head of the antitrust agency’s cartel bureau.

Lá vamos nós para a política antitruste novamente. Note, como sempre, que poder de monopólio se relaciona com a extensão do tamanho do mercado e a definição deste é que é crucial nestes casos.

Claudio

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Multas

Uma vez, em sala de aula, discuti com os alunos sobre o problema das multas de trânsito. O ponto era que remunerar um policial por multas podia aumentar as multas desonestas, se, ceteris paribus, não aumentasse a possibilidade de punição para ele. A discussão era sobre incentivos, claro.

E não é que agora há um artigo parecido?

O Saulo talvez se lembre: foi em uma disciplina que ele assistiu.

Claudio

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Soft Power

Joseph Nye é conhecido do pessoal de Nova Economia Institucional. Parece que ele criou um conceito (nunca li nada dele sobre o tema, portanto…), o tal “soft power”. Do que se trata?

The idea of soft power – invented by Joseph Nye, a Harvard professor – is that countries can often best achieve their objectives by persuasion rather than force. While the instruments of “hard” power are military and economic, the instruments of soft power are cultural and ideological.

Se isto tem alguma utilidade científica, não sei. Mas, na prática, eu duvido que o governo chinês esteja preocupado com isto tanto quanto a matéria do link anterior insinua.

Claudio

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