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Quem disse isso?

Os saudosistas do modelo asiático sonham com o que Masahiko Aoki chamou de “burocracia plural”: da interação benigna entre empresários escolhidos, dispostos a colaborar com funcionários, autonomeados defensores iluminados do bem comum, resultam maiores gastos de capital e se estimula a produção. No Brasil da baixa poupança, do uso de gastos públicos para arrebanhar a clientela de excluídos e do sistema político baseado na esperteza, não há estímulo para buscar novos meios de criar riqueza, mas para pilhar a que é produzida por outros. O PAC não muda nada disso.

Dica aqui.

Claudio

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Título de Miss Brasil vale mais que uns trocados?

LONDRES – A ex-miss Brasil, Taiza Thomsen, 24 anos, trabalhou como dançarina de strip-tease na boate Sunset Strip no centro de Londres, segundo Tony Curran, proprietário do estabelecimento. “Ela trabalhou aqui por cerca de oito semanas até setembro”, disse Curran à BBC Brasil. “Eu tentei entrar em contato com ela algumas vezes, quando ela começou a faltar, mas ninguém atendia minhas chamadas. Fiquei surpreso quando vi, há poucos dias, a fotografia dela na capa de um jornal”, afirmou.

O empresário disse ainda já ter entrado em contato com a polícia. “Falei o que sabia”. Segundo o site da boate, que registrou a notícia do desaparecimento, Taiza usava o nome artístico de Sol.

Já não se vive tão bem com o título de “Miss Brasil” como na época de Marta Rocha.

Claudio
p.s. Sol, uma boa pedida (falo da cerveja, he he he)

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Segurança privada

Ok, ninguém gosta de máfias. Mas outro dia meu xará, em um daqueles momentos de inspiração (ele os tem em abundância), citou um caso parecido com este:

Moradores denunciaram a ação na favela de uma milícia (grupo paramilitar que expulsa o tráfico e cobra por proteção). Também suspeita-se da ação de paramilitares na Ilha. De acordo com a polícia, a Vila Juaniza foi invadida por um bando armado, chefiado por Marcelo Soares de Medeiros, o Marcelo PQD do Terceiro Comando.

Segundo a Polícia Civil, será apurada denúncia de moradores de que a invasão no local foi precedida por uma ocupação da favela, na madrugada de sábado, por uma milícia. O ataque aconteceu quando boa parte dos moradores acompanhava um show do cantor Elymar Santos. Moradores relataram que cem homens encapuzados formavam a milícia, que teria tido o apoio de um caveirão (veículo blindado da PM), para abrir caminho para o ataque.

É difícil entender sobre o que se está falando. Você denunciaria a existência de uma empresa de seguranças privados que “expulsa o tráfico (da sua vizinhança) e cobra por proteção”? Possivelmente não.

Mas não se trata de uma empresa legalizada que faz isto sob as regras, o que complica um pouco a análise. Também não se trata de perseguição política, como querem os sindicatos do crime.

Adam Smith, o mais liberal de todos nós, liberais, dizia que a segurança pública é um dever do Estado (não dizia? Corrija-me se estiver enganado, leitor). Há, claro, espaço para segurança privada e o brasileiro adota diversos mecanismos deste tipo (gasta-se com trancas, cercas eletrificadas, etc) sem nem pensar no custo de oportunidade terrível que existe (já que paga impostos e tem que pagar, novamente, pelo mesmo serviço que o Estado havia lhe prometido…).

A solução para isto, uma delas, já que estamos há mais de 20 anos falando a mesma coisa (“ausência do poder público no morro”, etc, etc, etc) poderia ser um incentivo para que estes grupos se legalizassem. Adicionalmente, eu pensaria em algum tipo de incentivo para que o tal “poder público” fizesse aquilo para o qual é financiado (opa, o imposto de renda vem aí…): fornecer a segurança.

Se eu fosse viajar na maionese, como dizem alguns, eu imaginaria um novo país surgindo das rebeliões das massas faveladas, com uma nova onda de emancipações num futuro distante. Mas, veja bem, isto é apenas uma viagem imensa…:)

Claudio
p.s. segurança privada é um excelente tema para estudos (veja, por exemplo, alguns textos do Byran Caplan sobre o tema…google it!)

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Vai ficar mais difícil limpar os dados…

Lembro das notícias ou histórias de intervenção do governo brasileiro na divulgação de índices de preço. Mas isso era coisa dos anos 70…Imagine isso acontecendo trinta anos depois, mas na Argentina.

Caso essa prática volte à moda deveremos em pouco tempo ter um novo índice de preço: o INPP (Índice Nacional de Preços Politizados).

André

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