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Já que a noite cai…

…ficamos com um sucesso dos anos 80.

Sim, é ela mesmo. Nakamori Akina.

Claudio
p.s. a propósito, a comida japonesa a preço acessível é domingo, na colônia (se você mora em BH, informe-se). Creio que é no horário do almoço. Não me peça informações que sou péssimo. A dica é pegar o endereço certo. Ei-lo.

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Certo ou Errado?

Paulo Roberto de Almeida, em bom momento.

Recebi, a propósito do meu post 698 (“Concurso do Rio Branco: algumas dicas genéricas sobre o TPS”), o seguinte comentário do João Carlos Machado:

“Paulo,
Primeiro, gostaria de elogiar seu apreço pelos postulantes à carreira diplomatica, expresso por sua dedicação em discutir o concurso e a preparação adequada para o ingresso no itamaraty. Mas decidi escrever para saber qual é a sua opinião sobre o possivel conteudo das questões de politica internacional no TPS. Pela bibliografia indicada é dificil tirar qualquer conclusão, pois, em conjunto, os livros formam mais um debate do que o corpo de uma teoria ou corente de pensamento. Como é possivel julgar certa ou errada a afirmação de que, por exemplo, o mundo hoje é unipolar?
Obrigado
João Carlos”

Sobre isso, meu caro João Carlos (e outros eventuais interessados), eu não teria muito a dizer, senão lamentar que isso ocorra.
Nas ciências humanas em geral, e na universidade brasileira em particular, há uma tendência para afirmações com base em “pré-conceitos” e idéias pré-concebidas, cabendo ou não ao leitor aceitar a opinião do eventual formulador de argumentos supostamente doutos sobre um assunto qualquer.
Você pode, por exemplo, considerar os EUA uma hiperpotência imperial, que age de forma unilateral e arrogante, e que Israel é o seu pupilo para a “política de Bush para o Oriente Médio”, como ouvi mais de uma vez de colegas universitários. Se você não concordar com este tipo de argumento, pode eventualmente ser mal julgado por alguma banca supostamente antiimperialista.
Dou dois exemplos de como as coisas podem ser deformadas, uma de cada “escola” ou tendência, para não parecer parcial.
A famosa “teoria da dependência”, para criticar, em primeira mão o douto sociólogo uspiano que acabou tornando-se presidente da República e que é hoje considerado, em certos setores, como um ideólogo neoliberal, vendido ao imperialismo.
Essa “opinião” não constitui obviamente uma “teoria” e se o fosse seria uma bobagem imensa. Isso não impede de que gregos e goianos (sobretudo americanos) a tenham utilizado extensiva e intensivamente como exemplo mesmo de anaálise inovadora da realidade latino-americana, quando ela é justamente isso, um amontoado de bobagens que caberia esqueceer (como aliás recomendou seu autor, sem ter sido atendido, e sem ter reconhecido que o disse).
Na outra vertente, em certos setores maniqueistas, o mundo, a América Latina, o Brasil, etc, se dividem em nacionalistas soberanistas e em entreguistas alinhados ao imperialismo, os primeiros tratando de desenvolver o país em bases autônomas, e os segundos apenas interessados em impedir o seu desenvolvimento e em entregá-lo de mãos atadas ao imperialismo.
Isso também é uma bobagem monumental, o que não impede esses autores de serem servidos aos pobres estudantes universitários como se ciência fosse…

Bem, você escolha o que pretende como interpretação do mundo, e faça sua prova do Rio Branco de acordo, não com o que você acredita ser mais certo, mas em função daquilo que o examinador espera que você responda.
Estaria bem assim?
Desculpa se eu compliquei a sua vida e lhe trouxe mais dúvidas do que certezas, mas o mundo é assim… ou talvez o Brasil…

O Paulo é sagaz e mortal. Não fique na mira dele. 🙂

Claudio

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Law & Economics

Nossas instituições jurídicas são melhores do que pensamos?

Na Constitutional Political Economy, ocasionalmente, vejo discussões sobre a interessante questão acerca da eficiência relativa das instituições jurídicas de origem francesa e anglo-saxã. Estudos de crescimento, em geral, apontam para a superioridade da última em relação à primeira.

Mas estudos macroeconômicos não respondem a perguntas mais microeconômicas como: qual sistema é melhor para incentivar a atividade econômica?

Pois é, Ivan Ribeiro, em posição contrária a boa parte da literatura, acredita que o nosso sistema jurídico (digo, instituições jurídicas) não é tão ruim assim. Na verdade, ele não está sozinho. Jean-Laurent Rosenthal já fez algo similar antes.

Obviamente, esta é uma área fértil para pesquisas porque o debate não é apenas constante, mas também está cada vez mais elevado, cientificamente, com a expansão da área de Law & Economics no Brasil.

Os estudos macroeconômicos – na minha opinião – sofrem do problema da “maldição das dummies”. Já estudei questões similares e esta suposta robustez pró-código anglo-saxão não é assim tão boa. Pessoalmente, sinto que nossas instituições jurídicas são péssimas para qualquer atividade econômica, mas o canal de transmissão (o que, ora bolas, nas ditas cujas, atrapalha as atividades? Ou melhor: há um canal diferente para cada atividade e/ou setor da economia?) é algo que está obviamente clamando por mais pesquisas.

Taí uma boa questão empírica.

Claudio
UPDATE: Recomendo, então, Ivan e Bernardo.

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