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O Planejador Otimista

É singular que alguns economistas se apliquem a calcular meticulosamente os efeitos de pequeno aumento dos investimentos devidos à entrada de capitais estrangeiros sôbre o ritmo de crescimento da renda, esquecendo-se de verificar que poderíamos obter resultados muito maiores por uma mobilização mais intensa da atual capacidade produtiva do País. [Ignácio Rangel, Recursos Ociosos na Economia Nacional, 1960, p.41-2]

O que faltou a Rangel? Faltou perguntar: por que existe capacidade ociosa? É porque empresários são irracionais? E, claro, há a falha de governo e o otimismo com a engenharia social. Exagero? Meia página depois…

Em terceiro lugar, todo engenheiro sabe que geralmente há várias maneiras de organizar a produção de um bem ou serviço qualquer.

Referências a engenheiros aparecem em outros trechos deste outro livro do ISEB (o do Sodré abaixo também é do famoso instituto).

Claudio

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Great Moments in the Brazilian Bolivarian Thougth

Lá vou eu espezinhar. Estou arrumando uma das estantes da minha mini-biblioteca após um ataque de cupins. Sempre acho estas pérolas.

Aquêles que, internamente, permitiram a vigência da ideologia do colonialismo, veiculando as suas teses e contribuindo para manter os seus preconceitos e absurdidades, começaram por aceitar a postulação externa, supondo-a universal. (…) Daí a tendência, que logo se generalizou, a copiar os modelos externos, em literatura, em política, em economia. [Nelson Werneck Sodré, “A Ideologia do Colonialismo”, 1961, p.11]

Ok, pode ser maldade chamar Sodré de bolivariano. Mas fica aquela pergunta: quando alguém importa marxismo (inclusive tentando ver feudalismo no Brasil), está cometendo o erro que o autor indica? Se sim, então Sodré tinha um problema de esquizofrenia ou era muito pouco exigente consigo mesmo. Ninguém é perfeitamente coerente, mas não custa tentar.

Claudio

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Iwo Jima

Então eu descobri que “Cartas de Iwo Jima” era outro filme de Clint Eastwood com um elenco nipônico muito melhor do que aqueles pobres coitados do “Pearl Harbor”.

Parece que desde o tal “soldado Ryan”, os filmes sobre a 2a Guerra Mundial voltaram à telona. Recentemente, comprei e assisti o “Otokotati no Yamato” que tem em comum com este novo filme de Eastwood o aspecto, digamos assim, intimista. Os filmes de guerra de hoje dão mais ênfase nisto, o que é saudável porque a vida de um soldado nem sempre é tranquila ou sem dilemas…se bem que há similares nos clássicos de guerra. Quem não se lembra de Toshiro Mifune e Lee Marvin naquela ilha (dizem que há dois finais para este filme, um japonês, outro americano, mas eu não sei sobre isto. Alguém?)?

Bom, se você não conhece o trabalho de Watanabe Ken, Sorimachi Takashi ou Nakamura Shidou, esta é uma excelente oportunidade. Além do que, as cenas de guerra são bem realistas. Belos efeitos especiais.

Se recomendo? Claro!

Claudio

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Jornal de domingo

O Estadão tem boas matérias hoje e só quem é assinante tem acesso a todas elas. Uma delas fala do que sempre alerto aqui: governo adora criar políticas públicas mas é péssimo em responder uma pergunta óbvia que diz respeito a medir sua eficácia. Até sociólogos estão dizendo isto, digo, os não-bolivarianos.

Outra matéria boa deste domingo é a entrevista com a mãe de um dos envolvidos na morte do tal menino João, lá no Rio de Janeiro.

Ao menos esta, sobre o FGTS, você pode ler. É mesmo engraçado esta história de FGTS. Brasileiro deve ser o único cidadão do mundo que é julgado como idiota o tempo todo. Ou existe FGTS nos EUA, no Reino Unido ou Japão? Devem até existir coisas similares, mas aposto que a mordida é menor.

É assim que o governo alastra a pobreza. Algo para se refletir.

Claudio

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Por que é necessário ter mais diplomacia na Ásia

Por anos o show japonês de final de ano da NHK, o Kouhaku Utagassen, tem apresentado cantores sul-coreanos, chineses e taiwaneses no programa. A quantidade varia conforme o ano, mas é um fato. Entretanto, apenas recentemente a Coréia do Sul abriu seu mercado a produtos culturalmente identificados com o Japão. O governo bolivariano da China, por sua vez, esporadicamente incentiva incidentes violentos contra empresas japonesas. A Coréia do Norte, bem, esta tem o governo bolivariano mais estranho do mundo, o mesmo que promoveu seqüestro de cidadãos sul-coreanos e japoneses nas décadas de 70 e 80. Finalmente, nacionalistas japoneses adoram ver o circo pegar fogo porque podem reforçar o sentimento xenófobo no país.

Ok, uma das formas de corrigir isto é no monitoramento de revisionismo histórico. O governo chinês, por exemplo, tem feito isto com referência ao massacre de Nanquim, tanto quanto alguns historiadores japoneses (embora a imprensa brasileira raramente divulgue o abuso dos historiadores oficiais de Beijing).

Já falei em algum lugar – ou o leitor já viu isto – que recentemente foi criada uma comissão tripartite entre as duas democracias e o governo chinês para tratar destes assuntos. O objetivo é ter uma visão do passado histórico que os três aceitem. Louvável atitude, mas com possíveis problemas pois:

a) o governo chinês é uma ditadura, o que implica que não tem tantos incentivos a tirar o viés de suas interpretações da história.

b) Ainda que os governos do Japão e da Coréia do Sul também não sejam – como todo governo no mundo – exemplos de retidão e coerência, há concorrência, pois há eleições (de verdade) entre eles. Este é um ponto positivo.

c) A mudança intergeracional ainda tem um forte componente de pessoas que viveram as guerras, o que dificulta a existência de um consenso mínimo entre os governos. Mudanças geracionais trazem consigo mudanças de valores, o que, aliás, é bom, já que você não vive mais na década dos 60 e nem seus problemas são os mesmos da época.

Ao final das contas, claro, nunca haverá consenso. Guerra é guerra e não se faz sem mortos e feridos. Também sempre haverá disputa na interpretação histórica, mas um pouco de objetividade é bem-vinda.

Claudio
p.s. Paulo Roberto Almeida é que é meu diplomata favorito e que ele me perdoe pelo meu amadorismo aqui. 🙂

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Os médicos devem estar loucos

Makoto Mannami, 66, a senior urologist at Uwajima Tokushukai Hospital in Uwajima, Ehime Prefecture, transplanted the kidneys from a patient with the degenerative kidney disease nephrosis who tested positive for hepatitis B to two recipients, the sources said.

The transplants were performed at Uwajima Municipal Hospital, which is run by the Uwajima Municipal Government, where he worked until March 2004, they said.

Mannami also transplanted a kidney from a man due to urinary duct cancer, despite his testing positive for syphilis antibodies in 2003 at Mihara Red Cross Hospital in Mihara, Hiroshima Prefecture, according to the sources.

The Health, Labor and Welfare Ministry sets a guideline banning kidney transplants from dead donors who test positive for hepatitis or HIV, or who were suffering from cancer.

There are no such guidelines on kidney transplants from live donors.

However, Takahiro Akiyama, a professor of urology at Kinki University Sakai Hospital in Osaka Prefecture, said the use of kidneys from donors who contracted hepatitis B, whether the donors are alive or dead, should never be conducted in light of medical common sense due to the risk of infection.

Claudio

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