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Isto é que é herança ibérica

Xará me lembra que realmente há algo de lusitano em nós…e nem sempre é sinônimo de bons fados.

Claudio

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Kim Jong Il, generalíssimo e herói da reforma agrária mundial

Leitor, estou quase estourando de tanto rir das propagandas feitas por verdadeiros socialistas (não estes covardes camaradas que preferem o silêncio intelectual…).

Este aqui, então, é para quem gosta de procurar machismo no mundo socialista: uma letra que induz o leitor a buscar lindas mulheres na vila, uma vila na qual só mulheres trabalham e o velhinho passeia na boa, enfim, um outro mundo, realmente, é possível. Mas só se você estiver sob efeito de poderosos psicotrópicos ideológicos.

Se você não tem acesso ao You Tube, copie o link e assista em casa.

Parece até propaganda do MST, só que na Coréia do Norte.

Claudio

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Bem público

O aluno do IBMEC e leitor deste blog, Pedro, mais uma vez, fornece um bem público: uma base de dados online. Vou incluí-la nos links laterais ao lado. Lembre-se: se você usa Firefox, não há problema. Mas se usa IE e está no IBMEC, por algum motivo mágico, o nosso layout dá problema e a barra lateral vai para o fim da página. Fazer o que?

Claudio
p.s. aguarde 3 minutos e o link estará lá, com o nome “GGDC”.
p.s.2. O meu xará, nos comentários, deu a dica: basta max/min a janela que o problema é resolvido. Mas, cá para nós, eu acabo por preferir o Firefox mesmo…

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Brasil, um país do qual me orgulho

Perdida na página C10 do Estadão de hoje, está a notícia pela qual esperei ansiosamente:

A Força Aérea Brasileira (FAB) concluiu o Inquérito Policial-Militar (IPM) sobre o apagão aéreo do semestre passado sem recomendar a punição a ninguém. O inquérito, que foi chefiado pelo tenente-brigadeiro Neimar Dieguez Barreiro, revela o que já se sabia na época: controladores de vôo fizeram reuniões depois da queda do Boeing da Gol, em setembro – que causou 154 mortes -, e decidiram adotar uma operação-padrão, seguindo à risca os procedimentos de segurança nos aeroportos.

Agora o melhor, sobre a decisão dos controladores que resultou em todo o transtorno, disse um deles ao jornal:

Um dos controladores informou ao Estado que o encontro foi informal, em um bar, e a decisão foi apenas a de cumprir as normas de segurança. “Como poderíamos ser acusados de motim se apenas cumprimos as normas?”, alegou.

Quem me lê desde a época em que se iniciou a crise, sabe que levantei esta hipótese da ligação entre o acidente e a greve. Também coloquei aqui um link no qual se lia a declaração de algum destes oficiais quando se instarou o tal inquérito: dizia ele que o objetivo não era punir ninguém.

Cumpriu-se o antecipado.

Claudio
p.s. fiquei curioso: quem são os controladores de vôo? Não vi uma reportagem identificando-os.

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Reinaldo Azevedo acertou

A Internet exerce papel importante. Ela é a ONG dos sem-ONGs. Ela é o Chico Buarque dos sem-Chico Buarque. O negócio é botar na rede a lista dos amigos de bandidos — sim, podem ser chamados de “amigos dos bandidos”: é isso o que são. Vamos tornar públicos os seus nomes; vamos dividir os políticos entre os que defendem as pessoas honradas e os que simpatizam, queiram ou não, com o crime. Vocês sabem como fazer.
E não são apenas os políticos a passar por esse crivo democrático: também a Justiça, o Ministério Público, os jornalistas, os veículos de comunicação, a Igreja. “Eles” vão dizer que isso é uma patrulha fascista. Como “eles” jamais diriam que “fascistas” são os assassinos do menino João, a acusação tem a seriedade que tem.
Envie e-mails a senadores e deputados indagando coisas como: “O sr. é favorável à mudança do ECA para punir menor infrator?”; “O sr. é favorável à mudança da lei que prevê progressão da pena depois de cumprido apenas um sexto da sentença?”. Torne pública a resposta que você receber. Se o ignorarem, ponha a boca no trombone. Jamais permite que jornalistas, promotores, juizes, governadores, padres, ongueiros, sociólogos, artistas etc falem uma besteira contra a sua segurança e a de sua família sem a devida denúncia na rede.
Romper o silêncio: esse é o primeiro passo.

Eu não diria de outra forma. Já que votei em X, por que não deveria cobrar algo de X? O resto do texto está aqui.

Na minha adolescência havia um órgão pró-sindicato de trabalhadores (existe ainda, mas não lembro o nome) que publicou e distribuiu por todas as bancas do país um livro com a ficha de cada deputado, só que avaliado do ponto de vista dos sindicatos de trabalhadores.

Seria bom ter um contraponto (ou vários) ou mesmo uma análise mais completa de cada um. Neste sentido, a proposta do Reinaldo é interessante.

Claudio

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E agora, para a minha oferta musical de domingo

Os outros co-blogueiros são, claro, incentivados a fazerem suas ofertas para os leitores. As minhas, como sempre, são bem específicas, culturalmente falando 🙂

Claudio
p.s. Ok, se alguém me der o link para os “Die Meistersinger von Nurnberg” eu coloco aqui. Quem, em sã consciência, não fica louco com as óperas de Wagner? 🙂

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O maravilhoso mundo dos economistas “não-ortodoxos”

Afonso cita Scheinckman:

Da coluna de José Scheinkman, na Folha de São Paulo de hoje:

“Há no Brasil uma divisão entre economistas ortodoxos e heterodoxos. Isso seria de pouca importância se fosse uma mera discussão acadêmica, mas essas divisões têm outras conseqüências. No começo da década de 70, Carlos Langoni documentou que investimentos em educação no nosso país tinham uma taxa de retorno muito alta e poderiam servir para reduzir a desigualdade. O trabalho de Langoni foi recebido com hostilidade no meio acadêmico brasileiro e não influenciou a política educacional. Houve elementos ideológicos nesse episódio, mas a acolhida negativa também foi resultado da falta de conhecimento entre boa parte dos economistas brasileiros da teoria do capital humano e da incapacidade destes para julgarem a qualidade dos métodos empíricos que Langoni utilizou (na literatura acadêmica heterodoxa no Brasil, se encontra com muito maior freqüência referências a Keynes ou Ricardo, morto em 1823, do que a artigos recentes em econometria ou teoria econômica). Não é óbvio que o governo da ditadura, interessado em grandes obras e subsídios a empresários amigos, teria escutado a academia, mas perdemos uma chance de investir mais cedo em educação. Leio no dicionário Houaiss da língua portuguesa que um uso informal da palavra ‘ortodoxo’ é ‘que não tolera o novo e o diferente’. Exatamente o que parece descrever uma parcela dos heterodoxos”.

Como disse Marx, citando algo de um destes textos clássicos: “hic Rhodus, hic salta.

Claudio

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Crítica

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O Angelo da C.I.A. colocou esta foto em seu blog há alguns dias (o link original está lá) e pediu, implicitamente, por uma legenda, um título ou, claro, o que é que alguém vê numa foto como esta? Bem, se eu fosse um militante das “causas sociais”, diria o seguinte:

“Vejo membros afro-brasileiros do aparelho repressor agredindo membros afro-brasileiros das classes oprimidas, numa clara demonstração de falta de consciência de classe gerada pela elite branca”.

E, claro, haveria o eterno complemento:

“se o menino não fosse branco, você estaria revoltado?”

Quantas vezes já ouvi isto? Nem me lembro. Sei que incomoda, mas sei exatamente o porquê: você também já ouviu argumentos absurdos em situações extremas como esta.

Claudio

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